Seleção, Mundial e circuito internacional são as metas de Danielly Vitória em 2022

Depois de quatro medalhas em cinco competições, nem pense que a atleta de taekwondo Danielly Vitória está curtindo férias. O ano novo dela começa no mesmo pique do que terminou: treinando e se aperfeiçoando.

Afinal de contas, este ano tem Grand Slam, disputa por vaga na seleção brasileira e para carimbar o passaporte no Campeonato Mundial. A juiz-forana conversou com o Toque de Bola sobre o balanço da primeira temporada na categoria adulta e das metas para 2022.

Competir e somar pontos no ranking

Danielly Vitória está focada. Sabe que não terá folga nem férias, mas o motivo vale a pena. Estar preparada para o Grand Slam de 17 a 20 de fevereiro em Fortaleza, no Ceará. O resultado dele é fundamental para o restante da temporada.

“Vou continuar treinando porque tem o Grand Slam, que está valendo vaga na seleção brasileira. E também para o campeonato principal do ano, que é o Mundial na China, em abril. E com certeza o foco está nesse campeonato, que é de extrema importância”, explicou.

Além do Mundial, Danielly Vitória quer manter o trabalho iniciado neste ano: participar de mais circuitos de competições no exterior. “A meta é conseguir classificar para o Mundial e também participar de mais competições internacionais, poder rodar mais e somar mais pontos no ranking mundial”, completou.

Primeiro ano na categoria adulta

Em julho de 2021, Danielly Vitória participou do Garotas no Toque ao lado da mãe Ana Bonora. Elas falaram sobre a rotina de treinamento e estudo da atleta, até então, focada em treinar enquanto as competições não eram liberadas.

“2021 foi um ano muito especial. Depois de quase dois anos sem competir por causa da pandemia, eu passei quase todo esse tempo em isolamento, treinando em uma chácara com a minha equipe, 100% com o foco nos treinamentos. Pude evoluir bastante durante todo esse período. Isso foi sem dúvida essencial para eu conseguir competir, para minha maturidade e experiência para competir na nova categoria, que é a adulto”, comentou.

Logo em seguida, as competições começaram. A primeira foi no Espírito Santo. E todo o aprendizado e a evolução conquistada no treinamento apresentaram resultados.

“A primeira competição que eu tive após a pandemia foi o Open Sudeste, que valia a vaga para o campeonato Grand Slam. Após três lutas, eu fui campeã e consegui essa vaga no Grand Slam na categoria sub-21, porque no Brasil tem essa categoria”, contou.

“Ali é a boca do leão” 

Logo em seguida, Danielly Vitória e a equipe partiram para a Europa para disputar três eventos importantes. Se no Brasil, ela ainda compete no sub-21, a viagem marcou a estreia dela na categoria Adulto, no Russia Open, onde ela enfrentou uma indiana e duas atletas locais e conquistou o bronze.

“É uma competição de altíssimo nível, como meu treinador diz ‘ali é a boca do leão’. Tem muitos atletas bons e praticamente todo final de semana tem competição na região e o nível deles é bem alto. Poder disputar já é uma experiência única. E poder estrear na categoria adulto já medalhando nessa competição para mim foi algo muito bom para a minha careira, foi meu maior título desse ano e eu fiquei muito feliz”. 

Na Albânia, não veio medalha, mas veio experiência que será importante no futuro, como ponderou Danielly Vitória.

“O evento estava com um problema no colete, achei que tinha sido só na minha luta, mas fui observar todas as lutas do evento foi a mesma coisa. Isso não é desculpa, eu perdi na primeira luta e vi que ali eu podia ter pensado mais. Como eu estava chutando muito no colete e não estava tendo ponto eu poderia ter pensado em outras alternativas para fazer o ponto. Isso serviu de aprendizado para fazer as competições”. ressaltou.

Antes da terceira competição, houve uma pausa para treinar na Sérvia com um nome importante do Taekwondo mundial.

“Fiquei dez dias treinando com o treinador Dragan Jovic, que é referência mundial, ele tem medalhas olímpicas e muitos resultados importantes. Eu pude estar ali dez dias aprendendo com esse treinador, junto com a minha equipe e com os meus treinadores. Foi uma experiência única para mim.

Depois dessa pausa na Sérvia, ela fez a última competição do circuito, em Montenegro e conseguiu a segunda medalha na nova categoria e uma meta a médio prazo da atleta juiz-forana.

“Fiz duas lutas lá contra Espanha e Israel, ficando com a medalha de bronze. Esse circuito foi de extrema importância porque pude somar pontos para o ranking mundial, já visando aí também as Olimpíadas de 2024”.

Construindo a meta de ouro

Na volta ao Brasil, Danielly Vitória disputou o Supercampeonato Brasileiro no Parque Olímpico no Rio de Janeiro. Terminou o ano com a quarta medalha do ano, a terceira de bronze.

Para ela a cor não importa, mas a retomada segura da caminhada para realizar o sonho de ir ainda mais longe.

“Eu fechei esse ano com conquistas importantes e muito feliz por poder voltar a disputar essas competições. É uma coisa que eu amo fazer e infelizmente estávamos parado devido à  pandemia. Poder estar com saúde no momento em que estamos vivendo e poder fazer o que mais amo fazer, para mim não tem preço”, resumiu.

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira
Fotos: Danielly Vitória/Instagram

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