Em Portugal, juiz-forano Thiago Aguiar brilha no handebol e no tênis

  Treinador fora de quadra, campeão dentro dela. Esse é o momento que vive o juiz-forano Thiago Aguiar na Europa. Dividido entre o handebol e o tênis, Thiago acumula as funções de ser auxiliar técnico de uma grande equipe feminina do esporte coletivo e já conquistou seu primeiro título na grama sintética de Valongo, em Portugal.

  O Handebol é um esporte que ainda procura espaços e investimentos para crescer no Brasil, mas mesmo assim, já conta com grandes profissionais, de jogadores a treinadores, que buscam intercâmbios para aumentar e aprimorar o conhecimento sobre a modalidade. É o caso do treinador juiz-forano Thiago Aguiar, que foi chamado através de um processo seletivo na Universidade de Porto, em Portugal, possibilitando a ida para o país onde o Handebol é muito praticado, com organização nas categorias de base e liga nacional forte. Além disso, vive em constante ligação com os outros mercados europeus, muito atrativos para os que trabalham com a modalidade.

  Em Juiz de Fora, Thiago ficou de outubro de 2009 a setembro de 2012 no Sport Club Juiz de Fora, onde atuou como treinador da equipe adulta e das equipes da categoria de base, sempre no âmbito do handebol feminino. Desde outubro de 2012, ocupa a vaga de assistente técnico da equipe adulta do Colégio de Gaia, time que disputa a primeira divisão nacional há mais tempo –  período de 25 anos.

  O brasileiro conta um pouco sobre sua experiência com profissionais renomados no esporte: “A equipe adulta do Colégio de Gaia possui como treinadora principal a Paula Marisa, que foi treinadora da seleção portuguesa feminina, e venceu a Liga como jogadora. Assim possui muita experiência, o que está sendo uma excelente oportunidade para mim. Ela é uma pessoa muito acessível, o que facilita a troca de informações e a ajudarmos conjuntamente a equipe.”.

  As diferenças

  Com apenas seis meses de intercâmbio, o treinador já consegue perceber as principais diferenças entre o trabalho realizado pelos lusos e pelos brasileiros com relação ao esporte: “Portugal tem a grande dificuldade de ser um país pequeno em dimensões e população, o que dificulta a revelação de jogadores. Mas uma vantagem que vejo aqui é base que é feita com os jogadores. Normalmente começam a praticar handebol mais cedo, bem criança, é um esporte bastante difundido e muitos chegam à categoria adulta com maior desenvolvimento tático do jogo. No Brasil, que hoje possui uma seleção feminina fantástica, e que tem a melhor jogadora do mundo, a Alexandra, vejo as jogadoras, quando normalmente chegam aos clubes aos 14, 15 anos, com muitas dificuldades de assimilação de como entender o jogo e usar as suas características físicas e técnicas em prol da equipe.”.

  A equipe do Colégio de Gaia, que conta ainda com mais um brasileiro na comissão, o fisioterapeuta Pedro Delgaudio, briga por uma vaga nas competições europeias. Após sétimo lugar na fase de classificação, o time foi derrotado nas quartas-de-final, pelo Madeira Sad, porém, segue na busca pela quinta posição contra o SC Madeira, para garantir vaga no europeu.

   No tênis

  Mas o trabalho de Thiago não pára por aí. O auxiliar técnico trocou a bola de handebol pela bolinha de tênis para a disputa do Torneio Nacional de Tênis Adulto e levantou o troféu da Etapa de Valongo no dia primeiro de abril, ao derrotar Tiago Vasquez por 2 sets a 0 (6×1 e 7×5).

   Foram cinco confrontos antes da decisão, com vitória sobre o número 58 do ranking adulto do país nas quartas-de-final, por 2 sets a 1 (3×6, 6×3, 6×1). Na semifinal, o brasileiro derrotou o cabeça de chave número um, Sérgio Paiva, número 28 no ranking adulto de Portugal, por 2 sets a 0 (6×2, 6×0), garantindo a vaga na decisão e, posteriormente, o primeiro título de Thiago no país.

   O próximo desafio na modalidade já tem data marcada. Nos dias 8 e 9 de maio, o atleta disputa a Etapa Individual do Campeonato Nacional Universitário, representando a Universidade de Porto. Thiago ainda visa a disputa do Universitário Europeu, em setembro.

Texto: Igor Rodrigues

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