JF Vôlei: novo treinador e criação da equipe feminina são revelados ao Toque

Escolinha JF Vôlei
Foto: JF Vôlei/Instagram

Os torcedores e quem acompanha o JF Vôlei podem salvar na agenda: obrigatório acompanhar o Roda de Toque no próximo sábado, 2 de outubro, a partir das 13h, na webradio Nas Ondas do Toque.

Os núcleos, as escolinhas, as categorias de base e o time adulto foram alguns dos temas da entrevista do gestor do projeto, o professor Maurício Bara Filho aos jornalistas do Portal de Notícias Toque de Bola, Ivan Elias, Roberta Oliveira e Wallace Mattos.

Como um spoiler pode ser saudável, vamos antecipar nesta matéria dois temas abordados na conversa. Quer saber quem tem a prioridade para ser treinador do JF Vôlei na Superliga B? E os projetos para ter equipes femininas?

Equipes femininas em 2022

Se tudo correr conforme o planejado, no próximo ano, as garotas terão a chance de vestir a camisa dos times de base do JF Vôlei. “Iniciando o feminino com categorias mais baixas sub-14, sub-13, talvez sub-15 e aí ir crescendo nesse aspecto”, disse Bara na entrevista.

Garotas treinando na escolinha do JF Vôlei

As equipes femininas fazem parte de um contexto mais amplo, que une desde os núcleos nas escolas de Juiz de Fora e o recém-inaugurado em Santana do Deserto até a equipe principal. Maurício Bara destacou que esta formação dos jogadores desde o início está no DNA do projeto.

“Os núcleos são a parte que nos diferencia do resto do voleibol. E a gente só que fazer crescer. Estamos buscando cada vez mais apoios e parceiros, escolas, para que a gente consiga plantar mais semente e daqui a pouco ter uma floresta plantada dando frutos, não somente atletas, mas vários frutos de pessoas envolvidas no voleibol”, comentou.

Atualmente ele estima que 50% dos jogadores dos times de base vieram dos quatro núcleos que, antes da pandemia, atendiam a cerca de 160 alunos em quatro escolas públicas de Juiz de Fora: as escolas municipais Engenheiro André Rebouças, no Milho Branco; Fernão Dias Paes, no Bandeirantes e Tancredo Neves, no São Pedro, além da Escola Estadual Clorindo Burnier, no Barbosa Lage.

“Agora a gente já tem uma equipe sub-19, sub-17 e uma sub-15 iniciante. Já estamos pensando em 2022, no sub-14 ao sub-21. Aí é uma linha de desenvolvimento contínua, núcleo, escolinha, categoria de base e o time principal vem nesse sistema, mas não sendo mais importante que os demais “, ressaltou Bara.

Prioridade para comandar a equipe principal na Superliga B

Sobre a montagem do time para a Superliga B 2021/2022, Maurício Bara Filho explicou que a estimativa é de início de torneio em dezembro, portanto, faltam pouco mais de dois meses. Pode parecer, mas não é muito tempo. Neste momento, a prioridade é dar sequência e recomeçar o trabalho de forma quase simultânea, após a partida do time e do treinador da temporada vitoriosa de 2020/2021.

Daniel Schimitz é o treinador da base do JF Vôlei

E falando sobre o novo comandante, Maurício Bara Filho tem uma prioridade: valorizar Daniel Schimitz,  prata da casa, envolvido no projeto há sete anos e que acabou de assumir as categorias de base. No que depender de Bara, ele está pronto para mais que isso.

“O Daniel é uma possibilidade, mas é uma conversa que quero ter com ele no final de outubro. Ele conhece, já é uma vantagem. Depende muito mais dele que de mim. Se ele falar ‘topo o desafio’, vou abraçá-lo e carregá-lo como fiz com os ouros treinadores. Se ele falar que quer continuar na categoria de base, vou respeitar e tentar buscar um nome. Não busquei ainda ninguém nesse momento”, afirmou.

No JF Vôlei, antes de assumir a base, Daniel Schimitz, de 42 anos, trabalhou como preparador físico e auxiliar técnico na base e no profissional e foi estatístico do time adulto.

Formado em Educação Física, com mestrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também tem especialização em fisiologia e avaliação, a licença nível 3 nacional de técnico de voleibol da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e é professor universitário há 17 anos.

“Tenho muita confiança nele. Conheço ele há 20 anos, trabalha comigo desde sempre, foi meu aluno na graduação e na pós-graduação,trabalhou como preparador físico. Estou dando tempo para o Daniel vivenciar as categorias da categoria de base, que foi o primeiro acordo com ele, o que também é um treinamento para a nova função”, explicou.

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira, Wallace Mattos e Ivan Elias
Fotos: JF Vôlei/Divulgação; JF Vôlei/Instagram

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