Paradesporto SEL: recomeço e reorganização para o futuro

Integrantes do JF Paralímpico em evento realizado antes da pandemia

Junto com o reinício das aulas presenciais em Juiz de Fora, também estão sendo retomadas as atividades no Paradesporto da Secretaria de Esportes e Lazer (SEL) de Juiz de Fora.

A estimativa da pasta é do retorno de 50 dos 140 alunos vinculados aos cinco desportos do programa JF Paralímpico antes da pandemia a partir desta segunda, 18 de outubro.

Desde março de 2020, o jeito foi investir nas ações e contatos remotos para a manutenção do vínculo entre alunos e os professores, como explicou a professora do JF Paralímpico, Adriana Guarino, em entrevista ao Roda de Toque.

Agora, com o avanço da vacinação, os projetos também avançam para o formato híbrido. No entanto, ainda não haverá inscrições para novos estudantes.

“A gente pretende usar os dois últimos meses, sem contar dezembro. para adaptação e readaptação dos nossos alunos e paratletas. A gente pensa em matrículas novas a partir de 2022, para todas estas modalidades, já com a possibilidade de ampliação”, disse o Gerente do Departamento de Práticas Esportivas de Participação e Rendimento, Fernando Seixas, também durante participação na webradio Nas Ondas do Toque.

JF Paralímpico
Foto SEL/Divulgação

Reorganização do paradesporto

Com a autorização para aulas presenciais de forma gradual, desde 20 de setembro, os professores voltaram para organizar novamente os materiais e espaços físicos.

Atualmente, a natação e o atletismo ocorrem no Tupynambás. O goalball, o futsal adaptado e a bocha paralimpica são realizados no Ginásio da SEL, em Santa Terezinha. Já o polibate é feito nas escolas integrantes do projeto.

O Gerente do Departamento de Práticas Esportivas de Participação e Rendimento, Fernando Seixas, contou que o calendário de 2021 termina em 20 de dezembro. O único núcleo que não deve retornar é o da Escola Estadual Maria das Dores, porque ainda não está autorizada a educação física nesta instituição.

JF Paralímpico: chega de saudade!

Foi mais de um ano e meio só se comunicando de forma remota, com vídeos, aulas, atividades e informações enviadas no whatsapp. No período, o hábito do brasileiro de “cornetar” sobre futebol se tornou um laço entre alunos, guias e professores no grupo no aplicativo.

O atletismo paralímpico é uma das modalidades oferecidas pela SEL em Juiz de Fora

“A gente fez os ‘Palpiteiros’ começou no ano passado como o Brasileiro, seguiu com o Mineiro e o Carioca e continuou com o Brasileiro deste ano. Foi a atividade que gerou mais vinculo porque todos participam. Além de ajudar a manter a alegria. Eles falam que quando estão brincando com os palpiteiros eles até esquecem da pandemia”, falou a professora do Programa JF Paralimpico, Adriana Helena Guarino.

Faltando pouco para o reencontro, acabar com a saudade é a prioridade que une os alunos do programa JF Paralímpico e as professoras e professores de cada modalidade: Adriana e Ivana, do Goalball e da Bocha Paralimpica; Gisele, Kely e Luciane da Natação Paralimpica;  Célia e Kely, do Atletismo Paralimpico e Cláudio do Futebol Adaptado e do polibate, Cláudio.

“A gente se torna uma família. Esse vínculo vinha forte de todos esses anos de programa. A gente tem alunos com mais de 10 anos de projeto. A gente sempre tenta entregar para nossos alunos e familiares o nosso melhor trabalho. Falo por todo o grupo de professores, vamos fazer com que eles permaneçam”, contou Adriana Guarino.

Os benefícios do esporte para pessoas com deficiência

O Gerente do Departamento de Práticas Esportivas de Participação e Rendimento, Fernando Seixas, lembra a importância do contato do professor de educação física nas redes de ensino com o JF Paralímpico.

Atletas da Natação do programa JF Paralímpico

“São quem normalmente fazem essa conexão com o paradesporto. Os professores de educação física das escolas levam as pessoas com deficiência para os projetos existentes em Juiz de Fora, seja na SEL e ou no Bom Pastor, que vem ampliando muito. Isso é muito bacana”, disse.

Fernando Seixas lembra que nem todos vão se tornar paratletas como Alexandre Ank e Gabriel Araújo. Para ele, o que importa é o impacto positivo do esporte para as pessoas com deficiência, que foi tema de uma live em setembro no instagram da SEL.

“Que ele tenha a atividade física presente para o resto da vida. Não importa qual atividade, que o aluno passe a ter prazer com a prática. Quando a gente consegue esse objetivo e que ele extrapola os muros da escola e vai para o cotidiano das famílias, é tudo de bom. E entre outras contribuições, a própria autonomia do dia a dia. É muito mais que integração. Sozinho, isolado, o paradesporto não significa inclusão, mas ele é uma ferramenta importantíssima para caminhar com a inclusão social”, afirmou.

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira
Fotos: SEL/Divulgação

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