18 jul 2018

Na busca da salvação do Tupi, Aílton garante: ‘Só os loucos sobrevivem’



Aílton (gesticulando) chegou e comandou treino em Santa Terezinha

  A chegada do novo técnico do Tupi, Aílton Ferraz, na quarta, dia 18, teve de tudo um pouco. Carinho da torcida personificado, trabalho em campo com os jogadores e muito bom humor na primeira entrevista coletiva após reassumir o Carijó fizeram parte da tarde em Santa Terezinha, em dia de treino de preparação para o confronto de domingo, às 17h, contra o Luverdense, pela 15ª rodada da Série C.

  Em suas primeiras palavras nessa volta ao clube após a passagem de sucesso em 2017, Aílton fez uma revelação. “Dividi um sonho com os jogadores. Vocês vão rir, mas sou meio maluco mesmo. Me considero meio louco, e só os loucos sobrevivem. Sonhei que o Bragantino não vai mais somar pontos e nós vamos ganhar tudo e passar eles. Esse foi meu sonho, fazer o quê? Só os louco sobrevivem, então vou ser louco sempre”, garante.

Em casa

  De fato, apesar de ciente da missão dura que terá pela frente para livrar o Tupi do rebaixamento à Série D em quatro rodadas, Ferraz estava feliz e parecendo em casa em sua volta ao clube. “Me sino à vontade aqui. Fiz um bom trabalho, uma boa relação com vocês da imprensa e deixei amigos”, considera.

  Antes mesmo de ir ao campo, o treinador recebeu o carinho do torcedor local, personificado em Augusto Costa, o Torcedor Solitário, que foi a Santa Terezinha para mostrar seu apoio. “Ele é muito querido na cidade. Fez um ótimo trabalho aqui uma vez e vai fazer de novo”, deseja o torcedor símbolo do carijó. “Esse é fera”, agradece Aílton.

Aílton recebeu o carinho do Torcedor Solitário, Augusto Costa

Todos juntos

  Para o novo comandante, a torcida terá um papel importante na busca da salvação carijó. “No momento difícil só se levanta quando a torcida joga junto. Com grandes clubes foi assim, aqui é o mesmo. A gente pede que isso aconteça. O momento é delicado, mas não impossível. Vi nos atletas essa vontade de mudança, de reverter essa situação. E a gente conta com a torcida para isso, sem dúvida”, pede Ferraz.

  No primeiro papo com os atletas, Aílton também pediu comprometimento, reafirmando sua fé na salvação. “O desafio é muito grande, mas coloquei para eles: aqueles que tiverem dúvida, a porta (da rua) está aberta. Não gosto de trabalhar com pessoas pessimistas. Aceitei o convite na hora. Minha vida foi feita de desafios. Eu acredito”, garante.

Mensagem entendida

  O recado do treinador sobre acreditar e ter otimismo mesmo no momento difícil do clube na competição foi entendido como mostra o volante Marcel. “Sou de Juiz de Fora e não quero ver o Tupi em uma situação pior. É viver a Série C, cada jogo como se fosse o último. Não podemos pensar ‘e se a gente não ganhar’. É ‘vamos conseguir tirar o clube dessa situação’. Não podemos pensar em mais nada”, diz.

  Para Aílton a missão de salvar o Tupi reque comprometimento coletivo. “Falei com eles: o mínimo que a gente tem que fazer é deixar onde pegamos. É um compromisso. E eu estou dentro. Aceitei e estou como se fosse o primeiro treinador, desde o início do campeonato. Vamos pegar, resolver que vai dar certo. Não tenho dúvidas que vai”, confia o treinador.

A atividade serviu de apresentação e avaliação para o novo treinador

Avaliação feita

  Antes mesmo de chegar a Juiz de Fora, Aílton pediu para ver vídeos dos últimos confrontos do time. “O coletivo foi muito abaixo nos jogos que eu vi. Vamos tentar corrigir isso. O tempo é curto, mas o tesão, o sangue nos olhos que vocês sabem que eu tenho. A gente vai buscar isso. Espero que nesse pouco tempo possamos conquistar nosso êxito”, deseja.

  O treinador já sabe o que quer trabalhar primeiro para o time reagir. “A tomada de decisão nossa tem que ser corrigida. Já pedi os vídeos dos jogos para fazer a correção. Para podermos procurarmos o culpado – para vocês o culpado sempre sou eu – mas nós, internamente no grupo, sabermos ‘eu errei, vou levar a culpa’. Quando o atleta cria essa responsabilidade de não querer ser ele o culpado, ele cria responsabilidade de focar mais, estudar mais o adversário e se dedicar para não cometer o erro”, explica.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Foto: Wallace Mattos

 


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