Empate premia heroísmo do Villa e ímpeto tardio do Tupynambás  

Confronto entre Baeta e Villa terminou empatado.

  O confronto entre os Leões do Poço Rico e do Bonfim terminou 1 a 1. Quem esperava um espírito semelhante ao apresentado na vitória contra o Gama, se deparou com um Tupynambás errático, instável, que abusou de falhas simples que poderiam ter custado mais caro que dois pontos.

  Do outro lado, um time esfacelado por 12 desfalques causados pela covid-19 volta para casa com um ponto – que, por minutos, não foram três – na bagagem.
  Esta foi a história de heroísmo do Villa Nova na partida pela 11ª rodada da série D neste sábado, 7, em Juiz de Fora. A mesma partida que o clube pediu à CBF para adiar e não foi atendido.

  Com o resultado, o Tupynambás subiu para 14 pontos e caiu para o sexto lugar. Foi superado pelo Bahia de Feira, que goleou o Palmas por 5 x 0 também neste sábado. O Villa Nova chegou a nove e permanece em sétimo.  

  Na próxima rodada, na sexta-feira, 13, os dois Leões enfrentam os dois Periquitos fora de casa: Villa terá o Gama pela frente e o Baeta faz um jogo de seis pontos contra a Caldense.

 Tentativas e muitos erros 

  O Tupynambás começou melhor no primeiro tempo. Com a posse da bola durante maior parte do jogo, o Leão do Poço Rico soube controlar as ações ofensivas e pressionou o Villa Nova nos 15 primeiros minutos de partida.

A primeira etapa terminou sem gols em Juiz de Fora.

  Aos 20, a primeira boa chance do Baeta. Ygor foi lançado por Fabinho Alves, tirou a marcação e rolou para Bruno Vieira. O camisa 10 bateu firme, mas a zaga tirou em cima da linha.

  Aos 30, o Villa Nova teve boa oportunidade de contra-ataque com Raphael Lopes, mas Ygor, atuando na recomposição após escanteio a favor do Baeta, fez ótima recuperação e desarmou o atacante do Leão do Bonfim.

  O Leão do Poço Rico conseguia chegar até próximo da área dos visitantes, mas faltava qualidade nos passes finais. O mesmo ocorreu nas tentativas do Villa Nova.

  O resumo do primeiro tempo foi as duas equipes sofrendo com erros de passes, cruzamentos que não encontravam os finalizadores e com a afobação na criação das jogadas. Com uma clara postura defensiva, apostando nos contra-ataques e evitando o desgaste dos atletas em campo, os visitantes cumpriram muito bem o papel na primeira metade. 

Erros, desgaste, gols e tudo igual

João Guilherme driblou o goleiro Arthur e marcou para o Villa Nova.

  No intervalo, Guiba colocou Wellington Batista na vaga de Bruno Vieira, na tentativa de dar velocidade ao ataque do Tupynambás. Além dele, Reis fez sua estreia com a camisa do Leão do Poço Rico, entrando no lugar de Nunes. As mudanças não surtiram efeito.

  Logo no começo do segundo tempo, má notícia para o Villa Nova. O zagueiro Wellington Reis, que se machucou no final da primeira etapa, não conseguiu seguir na partida. O técnico Mancini foi obrigado a colocar o único reserva em campo: Samuel entrou no meio de campo e Ramon foi deslocado para a zaga.

  Aos 15 minutos, gol do Villa Nova. Após bobeira no meio campo do Baeta, Raphael Lopes acionou João Guilherme, puxou belo contra-ataque, limpou o goleiro Arthur e abriu o placar em Juiz de Fora.

  Com o resultado favorável, o Leão do Bonfim segurou o jogo e começou a sofrer com o desgaste dos atletas. João Guilherme ficou em campo mancando, para evitar que o Villa ficasse em desvantagem, já que não tinha ninguém para fazer a substituição.

Albert chutou de longe e empatou para o Baeta nos acréscimos.

O Tupynambás tentou pressionar para evitar a derrota em casa, mas sem sucesso até os 47 minutos do segundo tempo. Após tentativa de Fabinho Alves pelo meio, a bola sobrou para Albert na entrada da área. Ele bateu firme, venceu o goleiro João Bosco e deixou tudo igual.

  Por conta dos atendimentos aos jogadores e de desentendimentos após o gol de empate, o juiz José Woshington da Silva deu sete minutos de acréscimos.

  Foi o estalo que faltava para o Baeta entrar no jogo e pressionar os visitantes. E na vontade de conseguir a vitória, cedeu dois contra-ataques para o Villa.

  Em um deles, aos 51, Alef recebeu uma bola pela esquerda às costas da defesa do Baeta, em um lance parecido com o gol de João Guilherme, e só não marcou porque o goleiro Arthur foi preciso na defesa com os pés e jogou a bola para a lateral.

  Aos 53, o juiz terminou a partida, deixando a sensação de que, para os donos da casa, o empate foi o menos ruim entre os piores resultados. 

Tupynambás x Villa Nova

Gols: João Guilherme (Villa) aos 15 do 2ºT; Coquinho (Tupynambás) aos 47 do 2ºT.

Tupynambás

1 – Arthur

2 – Lucas Santos (23 Paulo Vitor)

3 – Eduardo

21 – Marcos Alemão

6 – Diego Silva

5 – Albert Coquinho

8 – Vinícius Leonel (18 Marcus Vinícius)

10 – Bruno Vieira (19 Deivdy Reis)

15 – Fabinho Alves

7 – Nunes (17 Wellington Batista)

9 – Ygor (20 Linhares)

Técnico: Guiba

Villa Nova

1 – João Bosco

2 – Daniel

3 – Wellington Reis (14 – Samuel)

4 – Rodolfo Mol

25 – Ramon

5 – Jean

10 – Charles

7 – Alef

8 – Lorran

9 – João Guilherme

11 – Raphael Lopes

Técnico: Mancini

  

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira e Pedro Sarmento.

Fotos: reprodução CBV TV/Mycujoo; Pedro Sarmento/Toque de Bola.

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