Atletas de JF disputam Brasileiro de Bocha Paralímpica

Dois atletas da bocha da ABRO/JF Paralímpico viajam nesta quarta-feira, 23, para Maringá, no Paraná, onde representarão Juiz de Fora no 15º Campeonato Brasileiro de Bocha Paralímpica. Wendel Alves da Silva e Gonçalves Domingos de Ávila disputarão individualmente e em pares, cada um em sua categoria, a competição considerada de alto nível pelos especialistas. Organizado pela Associação Nacional de Desportos para Deficientes (Ande), o Brasileiro da modalidade deve reunir cerca de 90 atletas de todas as regiões do Brasil, entre os dias 23 e 27 de outubro.

Para o secretário de Esporte e Lazer, Francisco Canalli, ter dois atletas do JF Paralímpico participando do Campeonato Brasileiro é motivo de orgulho. “A classificação destes atletas é um sinal que estamos no caminho certo ao investir no JF Paralímpico. Nosso objetivo, inicialmente, era proporcionar atividade física aos deficientes, mas estamos descobrindo que eles podem ir muito mais além. E essa já é nossa grande vitória”.

Wendel Alves da Silva entrou para o esporte há um ano e conquistou a classificação ao ficar em segundo lugar individual no Regional de Petrópolis na categoria BC2. Segundo a técnica Adriano Guarino ele vem evoluindo rapidamente e deve disputar a competição também em pares, devido à sua classificação individual. Quando perguntado sobre as expectativas para o Brasileiro, mesmo com dificuldade de fala, Wendel afirma “eu pretendo chegar longe”.

Já Gonçalves Domingos de Ávila participa pela segunda vez do Brasileiro, onde conquistou o terceiro lugar em pares da categoria BC4, em 2010. A classificação para o Brasileiro de 2013 veio no regional de Petrópolis, onde conquistou o terceiro lugar na categoria BC4. Ele avalia que “no Brasileiro a disputa é mais acirrada que a competição panamericana, por exemplo. Os atletas brasileiros são mais competitivos e com uma técnica mais apurada. Acredito que, para mim, em pares vai ser mais fácil porque a disputa individual é muito forte”.

A técnica dos atletas, Adriana Guarino, garante que os dois atletas estão bem preparados e as expectativas são as melhores possíveis. “Trabalhamos muito a concentração de cada um deles, o tempo para entender o que acontece na partida, para que eles não precipitem a jogada. Esperamos que eles coloquem em prática todo o treinamento e acreditamos que esta será uma experiência muito importante para a bocha paralímpica de Juiz de Fora”.

A Bocha paralímpica

A Bocha Paralímpica foi adaptada para a prática de pessoas com paralisia cerebral e outros tipos de deficiência que comprometam severamente o sistema motor do atleta. O esporte permite a prática individual, em duplas ou em equipes. Com três tipos de bolas, seis azuis, seis vermelhas e uma branca, o jogo tem o mesmo o objetivo da bocha convencional. O vencedor é o que encostar o maior número de bolas na bola-alvo (branca).

As categorias

Categoria BC2: para pessoas com paralisia cerebral e com pouca amplitude de movimentos ou força funcional em todos os movimentos nas extremidades e no tronco. Dependem da cadeira de rodas, mas detêm autonomia nas jogadas, podendo movimentar suas cadeiras sem auxílio de terceiros.

Categoria BC4: para pessoas que possuem diplegia de moderada a severa com controle mínimo nas extremidades das mãos, e ainda, com limitações de tronco e pouca força funcional nos quatro membros. Eles não recebem ajuda.

Programa JF Paralímpico

Cerca de 60 atletas de natação, atletismo, vôlei sentado, goalball e bocha se beneficiam do programa JF Paralímpico, da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL). O programa visa a oferecer e dar condições para a prática de esportes para pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual. O foco é a iniciação esportiva e formação de equipes para representar Juiz de Fora em competições regionais e nacionais, além de proporcionar mais qualidade de vida para os atletas do programa.

Texto, informações e fotos enviados ao Toque de Bola pela assessoria de comunicação da SEL

Este post tem um comentário

Deixe seu comentário