Baeta x Aparecidense: tudo igual em JF! Agora é em GO!

Ida do mata-mata entre Baeta e Camaleão ficou empatada

  Tupynambás e Aparecidense fizeram um jogo marcado por equilíbrio, chances perdidas e que terminou em empate na ida do mata-mata da segunda fase do Campeonato Brasileiro Série D 2020.

  A partida neste domingo, dia 6, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, terminou com 1 a 1 no placar e teve emoção além de muita chuva na reta final. O centroavante Alex Henrique marcou primeiro para os visitantes, e Fabrinho Alves, artilheiro do Baeta na competição empatou.

Como fica?

  Com o resultado, quem vencer a partida de volta, dia 13, em Aparecida de Goiânia, avança para as oitavas de final. Novo empate leva a decisão da vaga para os pênaltis.

  Quem passar neste confronto enfrenta nas oitavas-de-final o vencedor do embate entre Cabofriense e São Luiz-RS. O primeiro jogo, também disputado neste domingo, terminou 1 a 1 em Cabo Frio.

Estudo, tentativas e erros

  O Baeta teve Renan Rinaldi no gol, de volta à equipe após 10 meses em recuperação de uma contusão no tendão de Aquiles. Ele substituiu Arthur Conceição, suspenso.

  A Aparecidense não teve desfalques. Ainda contou com o retorno de Rodriguinho, Rafael Cruz, Filipe Trindade e Uederson após cumprirem suspensão.

  A etapa inicial foi de muitos estudos e poucas tentativas entre as duas equipes. Depois dos dez minutos, a Aparecidense tomava a iniciativa, mas não conseguia criar chances. O Tupynambás tentou de longe, em chute de Adriano.  

Sequência de defesas

Tonny defendeu chute de Wellington

  Depois dos 30, ocorreram as jogadas mais agudas. Após um lance de Fabinho Alves pela direita, Wellington Batista passou para Bruno Vieira, que finalizou, exigindo do goleiro Tonny uma bela defesa com a perna esquerda.

  O lateral-esquerdo Rayro, da Aparecidense, foi o nome nos lances seguintes: primeiro tentou um cruzamento que saiu pela linha de fundo. E aos 37, entrou pela esquerda, cortou a zaga e chutou. Renan Rinaldi fez uma defesa tranquila.

  No fim do primeiro tempo, o goleiro Renan Rinaldi lançou Fabinho Alves pela esquerda do ataque, ele driblou a marcação e fez um cruzamento que chegou a Wellington Batista que finalizou. Tonny, de novo, fez boa defesa e colocou para escanteio garantindo o 0 a 0 ao fim da etapa inicial.

Tem gol!

  A etapa final começou com uma blitz do Tupynambás na área do Camaleão. Foram três chances antes dos dez minutos.

Alex Henrique abriu o placar aos 15 do 2º tempo

  Mas a pressão do Baeta terminou aos 15 minutos, quando Negueba recebeu um lançamento, parou no goleiro Renan Rinaldi dentro da área.

  Seria pênalti, mas o juiz Emerson Ricardo de Almeida Andrade deixou o lance seguir e a bola ficou livre para Alex Henrique que marcou o oitavo gol dele na Série D. 

Apagão no Baeta 

  O técnico Thiago Carvalho colocou Albano e Erik Bessa, jogadores leves para dar mais rapidez ao ataque. Já Guiba apostou na entrada de Deivdy Reis e de Nunes para prender a bola e criar chances ofensivas.

  No entanto, o gol da Aparecidense mudou a dinâmica do jogo. O time goiano assumiu o controle da partida e perdeu várias chances de ampliar o placar. Erik Bessa invadiu a área e passou para Albano, que isolou.

Pressão do Camaleão

  O Tupynambás até tentou uma reação, com Nunes, mas Tonny defendeu com tranquilidade. Outra mudança aumentou a dor de cabeça da defesa do Baeta: Johnatan Cardoso entrou para ajudar nas jogadas de velocidade e lançou Erik Bessa que marcou. No entanto, o assistente Luis Diego Nascimento Lopes marcou impedimento e o gol foi anulado.

  Os dois lances seguintes também passaram pelos pés de Johnatan Cardoso, que aproveitou a lentidão da linha de defesa do Baeta e só não marcou porque Renan Rinaldi foi perfeito na intervenção. Pouco depois, Cardoso cruzou e Renan socou a bola para longe.

Sem goleiro

Alex Henrique perdeu sem goleiro

  O Baeta não conseguia jogar. A Aparecidense criou – e perdeu – uma oportunidade uma atrás da outra.

  No lance mais inacreditável do jogo, Johnatan Cardoso, de novo, desceu para o ataque pela direita, deixou a defesa do Tupynambás para trás e passou para Alex Henrique que, sem goleiro, chutou por cima do gol vazio.

Quem não faz…

  Mas, aos 38 minutos, após a defesa da Aparecidense tentar afastar um cruzamento de Nunes, Coquinho pegou o rebote e chutou em direção ao gol. A bola bateu na mão de Bruno Henrique dentro da área.

  O juiz Emerson Ricardo de Almeida Andrade nem hesitou: marcou pênalti. Fabinho Alves converteu e empatou o jogo para o Baeta.

Minutos finais

De pênalti, Fabinho Alves empatou o jogo para o Baeta

  Nos minutos finais, o Baeta acordou e ficou mais presente na área da Aparecidense. Debaixo de chuva que caiu na Cidade Alta, ficou no ataque e teve dois escanteios em seguida, que não viraram gols.

  Deu tempo para Lucas Santos virar desfalque na semana que vem após levar cartão amarelo. E também para um último susto na torcida juiz-forana: aos 46, Albano desceu pela esquerda, cortou a defesa e chutou. A bola saiu à esquerda do gol de Renan Rinaldi.

  Fim de jogo. Igualdade do placar e tudo aberto para o jogo de volta, no próximo domingo, em Aparecida de Goiânia, que decidirá quem avança às oitavas de final da série D.

Tupynambás 1 x 1 Aparecidense

Gols: Alex Henrique (APA) aos 15 do 2T; e Fabinho Alves (TUPY) aos 40 do 2T

Tupynambás

1 – Renan Rinaldi
2 – Lucas
3 – Eduardo
21 – Marcos Alemão
6 – Adriano (16 – Diego)
5 – Guilherme
8 – Albert
10 – Bruno Vieira  (17 – Nunes)
7 – Wellington Batista (19 – Marcus Vinícius)
9 – Ygor (18 – Reis)
15 – Fabinho Alves 
Técnico: Guiba

Aparecidense

1 – Tony
2 – Rafael Cruz (14 – Gabriel Porfírio)
3 – Renato
4 – Ícaro
6 – Rayro
5 – Bruno Henrique
8 – Rodriguinho
10 – Robert (18 – Albano)
11 – Negueba (17 – Erick Bessa)
7 – Uederson (20 – Jonathan Cardoso)
9 – Alex Henrique (19 – Marcos Paulo)
Técnico: Thiago Carvalho

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira

Fotos: reprodução CBF TV/MyCujoo

Arte: Toque de Bola

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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