É SUPERLIGA! JF Vôlei sofre, vence Aero de virada e está na final

A equipe decide o título da Superliga B contra o Brasília.
Depois do jogo tenso, grupo do JF Vôlei comemora bastante em Contagem

  Superliga A, sua linda, o JF Vôlei está de volta! Foi sofrido, chorado, com falhas, com luta, viradas, reclamação das marcações das arbitragens e uma grande atuação do Unimed/Aero., nesta terça, 13, em Contagem.

  Contando com uma tarde/noite inspirada do ponteiro argentino Viller, o JF Vôlei saiu na frente, levou a virada em sets, buscou o empate em um quarto set parelho e venceu no tie-break. As parciais foram 25 x 20, 19 x 25, 20 a 25, 27 a 25 e 15 x 10. 

  Ao final da partida, o diretor do projeto, Maurício Bara destacou em live com o Toque de Bola que o time segue invicto após fazer todos os jogos fora de casa, soube virar uma partida difícil e vai em busca do troféu.

  “O time estava em situação difícil. O Aero sacou muito bem. Não seria injusto o Aero ter ganho hoje. Mas é uma missão muito especial cumprida. Conseguimos colocar tudo em prática. Falta o título, um título que a gente ainda não tem”, disse.

Imagem: Canal Vôlei Brasil/reprodução

O ponteiro Thiago Marques que marcou o ponto final do jogo foi eleito o melhor da partida e recebeu o Viva Volei.

  Na decisão, o JF Vôlei vai enfrentar o Brasília Vôlei. Pelo regulamento, a decisão será em jogo único disputado na casa do time de melhor campanha. Ou seja, tudo indica que o título será disputado no ginásio do Riacho. A data ainda será anunciada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Hoje sim…!

  Para a partida que valia a vaga na decisão, o JF Vôlei entrou em quadra com Paolinetti, Pilan, Celestino, Viller, Bruno, Gustavo e Dayan (líbero). O Unimed/Aero começou com Max, Robert, Juarez, Pedro, Symon, Marlon e Fábio Paes (líbero).

  O jogo começou equilibrado, nenhuma equipe inicialmente abriu vantagem. Contando com alguns erros do JF Vôlei, o Aero abriu dois pontos. Celestino chegou ao saque e marcou ponto direto. No segundo quebrou o passe e Viller bloqueou o ataque empatando a partida.

  Na parte final, contando com boa sequência de Viller no saque, o time abriu quatro pontos. O técnico Alessandro Fadul pediu tempo e reclamou da passividade do time.

  O JF Vôlei controlou a vantagem, aproveitou os erros do time potiguar e fechou o set com um ataque do Viller na paralela em 25 a 20.

Hoje não…?

  O JF Vôlei fez 13 pontos e o Unimed/Aero marcou oito no primeiro set. Na segunda parcial, a situação inverteu. O time potiguar marcou os mesmos 13 pontos, mas o JF só fez sete.

  O motivo foi que o Unimed/Aero voltou forçando o saque, quebrando o passe dos mineiros. A parcial começou equilibrada, mas os visitantes abriram vantagem quando o bloqueio deles funcionou, o ataque pontuou sem dar chance à defesa e forçou erros do JF Vôlei.

  Marcão pediu tempo quando estava 12 a 16. Fadul pediu ainda mais atenção porque, segundo ele, até o empate em 11 pontos, seis pontos do JF Vôlei foram em erros deles.

  Ao reclamar de marcação da arbitragem, Marlon levou cartão amarelo. O Unimed/Aero manteve a vantagem e o foco e fechou por 19 a 25, após erro de saque de Bruno.

A equipe decide o título da Superliga B contra o Brasília.
Após perder o 1º set, Aero venceu os dois seguintes 

Set de manual do Unimed/Aero

  Na terceira parcial, o Unimed/Aero jogou muito bem. Bloqueio, ataque, saque, tudo funcionou no time potiguar. A parte ofensiva não teve problemas com o bloqueio nem com a defesa mineira.

  Para complicar, foi um set onde o time do JF Vôlei teve uma participação instável, com ritmo muito baixo, agravada por erros de ataque e de passe. Marcão tirou Paolinetti e colocou Leonam para tentar mudar o andamento do jogo.

  Quando o Unimed/Aero abriu 15 a nove, Marcão pediu tempo para acalmar a equipe: “Não sei por que vocês estão desesperados. São eles que deveriam estar. Calma. Vamos ponto a ponto”.

  Paolinetti voltou à quadra e junto com Pilan foi um dos mais acionados por Gustavo. Mesmo assim não deu para virar a parcial que terminou 20 a 25 em um ataque de Pedro.

Marcão conversando com a equipe durante tempo pedido por Fadul

O set que ninguém queria perder

  Com a virada, o Unimed/Aero ficou a um set de forçar o terceiro jogo da semifinal. E o JF Vôlei precisava vencer para levar a partida para o tie-break.

  Foi o set mais longo da partida – 34 minutos e 36 segundos. Começou com o JF Vôlei abrindo dois pontos, levando a virada após uma sequência de bons ataques e bloqueios do Unimed/Aero. Marcão pediu tempo quando o time perdia por 8 a 4.

  O time potiguar continuou com a vantagem até Viller marcar o nono ponto de ataque explorando o bloqueio. Em seguida, o argentino conseguiu uma boa sequência no saque e o time empatou e virou para 12 a 11, forçando o técnico Alessandro Fadul parar a partida.

A equipe decide o título da Superliga B contra o Brasília.
Viller comandou o time na vitória desta terça

  Nos lances seguintes, houve um curto período de troca de vantagens, até que Viller reapareceu no jogo. Ele levou a melhor na mão de ferro em um lance; no ponto seguinte, marcou com um ataque certeiro. A essa altura, o JF Vôlei vencia por 18 a 15.

  Permaneceu a troca de pontos e a vantagem para o JF Vôlei de dois pontos. Viller marcou o 21º e voltou ao saque, quebrando o passe em uma jogada que terminou com Pilan pegando Robert no bloqueio.

  A vantagem ficou em três pontos até que JF Vôlei chegou ao 24º e teve o primeiro set point. Só que com ataque de Juarez, erro de passe e o bloqueio parando Celestino, o Aero impediu outros dois set points e empatou em 24 pontos.

  A partir daí as duas equipes sabiam que não podiam errar. No lance seguinte, os atacantes do Aero bloquearam Celestino, mas tocaram na rede. Quarto set point, mas Pedro não deixou o JF Vôlei fechar em empatou em 25 pontos.

  No lance seguinte, após rally, Viller foi acionado e cravou a diagonal. E os mineiros fecharam logo em seguida em 27 a 25 quando Pedro atacou para fora.

Tudo ou nada? Bola pro Viller!

Jogadores conversaram antes do tie-break começar

  O quinto set começou parelho, mas com erros do JF Vôlei. O Unimed/Aero abriu 4 a 2. Marcão tirou Celestino e  colocou Paolinetti de volta como oposto e passou Thiago para a ponta. O JF Vôlei buscou o empate em dois lances com Thiago, primeiro no ataque e depois parando Max no bloqueio.

  Os jogadores insistiam no saque forte, o que rendeu erros de Pilan e de Max. Pedro explorou o bloqueio para colocar o Aero na frente. Gustavo chamou Thiago na saída e ele empatou com uma diagonal sem defesa. O sistema defensivo do JF Vôlei funcionou, permitiu um contra-ataque e Gustavo acionou Viller, que virou o placar para 8 a 7.

  As defesas faziam o possível para não deixar a bola cair. Viller foi chamado para resolver lances difíceis e foi experiente para explorar o bloqueio e manter a bola em jogo. No fim do rally, Max ficou no bloqueio. Com o placar desfavorável em 9 a 6, Alessandro Fadul pediu tempo e conversou com Marlon para ajustar a marcação.

  Assim como na partida em Natal, a sorte também sorriu para o JF Vôlei. Em um saque tático de Bruno, a bola bateu na rede e perdeu velocidade, impedindo a recepção, foi o 10º ponto.

Thiago marcou o ponto que encerrou o jogo 

  Em seguida, houve uma sequência favorável aos mandantes: a bola de Viller foi amortecida pelo bloqueio, mas houve toque na rede e JF Vôlei conseguiu o 11º ponto. No contra-ataque Viller levantou para Paolinetti atacar do fundo: 12 a oito.

  Alessandro Fadul fez substituições para tentar uma reação, conseguiu mais um ponto, quando Paolinetti forçou o saque e a bola saiu. JF Vôlei no ataque? Bola para Viller, que colocou na diagonal no fundo da quadra. Faltavam só dois pontos. Viller foi para o saque, quebrou o passe e Pilan marcou o 14º na bola de xeque.

  No primeiro match point, Marlon acionou Symon e impediu o fim do jogo. Mas no lance seguinte, coube a Thiago marcar o 15º ponto. Este lance fechou a partida e concluiu a semifinal.

  E foi assim, superando instabilidade, mantendo o foco que o JF Vôlei chegou à 11ª partida invicta na competição, carimbou a passagem para a decisão contra o Brasília e a vaga na Superliga A.

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira
Fotos: Douglas Magno/Divulgação JF Vôlei; Canal Vôlei Brasil/reprodução; JF Vôlei/Divulgação

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