Coisa boa de se ver, espero que dure!

Guilherme Arana encara De Arrascaeta

Caros e caras, escrevo estas mal-traçadas sob o impacto direto da disputa da Supercopa do Brasil, entre Atlético-MG e Flamengo. Que maneira de começar de verdade a temporada do futebol brasileiro! Parabéns ao clube de Belo Horizonte pela conquista merecida!

E como foi bom de ver o jogo, suas alternâncias, os jogadores em campo, o trabalho dos treinadores. Enfim, gostei de quase tudo que vi na partida que, parece, caiu no gosto do torcedor comum também.

Claro, os pênaltis deram a dramaticidade final, a cereja no bolo de emoções da decisão que abre a disputa de taças nacionais. Mas, me permita, colocarei as cobranças de lado – com todo respeito, porque teve até torcedor passando mal nas arquibancadas da Arena Pantanal.

Que dure

Meu desejo é que todo jogo seja assim. Com dois times jogando bola, sem cair na pilha de bastidores e dirigentes – e, olha, estes tentaram avacalhar, né? – e, acima de tudo, buscando o ataque. Que isso dure o máximo possível por aqui.

Como é bom ver jogadores clássicos como Nacho Fernández e Arrascaeta pensarem a partida. Como é empolgante ver jovens como Guilherme Arana e João Gomes usando sua força e vigor a favor da construção de jogadas. Como e inacreditável ver a potência física de Hulk e Bruno Henrique. Poderia ficar aqui citando vários jogadores.

Trabalho sério

Nesta Supercopa do Brasil se enfrentaram, a meu ver, os melhores elencos aliados às melhores ideias de futebol do país. Que Turco Mohamed e Paulo Sousa possam fazer brotar as sementes que já plantaram no Atlético e no Flamengo. O argentino com um time que até jogada ensaiada de saída entre o goleiro e o volante tem, e o português com sua marcação dinâmica e variável para atrair o adversário até uma armadilha quase sempre mortal.

Mesmo com pouco mais de um mês no comando de ambos os clubes, já dá para notar que o trabalho é sério. Falta superar os cornetas e esse moedor de treinadores que é o futebol brasileiro. É só o começo, mas é bastante promissor. Que outros clubes entrem nesta onda. Já perdemos muito tempo com times jogando pelo meio a zero.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Foto: Pedro Souza/Atlético

Wallace Mattos

Jornalista profissional, formado pela Faculdade de Comunicação Social (Facom) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tem mais de 20 anos de carreira na qual já trabalhou em rádio, TV, jornal e mídias digitais. Além disso, tem experiência em gerenciamento esportivo, logística e administração de pequenos negócios. Entre as áreas de interesse e constante busca de aperfeiçoamento, destaca a busca pela discussão do papel da mídia no negócio do esporte e na construção de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento das dimensões participativa e profissional das modalidades. EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS: TUPI FOOTBALL CLUB, Juiz de Fora, Minas Gerais 2015: Consultor de comunicação/Chefe de delegação/Integrante do conselho consultivo. TRIBUNA DE MINAS, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil 2004 – 2015 Repórter sênior (2009-2015) – Repórter júnior (2004-2008). TV ALTEROSA, Juiz de Fora/Varginha, Minas Gerais/Minas Gerais 2003 Assistente de Marketing/Repórter esportivo. TV ALTO LITORAL, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro 2002 Estagiário/Repórter júnior. MOSTARDA PROPAGANDA, Juiz de Fora, Minas Gerais 2001 Estagiário/Redator. RÁDIO SOLAR, Juiz de Fora, Minas Gerais 2001 Estagiário.

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