Toque Notícia 17h dia 15-12

TEM DECISÃO DA COPA DO BRASIL NESTA QUARTA-FEIRA

O Athletico Paranaense encara o Atlético Mineiro nesta quarta-feira em busca de uma reação inédita na Copa do Brasil. Jogo 21h30, na Arena da Baixada. Em 33 edições da competição, nunca uma equipe conseguiu reverter uma derrota sofrida por quatro gols de diferença no jogo de ida.

O Galo venceu a primeira partida da final por 4 a 0, no Mineirão. Com isso, para ser campeão, o Athletico precisa ganhar por cinco gols de diferença na Arena da Baixada. Se vencer por quatro gols de vantagem, a decisão vai para os pênaltis. O Atlético garante o título com qualquer outro placar. O gol marcado fora de casa não é critério de desempate.

O Furacão busca ainda outra marca que é rara. Em 32 finais, só quatro vezes o time que perdeu no jogo de ida conseguiu ser campeão na volta. Palmeiras em 1998 e em 2015, Sport em 2008 e o Internacional em 1992.

Com um problema muscular, Diego Costa está fora da partida. No jogo de ida, no Mineirão, em Belo Horizonte, o atacante reclamou de um incômodo muscular. Como não se recuperou a tempo, foi vetado pelo departamento médico. Não há segredo em relação ao seu substituto. A tendência é que Cuca opte novamente pela entrada de Eduardo Vargas. Outra opção é Nacho Fernández.

Nathan Silva, que já atuou por outra equipe na competição, é mais um desfalque certo. Com isso, Igor Rabello deve seguir ao lado de Junior Alonso. Réver, recuperado, está com a delegação e pode ser outra alternativa para o setor.

A provável escalação é a seguinte: Everson; Mariano, Igor Rabello, Alonso e Guilherme Arana; Allan, Jair e Zaracho; Hulk, Vargas e Keno.

O técnico Alberto Valentim terá que mudar o time. Thiago Heleno recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso. Nikão deve ser outro desfalque. O meia-atacante sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo e dificilmente vai para o jogo. Sem Thiago Heleno, a dúvida é entre Zé Ivaldo, o substituto natural da posição, e Christian, para ter mais um jogador no meio-campo. Assim, o Athletico abriria mão dos três zagueiros e teria três volantes e três atacantes na partida.

O provável Furacão: Santos; Pedro Henrique, Zé Ivaldo e Nico Hernández; Marcinho, Erick, Léo Cittadini e Abner; Pedro Rocha, Terans e Renato Kayzer

23 milhões de premiação, esse valor será destinado ao vice-campeão. Para o time que levantar o troféu, o prêmio será de R$ 56 milhões.

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A Polícia Federal fez nesta quarta uma operação chamada “Colosseum”, para apurar se houve irregularidades na reforma da Arena Castelão, em Fortaleza. Foram 14 mandados de busca e apreensão que incluíram o pré-candidato à presidência Ciro Gomes e seu irmão Cid Gomes, senador que era o governador do Ceará na época da obra na arena.

A investigação aponta que eles receberam propina para direcionar a licitação para o consórcio vencedor, encabeçado pela construtora Galvão Engenharia. Ciro negou as acusações. Somente a Arena da Baixada, em Curitiba, e o Beira-Rio, em Porto Alegre, até hoje não foram envolvidos em suspeitas de irregularidades. Eles são dois dos três estádios privados usados no Mundial de 2014.

A arena do Corinthians, em São Paulo foi investigada pela Operação Lava Jato por supostos pagamentos de propinas e questionamentos sobre o modelo de empréstimo feito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, de 400 milhões.

Mais cara obra de estádio para a Copa de 2014, o estádio Mané Garrincha, em Brasília, custou 1,4 bilhão e foi 100% financiado pelo governo do Distrito Federal. Dois ex-governadores do DF, foram presos suspeitos de participarem de esquema de superfaturamento, que pode ter chegado a 900 milhões. Todos negam irregularidades.

Houve investigações também na Arena Fonte Nova, em Salvador, na Arena das Dunas, em Natal e na Arena Pernambuco, na região metropolitana do Recife. Esses três estádios, somados, custaram 1,6 bilhão e, segundo as apurações, podem ter tido um sobrepreço de R$ 570 milhões.

No Maracanã, estádio que recebeu a final da Copa-2014, o ex-governador Sérgio Cabral foi condenado acuado de receber propina com relação à reforma, que custou R$ 1,1 bilhão e só não foi mais cara que a do Mané Garrincha. O mesmo modus operandi, beneficiando empresas por meio de pagamentos ilícitos a políticos, foi identificado na reforma do Mineirão, em Belo Horizonte, e na construção da Arena Pantanal, em Cuiabá. Em Manaus, a obra da Arena da Amazônia tem suspeita de superfaturamento de cerca de R$ 86 milhões.

Dos 12 estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, dez acabaram sendo investigados por suspeitas de superfaturamento ou pagamento de propinas para direcionamento de processos de licitação.

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O prefeito Eduardo Paes confirmou que os protocolos sanitários adotados nas partidas de futebol no Maracanã, que voltou a receber público em setembro, servirão de modelo para o carnaval do Rio de Janeiro em 2022

Após atuar com portões fechados entre março de 2020 e setembro de 2021, os clubes do Rio de Janeiro voltaram a jogar com a liberação do público acontecendo de forma gradual. A capacidade máxima dos estádios foi autorizada pela Prefeitura em outubro.

Inicialmente, era preciso apresentar resultado negativo de teste para Covid-19 ou esquema vacinal completo para entrar no estádio. Atualmente, segue sendo necessário estar em dia com o calendário de vacinação contra a Covid-19 para torcedores maiores de 18 anos.

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O meia Christian Eriksen não deve continuar na Inter de Milão, segundo o jornal italiano Gazzetta Dello Sport. O contrato do jogador com a equipe italiana terminaria só em 2024, mas as duas partes devem encerrá-lo em comum acordo.

Eriksen, que sofreu uma parada cardíaca quando defendia seu país diante da Finlândia, na Eurocopa, há quase seis meses, vem fazendo tratamento desde então. Após o incidente, teve implantado no coração um cardioversor desfibrilador implantável, aparelho que restaura o ritmo cardíaco através de uma descarga elétrica constante, evitando uma eventual nova parada cardíaca.

Ivan Elias

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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