“Virando a Página”: Gabriel Araújo “mais forte ainda” mira ouro nas Paralimpíadas

Gabriel Araújo está otimista para 2021

  As Paralimpíadas de Tóquio eram a meta de Gabriel Araújo. Para isso, estava com a mente e a preparação voltadas para a seletiva, que oficializaria a vaga e carimbaria o passaporte.

  Então, com a pandemia, todos os sonhos foram adiados. No entanto, isso não desanimou o nadador do Clube Bom Pastor.

  “Os planos para 2021 são até maiores que 2020. Eu não fiquei desmotivado pelo adiamento, por nada. Sinto que posso chegar mais forte ainda que eu chegaria em 2020 em Tóquio. Então os planos e as metas são as mesmas e, algumas mais audaciosas, que são metas pessoais. Espero que dê tudo certinho, que Deus abençoe e venha a tão sonhada medalha de ouro”, afirmou.

Planos readaptados

Gabriel destacou o trabalho em equipe visando Tóquio

  O principal estava relacionado ao tempo: 4min52s. Para carimbar a vaga na Paralimpíada de Tóquio Gabriel precisava nadar abaixo dele. E na Regional de Brasília conseguiu 4min34s. Faltava apenas validar. Isso ocorreria no Open de São Paulo, previsto para o fim de março e que não foi realizado.

  “A pandemia modificou os planos porque foi tudo adiado. O Fábio e a equipe tiveram que fazer a alteração do planejamento que era para Tóquio, porque não sabíamos quando ia ter competição”, explicou

  Com a estratégia adaptada às circunstâncias, Gabriel seguiu em frente porque, independente do ano, o objetivo permanece o mesmo: o lugar mais alto do pódio do outro lado do mundo.

  “Chegar lá em Tóquio mais forte e nadando melhor possível dando o meu máximo. E se Deus quiser trazer a tão sonhada medalha de ouro. Por que tão sonhada? Porque eu estou trabalhando tudo, pela determinação e por tudo que estou abrindo mão para conquistar essa medalha”.

Evolução

  Com a liberação para voltar aos treinos no clube, o paratleta de Corinto se viu focado em competições virtuais e nos desafios contra o cronômetro. E gostou das informações obtidas a partir do desempenho nelas.

A equipe do Bom Pastor disputou competições virtuais em 2020

  “É o fim do planejamento de cada base, de cada parte do treinamento, ver se está dando resultado, o que vem dando certo ou errado. Eu consegui disputar acho que foram três ou quatro. E, graças a Deus, consegui ir bem em todas e a cada dia evoluindo mais”, afirmou.

Resiliência e confiança

  Uma das palavras de 2020 foi resiliência, ou seja, a capacidade de se adaptar às mudanças. Gabriel considerou que o aprendizado do ano trouxe esta habilidade para se somar à confiança no trabalho que vem realizando com a equipe do Bom Pastor.

  “Foi um ano que tirei para refletir e parar para pensar e aprender bastante, a lidar com situações novas e diferentes. E saber sair por cima de todas, sem deixar que atrapalhe o desempenho tanto dentro da água quanto fora da água. As lições que ficam é que pode ser que tenham vários imprevistos, mas tem que estar preparado para tudo que for acontecer”, garantiu.

Gabriel Araújo, Natação Clube Bom Pastor

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira

Fotos: Clube Bom Pastor/Divulgação

Arte: Toque de Bola

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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