Futsal do Sport: 2021 com muitos planos e todos os cuidados

O time responsável pelo futsal do Sport

  Amistosos, competições, treinos, desafios. Todos os planos para os integrantes das diversas categorias do Futsal do Sport Club Juiz de Fora foram suspensos em 2020.

  Não tinha como colocar nenhuma meta em prática devido à pandemia causada pelo novo coronavírus.

Dias melhores

  Foi um ano para aprender com os treinos virtuais e adaptados ao protocolo, quando puderam ser presenciais. E aguardando por dias melhores.

  “A gente tem planejamento sim, mas inicialmente não pode falar muito. Porque tudo vai depender da pandemia, da questão da melhora da situação da covid-19, se realmente tiver a vacina e todo mundo conseguir vacinar”, explicou o coordenador do futsal, Henrique Biaggi.

Novas formas de treinar

Os times do Sport que foram a São João Del Rei 

  De acordo com Biaggi, em 2020, a previsão era participar do Campeonato Mineiro nas categorias sub-11, sub-13 e sub-15. Todas as fotos deste texto foram tiradas por Mariana Mendonça, mãe de um dos atletas, durante uma rodada de amistosos disputados contra o Athletic Club, em São João del Rei, antes de tudo ser paralisado.

  E sem as competições e com os treinos no clube suspensos na maior parte do ano, o on-line se tornou a alternativa.

On-line

  “A gente manteve aulas virtuais, cada treinador trabalhava com a sua categoria algum aspecto da teoria do futsal. A gente apresentou muitos trabalhos e o futsal mais a fundo para os meninos. A gente fez um cronograma bem legal. Foi bastante interessante para gente também”, conta Biaggi.

  O coordenador disse que o período também foi usado para ensinar aos garotos como manter a forma. “Todos os profissionais que ministravam os treinos faziam alguma atividade física com os garotos, com bola ou sem bola, cada um na sua casa. Essa foi a forma de manter o vínculo com os nossos alunos.”

Com cuidados e menos alunos

Após o retorno, cenas como essa não foram mais possíveis

  Segundo Biaggi, cada categoria, do sub-7 ao sub-15, possuía entre 20 a 30 atletas. Com a retomada dos treinos presenciais, voltaram às quadras entre 30% a 40% do total de alunos.

  E a dinâmica foi determinada pelos protocolos do clube e da Prefeitura de Juiz de Fora, com o distanciamento social e outras medidas preventivas.

  “Inicialmente treinando de máscara e sem confrontos entre os nossos atletas. A gente focou muito na parte técnica e na parte física do atleta. Diminuiu o número de alunos por turma, de oito a dez atletas no máximo”, conta o coordenador.

Lições para 2021

  Mesmo sem detalhar as metas para este ano, Henrique Biaggi deixou claro quais são os objetivos. “Fazer com  que o futsal volte a ter evidência no clube. Fazer com que a categoria de base jogue o máximo possível e que os nossos atletas vivenciem as competições.”

A comissão técnica do Sport em São João Del Rei

   Para isso, ele espera ver mais iniciativas como a realizada pelas equipes e pela organização da Liga Nacional de Futsal em 2020.

  “Todo mundo se uniu para que a competição acontecesse. Acabou que foi um sucesso mesmo não tendo público no ginásio. Com a regionalização, equipes mais próximas jogando na primeira fase, facilitou bastante tanto no custo quanto na logística durante a pandemia. Todo mundo fazia os testes de covid-19 e o atleta que estivesse contaminado ficava de quarentena”, explica Henrique.

  Henrique Biaggi considera que foi o grande exemplo a ser colocado em prática no próximo ano.  “Isso deixou de lição para a gente que, quanto mais organizado você for e trabalhar junto com outras pessoas, com outras equipes, com certeza, a possibilidade de sucesso de todo mundo é muito grande”, resume.

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira

Fotos: Mariana Mendonça/arquivo pessoal

Montagem: Toque de Bola, com fotos de Mariana Mendonça

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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