Rumo a 2022, mas com a cabeça nas lições do ano que passou!

Caros e caras, larguem a rabanada gostosa da vovó, a latinha de líquido precioso gelado ou o panetone para se concentrarem nestas mal-traçadas por uns instantes.

Estamos rumo a 2022, ainda na ressaca de Natal (para alguns dura até fevereiro. E como a listinha para Papai Noel ficou pra trás, só nos resta concentração e foco no futuro. Nas habituais promessas de Ano Novo. Pois bem, não sou muito afeito a elas, basicamente, procuro evoluir, andar pra frente, ser melhor e querer me tornar melhor a cada volta completa da Terra em torno do Sol (sim, ela é redonda, gira em torno de seu eixo reclinado e aquilo tudo que quem estudou já sabe, mas alguns malucos não reconhecem…).

Pois bem, para 2022, quero seguir subindo a escada, com os riscos e desafios que se impõem. Para isso, convido a vocês a fazerem o mesmo, tirando lições do ano que passou. Relembrá-las é um ato de sabedoria, pois aprender com o passado para corrigir erros e superar armadilhas tem sido deixado um pouco de lado… e olha onde nos metemos!

Se a cidade quer cobrar grandes jogos e vitórias em casa do JF Vôlei, precisa pressionar quem tem meios econômicos para viabilizar isso. A dura lição dada pelas portas fechadas logo após a conquista INVICTA E INÉDITA da Superliga B 2021, impedindo Juiz de Fora de ter mais uma vez seu time na elite do voleibol nacional foi um soco no estômago para quem vive o dia a dia deste time (aqui, modestamente, me incluo). Como sempre fez, a equipe juiz-forana se moveu, ampliou núcleos, criou escolinhas, estabeleceu novas bases de ensino e jogos. Enfim, vai se aproximar da sociedade. Cabe a ela responder, e a quem carrega a concentração de renda da mesma bancar, o sonho de um dia voltarmos a áureos tempos do vôlei local.

Aprendi em 2021 que facilitar o encontro entre mentes que pensam o esporte para além do campo/quadra/pista e bola/dardo/sapatilha é fundamental. Seja em cursos como o para formação de treinadores promovido pela Secretaria de Esporte e Lazer, seja em eventos como Sports Inova JF. É desse mar de ideias aparentemente confuso e até, por vezes, conflitantes, que surgirão soluções para problemas complexos do esporte em nossa cidade. Não há caminho possível ou solução mágica fora colocar as melhores cabeças pensando em como solucionar os entraves esportivos que perduram por décadas em Juiz de Fora. Além de fazer o esporte local avançar rumo ao futuro.

Outra lição de 2022 foi que é preciso modernizar a gestão dos clubes tradicionais, e transformar seus ativos atualmente sucateados em trampolim para um caminho de volta a dias de glória. Primeiro, a austeridade em casa é necessária. O exemplo do Tupi é sintomático, temos um dossiê aqui no Toque sobre isso. É preciso botar a bola no chão e, por vezes, cortar na carne para seguir em frente. O Tupynambás vem se remodelando há alguns anos, e também vislumbra um futuro promissor, tratando com cautela a transformação de seu patrimônio. Já o Sport, que firmou parceria como recém-criado Villa Real, e projeta a volta do futebol feminino e de base inicialmente, dá seus primeiros passos. Quem sabe possam se mirar no exemplo do irmão caçula Manchester? Quem veio para Juiz de Fora, vindo de Itaúna, e com estrutura e projeto enxutos, mas contando com profissionais de alta qualidade e gabarito cuidou do importante e quase conseguiu de cara seu primeiro acesso…

Enfim, são vários os desafios que se avizinham, mas olhando para as lições deixadas pelo ano, podemos avançar. De minha parte, esperem sempre o compromisso de seguir aprendendo e evoluindo para contribuir com o avanço do esporte local em suas mais diversas dimensões. Tendo como norte a tradição iniciada pelo imortal Mário Helênio, como homenagem ao Marinho, que nos deixou recentemente, continuo sempre me sentindo privilegiado e desejo poder continuar, em 2022, contado os fatos e bastidores do dia a dia dos abnegados que fazem o esporte juiz-forano perdurar! Feliz futuro para nós!

Texto: Wallace Mattos

Foto: Depositphoto

Wallace Mattos

Jornalista profissional, formado pela Faculdade de Comunicação Social (Facom) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tem mais de 20 anos de carreira na qual já trabalhou em rádio, TV, jornal e mídias digitais. Além disso, tem experiência em gerenciamento esportivo, logística e administração de pequenos negócios. Entre as áreas de interesse e constante busca de aperfeiçoamento, destaca a busca pela discussão do papel da mídia no negócio do esporte e na construção de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento das dimensões participativa e profissional das modalidades. EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS: TUPI FOOTBALL CLUB, Juiz de Fora, Minas Gerais 2015: Consultor de comunicação/Chefe de delegação/Integrante do conselho consultivo. TRIBUNA DE MINAS, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil 2004 – 2015 Repórter sênior (2009-2015) – Repórter júnior (2004-2008). TV ALTEROSA, Juiz de Fora/Varginha, Minas Gerais/Minas Gerais 2003 Assistente de Marketing/Repórter esportivo. TV ALTO LITORAL, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro 2002 Estagiário/Repórter júnior. MOSTARDA PROPAGANDA, Juiz de Fora, Minas Gerais 2001 Estagiário/Redator. RÁDIO SOLAR, Juiz de Fora, Minas Gerais 2001 Estagiário.

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