Sete caras novas na reapresentação da UFJF

  Nesta segunda-feira, 1º de julho, o elenco da UFJF se (re) apresentou para a temporada 2013/2014 do voleibol nacional. Entre os 14 que se apresentaram ao treinador Chiquita e ao restante da comissão, sete sãos novidades: o levantador Rivoli; o central Jardel; o líbero Thales; os opostos De Paula e Daniel; e os ponteiros Deivison e Reffatti.

  O único jogador que não se reapresentou foi o central Lucão, que ainda está com o grupo da Seleção Brasileira. A previsão é de que o atleta chegue na próxima segunda-feira, 8.

 Início do trabalho

  Chiquita ficou reunido com o grupo, em uma conversa à portas fechadas. O treinador conversou com o Toque de Bola e explicou como será o início do trabalho, agora que os atletas estão à disposição da comissão técnica.

  “Começamos basicamente com os exames, já nessa semana vamos pra parte de domínio, defesa, volume de jogo, para avaliarmos em qual nível os atletas estão, porque temos jogadores com três, quatro meses parados. Vamos readaptar o trabalho com bola, qualificar um pouco o trabalho de posicionamento. A partir da próxima semana entramos em um processo mais gradativo, com reprodução de saques, salto de ataque, deslocamento de bloqueio. Essa é a tendência, começarmos no básico e acelerar os treinamentos com o tempo”, explicou Chiquita.

  Em uma análise inicial, o treinador se mostrou animado pelo fato de o grupo estar muito homogêneo, mesclando a juventude de atletas importantes na temporada passada, com reforços experientes para o grupo.

“Chegaram jogadores de qualidade, com um potencial muito bom, que irão com certeza qualificar ainda mais nossa equipe, junto com os que ficaram. E o principal, que foi o que nos faltou na temporada passada, são os jogadores de definição, experiência e de momento decisivo, o que vai nos ajudar muito”, disse o treinador.

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Pressão em casa

  O Supervisor Eglison Toledo destacou o planejamento da diretoria para ter a Arena UFJF como a casa da equipe na temporada atual. Segundo Eglison, a pressão da torcida é o principal fator para a manutenção do mando de quadra no ginásio da Faculdade de Educação Física.

  “O nosso planejamento é que os jogos sejam realizados na Arena UFJF, e vamos organizar para dar o máximo de conforto possível para o torcedor. Manter essa nossa casa, que já estamos acostumados desde a temporada passada, aumenta ainda mais pressão em cima das equipes que virão nos enfrentar”, explicou o Supervisor.

Focado

  Um dos destaques da temporada passada, o levantador Danilo Gelinski falou sobre sua passagem pela Seleção Brasileira, quando sentiu uma lesão antiga, e se mostrou muito empenhado para fazer um trabalho ainda melhor pela UFJF na temporada que se inicia.

  “Eu fui convocado um mês depois da temporada aqui em Juiz de Fora. Fui para Saquarema, cheguei a treinar um mês, mas acabei sentindo uma lesão que eu tive no começo da temporada, não me incomodou durante a Superliga, até tinha esquecido dela. Fiz exames lá mesmo e ficou constatado que não tinha como continuar, estava com o risco de quebrar a perna. Mas foi uma experiência muito legal, estar onde todo jogador de voleibol quer estar. Para mim isso é passado agora, não guardo nenhum rancor, agradeço a passagem que tive por lá, mas o foco é a UFJF, começar bem essa nova temporada, com um novo time, novas peças, para que a gente consiga os resultados que desejamos”, disse Gelinski.

  A saída de Luan também foi comentada pelo levantador, que já tinha conseguido um entrosamento com o oposto da temporada passada, que caiu nas graças do torcedor.

  “O Luan foi uma peça fundamental na Superliga passada, mas essa troca de clubes é normal, ainda mais com atletas de destaque. Chegaram dois novos opostos, o De Paula e o Daniel, que eu tenho certeza que são de muita qualidade, assim como o Luan, e espero que a gente consiga esse entrosamento o mais rápido possível, e eles ocupem o lugar que era do Luan”.

 “Quase gringo”

 Um dos oposto que chega com a responsabilidade de substituir Luan, que teve bela passagem com a camisa da UFJF, é De Paula. Apesar de ser brasileiro, o jogador passou 11 anos jogando no exterior e terá de se readaptar ao voleibol nacional, o que não será difícil, segundo ele. Uma vantagem para o oposto, é já ter trabalho com Chiquita.

  “Tenho que primeiro tentar conquistar o meu espaço, porque não tenho muito espaço no cenário nacional, até pelo fato de ter jogado quase 11 anos fora do Brasil. Tive uma passagem pelo Londrina, trabalhei com o Chiquita. É um ano totalmente diferente, uma equipe totalmente diferente, mas a responsabilidade é maior, porque mesmo tendo destaque, a UFJF não atingiu o patamar que todos queriam. Vamos trabalhar para atingir o objetivo máximo, que é chegar entre os oito na classificação geral, fazer uma boa Superliga. Chegamos a um combinado, junto com a diretoria, de ter essa cobrança por resultados para atingirmos os objetivos”, destacou o jogador.

  Perguntando sobre entrosamento com os novos companheiros, o oposto se mostrou tranquilo e disse que tudo é na base da conversa. O jogador, que considera o voleibol brasileiro um dos mais fortes do mundo, espera conseguir encaixar o jogo com os levantadores e contou o segredo para que essa adaptação seja rápida.

  “Só conseguiremos o entrosamento com treinamento, com paciência no início, porque os erros acontecerão. Eu não sei a forma como jogavam Gelinski e Luan no ano passado, mas a minha bola é rápida, bem mais rápida. Eu sou canhoto, então tem diferença grande na posição de oposto na saída de rede. Os opostos que são fortes e qualificados, jogam rápidos e é muito bom para a equipe”, finalizou De Paula.

 Texto: Igor Rodrigues

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