Toque Notícias 14h dia 29-07-2021

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VINHETA

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BAILE DE FAVELA NO JAPÃO: REBECA ANDRADE CONQUISTA MEDALHA OLÍMPICA INÉDITA PARA A GINÁSTICA DO BRASIL!

Foi ao som de Baile de Favela, do paulista MC João, que sua conterrânea encerrou sua exibição no solo da disputa individual geral da ginástica artística na Olimpíada de Tóquio. Assim, a trilha entrou para a história do esporte brasileiro, pois quando Rebeca Andrade, um menina nascida em Guarulhos, recebeu a nota do aparelho, garantiu a prata nos Jogos Olímpicos pela primeira vez na história do Brasil na modalidade.

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Com 57,298 pontos, Rebeca só ficou atrás da americana Sunisa Lee, que somou 57,433 pontos e manteve o domínio do país na prova. O bronze foi para a russa Angelina Melnikova, com 57,199 pontos.

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E o ouro não veio por muito pouco, por um passo para fora no solo do Baile de Favela. Nada que diminua a conquista de Rebeca, que ainda vai disputar mais duas finais em Tóquio: domingo no salto, e segunda-feira no solo. Mais duas chances de continuar escrevendo seu nome na história do esporte brasileiro.

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Daniele Hypolito foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em Mundiais, uma prata no solo de 2001. Daiane dos Santos a primeira campeã mundial, em 2003. Rebeca em 2021 se tornou a primeira medalhista olímpica.

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O feito de Rebeca Andrade é ainda mais impressionante por causa da sua trajetória. Foram três cirurgias no joelho direito entre 2015 e 2019. Muito tempo afastada do ginásio. Mas a brasileira, que compete pelo Flamengo, superou tudo.

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A medalha de Rebeca foi de prata graças ao VAR. Ela tinha recebido 13,566 pontos na trave, mas a comissão técnica brasileira entrou com um recurso para revisão da nota de dificuldade. Os árbitros acataram o pedido e aumentaram um décimo na nota, indo para 13,666 pontos. A diferença entre Rebeca e Melnikova, a terceira colocada, foi de apenas 0,099

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Estrela da ginástica, Simone Biles não entrou em ação. Para cuidar da saúde mental, a ginasta ficou na arquibancada e vibrou bastante com as apresentações de Rebeca e de Sunisa. Mesmo sem Simone, a final foi uma disputa de alto nível, com apenas meio ponto separando a primeira da quarta colocada.     

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A história de Rebeca Andrade é parecida com a de muitos brasileiros. Ela vem de uma família humilde da periferia de Guarulhos. Com o emprego de doméstica, Dona Rosa sustentava os oito filhos em uma casa de um cômodo onde todos dormiam, e banheiro do lado de fora – graças à ginástica de Rebeca, a família vive em uma casa mais confortável hoje. Por incentivo de uma tia, Rebeca entrou na ginástica aos quatro anos, em um projeto da Secretaria de Esportes de Guarulhos, no ginásio Bonifácio Cardoso, na Vila Tijuco. Era o irmão mais velho que levava, de bicicleta.

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Por vezes, Dona Rosa não conseguia garantir que Rebeca fosse ao treino. A técnica Keli Kitaura, então, fez a proposta de ficar com a menina em casa nos fins de semana. Era um jeito de garantir que aquele potencial enorme não fosse desperdiçado. Aos 9 anos, Rebeca recebeu outro convite da treinadora: deixar de vez o lar de sua família para acompanhá-la em Curitiba, um importante centro da ginástica artística brasileira. Dona Rosa deixou a filha seguir seu sonho no esporte. Nos dias ruins, Rebeca ligava chorando para a mãe pedindo para voltar para casa, não estava conseguindo fazer os difíceis movimentos que os técnicos pediam. Rosa acalmava a filha, que persistia na ginástica de alto rendimento. Ela foi contratada pelo Flamengo e, junto com Keli, se mudou para o Rio de Janeiro.

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Rebeca desenvolveu bem sua ginástica e logo foi apontada como uma promessa. Só que as lesões começaram a minar seu potencial ainda na base. Ela estava classificada para as Olimpíadas da Juventude de Nanquim, em 2014, mas teve de passar por uma cirurgia no pé. Viu de casa a amiga Flávia Saraiva lhe substituir e conquistar três medalhas na China. Rebeca não demorou a recuperar a forma e entrar com tudo no seu primeiro ano na categoria adulta. Pouco antes do que seria sua primeira grande competição, o Pan de 2015, acabou rompendo o ligamento cruzado anterior do joelho direito ao aterrissar ainda girando em um salto durante um treino. A cirurgia era inevitável, e oito meses de uma recuperação dura. Rebeca temeu não se recuperar mais, ganhou peso e por vezes perdeu a motivação. Voltou a ligar para a mãe e falar que iria desistir. Dona Rosa deu uma bronca, não deixou a filha abandonar a ginástica sem tentar.

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Rebeca conseguiu disputar a Rio 2016. Ainda não estava no seu auge físico e não tentou vaga na final do salto, seu principal aparelho, mas foi à decisão do individual geral atrás apenas das americanas e acabou na nona posição. Em 2017, no Mundial de Montreal, teve uma lesão no joelho durante um salto no aquecimento para o treino de pódio e acabou não podendo competir. A recuperação de Rebeca na segunda cirurgia do joelho direito foi tão boa que ela conseguiu enfim disputar seu primeiro Mundial em 2018, ainda que não tenha se apresentado nos quatro aparelhos. Em junho de 2019, durante o solo do Campeonato Brasileiro, uma nova lesão no joelho. Rebeca não pôde disputar o Mundial de Stuttgart, competição pré-olímpica e viu a vaga para Tóquio ameaçada. Rebeca se preparava para tentar a vaga olímpica no Campeonato Pan-Americano em 2020, quando o coronavírus se tornou uma pandemia e adiou o Pan e as Olimpíadas. Quando a competição continental aconteceu, e Rebeca brilhou. Foi campeã do individual geral, garantiu a vaga em Tóquio e mostrou que estava pronta para o inédito pódio olímpico para a ginástica artística feminina do Brasil, conquistado na manhã desta quinta.

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Outra brasileira que brilhou nesta quinta-feira em Tóquio foi a judoca Mayra Aguiar. Ela conquistou o terceiro bronze olímpico na categoria até 78kg, ao vencer a sul-coreana Hyunji Yoon. Na entrevista à TV Globo, a judoca, emocionada, disse que foi a conquista mais importante. “Foram difíceis os últimos tempos, bem difíceis, tem que superar, superar de novo e de novo. Não aguentava mais fazer cirurgia, ainda mais no momento que vivemos, tive medo, angústia. Mas continuei. Dar o nosso melhor vale a pena”

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Na estreia, Mayra venceu a israelense Inbar Lanir por ippon em 40 segundos de luta. No entanto, nas quartas de final, a judoca gaúcha perdeu por wazari no Golden Score para a atual campeã mundial, a alemã Anna-Maria Wagner. Na repescagem, Mayra enfrentou a atleta do comitê olímpico russo Aleksandra Babintseva e venceu pela desclassificação da rival, que tomou três punições por falta de combatividade. Em seguida, foi a vez de vencer a sul-coreana e comemorar o bronze. Mayra Aguiar se tornou a primeira brasileira a conquistar três medalhas olímpicas em um esporte individual. E a primeira a fazer isso em sequência, antes de Tóquio, ela foi bronze em Londres 2012 e no Rio 2016. A gaúcha também escreveu o nome na história do judô, o esporte que mais deu medalhas ao Brasil. Dos 24 pódios da modalidade, Mayra ganhou três, mais do que qualquer outro judoca nacional.

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O sonho da medalha de ouro para Luisa Stefani e Laura Pigossi ficou para a próxima Olimpíada. Na manhã desta quinta-feira (29), as brasileiras tiveram um início de partida avassalador, mas perderam para as suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic por 2 sets a 0, parciais de 7/5 e 6/3. Apesar da derrota, a dupla do Brasil ainda pode garantir um lugar no pódio em Tóquio. As brasileiras, que no mínimo já igualaram a melhor campanha do país na modalidade – o quarto lugar de Fernando Meligeni em Atlanta 1996 -, podem seguir fazendo história e conquistar a medalha de bronze, que seria a primeira do Brasil no tênis em Olimpíadas. Para isso, precisarão bater as russas Elena Vesnina e Veronica Kudermetova.

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O vôlei feminino do Brasil não teve dificuldades para bater o Japão por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/18 e 26/24, e conquistar a terceira vitória nas Olimpíadas de Tóquio. Mas a boa notícia termina aí. A levantadora Macris torceu o tornozelo direito na aterrissagem depois de um bloqueio, no terceiro set, e saiu de quadra chorando. Macris vai pssaro por exames para saber a gravidade da lesão. Roberta substituiu a titular e liderou a virada depois do 13 a 11 para as japonesas. Foi o set mais difícil para as brasileiras, que passaram com tranquilidade pelos dois primeiros. Fê Garay e Ana Carolina foram as maiores pontuadoras do jogo, com 13 pontos cada. O Brasil continua em segundo lugar no grupo, atrás da Sérvia. As europeias venceram as três primeiras partidas por 3 sets a 0, contra República Dominicana, Japão e Quênia. O Brasil tem três vitórias, mas dois sets perdidos, contra as dominicanas. No sábado, às 4h25 da manhã, a adversária é a Sérvia, líder do grupo A. As sérvias venceram as três primeiras partidas por 3 sets a 0, contra República Dominicana, Japão e Quênia.

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O brasileiro Renato Rezende avançou às semifinais do ciclismo BMX na Olimpíada de Tóquio (Japão). Na noite desta quarta-feira (28), no Parque de Esporte Urbanos de Ariake, o carioca fez o terceiro melhor tempo (40s980) na primeira bateria, ficando atrás apenas de dois holandeses, Twan van Gendt e Niek Kimmann. Na segunda bateria, o brasilerio foi o quarto mais rápido (40s983), ficando atrás dos mesmos europeus e do argentino Nicolas Torres. E na última série Menezes voltou a ficar em terceiro (40s705), sendo superado apenas pela dupla de holandeses. Assim, o atleta do BMX brasileiro está garantido na semifinal prevista para as dez da noite desta quinta, horário de Brasília. Na prova feminina, a brasileira Priscilla Stevaux ficou na sexta posição da chave e não conseguiu passar das quartas.

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O sonho da medalha de ouro olímpica segue vivo para Novak Djokovic. Número um do mundo, o sérvio teve uma atuação quase perfeita e avançou para as semifinais em Tóquio ao arrasar o japonês Kei Nishikori por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/0, em 1h10 de partida. Com a vitória, a 22ª seguida na atual temporada, Djokovic se credenciou ao menos a uma disputa por medalha em Tóquio. Na semifinal, ele vai enfrentar o alemão Alexander Zverev, quinto do ranking mundial, que passou pelo francês Jeremy Chardy também em sets diretos, parciais de 6/4 e 6/1.

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A organização dos jogos olímpicos de Tóquio divulgou 24 novos casos de Covid-19 em pessoas ligadas à Olimpíadas. Três são atletas. O número de casos registrados chega a 200, sendo 21 atletas. A exclusão por covid-19 de maior repercussão é o bicampeão mundial do salto com vara Sam Kendricks. Ele era um dos favoritos ao ouro e um dos rivais do brasileiro e atual campeão olímpico Thiago Braz na prova do atletismo. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos informou que Kendricks está isolado em um hotel como determina os protocolos de segurança e recebendo suporte tanto do Comitê Olímpico quanto da Federação de Atletismo do país. Na terça-feira, Tóquio registrou 3.177 novos casos de covid-19 em um só dia, recorde pelo segundo dia consecutivo. No entanto, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Organizador das Olimpíadas 2020 garantiram que os Jogos não causaram impactos no sistema de saúde japonês. O porta-voz do COI, Mark Adams, disse que até onde se sabe, “não há um único caso de infecção da população japonesa que tenha sido transmitida pelos atletas ou por outras partes envolvidas nos Jogos”.

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Nesta quarta, foram quatro jogos pelas oitavas de final da Copa do Brasil: Athletico Paranaense venceu o Atlético Goianiense por 2 a 1 na Arena da Baixada. O Santos goleou a Juazeirense por 4 a 0 na Vila Belmiro. Hulk de novo ajudou o Atlético a bater o Bahia. Com gols dele e de Zaracho, o time venceu no Mineirão. E 2 a 0 foi o placar da vitória do São Paulo sobre o Vasco no Morumbi. A rodada de ida termina nesta quinta, com Fortaleza e CRB no Castelão e Flamengo e ABC, no Maracanã. Os jogos de volta das oitavas de final da Copa do Brasil começam no sábado com Fluminense e Criciúma. As outras sete partidas serão na semana que vem.

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E na partida atrasada da quinta rodada da série B, o Avaí venceu o Remo por 1 a 0 na Ressacada. Com o resultado, o time paraense segue com 16 pontos no décimo terceiro lugar. Já os catarinenses entraram no G4, ao subir do quinto para o terceiro lugar, com os mesmos 23 pontos do vice-líder Coritiba, mas perdendo no saldo de gols. Pela série B ficará pendente apenas um jogo: Brusque e Coritiba, da quarta rodada que foi adiado por causa do compromisso do time paranaense pela Copa do Brasil contra o Flamengo. Esta partida foi remarcada para 3 de agosto às 7 da noite no Augusto Bauer. A décima quinta rodada começa nesta sexta.

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Hoje, às seis da tarde, Wallace Mattos conversa com o professor Renato Miranda na Live Especial sobre “mente sã em corpo são” no esporte. Não perca, às seis da tarde, aqui Nas Ondas do Toque!

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