Retorno gradual e responsável: veja situação de alguns clubes em JF

  Há cerca de um mês, o Governo de Minas deliberou durante uma reunião do Comitê, que os clubes seriam autorizados a funcionar de forma parcial durante a onda amarela do programa Minas Consciente. Em Juiz de Fora, algumas instituições já adotaram medidas para o retorno gradual. Confira!

Em coletiva no dia 15 de agosto, Antônio Almas falou sobre a transição. Foto: Divulgação/PJF

SESI

  O Clube Campestre “Nansen Araújo” e o Clube “José Weiss”, sedes do SESI em Juiz de Fora, ainda não retomaram nenhuma atividade.

  Segundo o gerente das sedes, José Antônio Bara Miguel, foi adotada uma postura de cautela acerca da decisão de retorno gradual.

  “Apesar das liberações concedidas através do Minas Consciente e do Decreto Municipal, o SESI vem optando por uma postura de maior cautela na reabertura para as atividades esportivas e recreativas. Nosso protocolo de segurança já foi desenhado e em breve entraremos em contato com o nosso público para apresentar as possibilidades para o retorno. Por enquanto não temos a data definida, mas assim que tivermos, informaremos a todos interessados”, analisou Bara.

 Bom Pastor

  Com o avanço para a Onda Amarela de flexibilização do Programa “Minas Consciente”, o Clube Bom Pastor (CBP) retomou as atividades neste mês. Segundo o presidente Carlos Augusto Bandeira, a instituição está cumprindo todas as normas do decreto determinado pela Prefeitura de Juiz de Fora.

  “A reabertura é gradual, ainda não é da forma como gostaríamos, mas é um passo importante. Agora é respeitar as normas municipais, assim, vamos frear a contaminação do Coronavírus e avançar o mais rápido. Nossa equipe trabalhou intensamente nos últimos dias para receber os sócios com a total segurança estabelecida pelas autoridades”, ressalta o presidente.

Equipe CBP já voltou aos treinos. Foto: Clube Bom Pastor

  Como protocolo, o CBP colocou profissionais na entrada para fazer a aferição da temperatura e orientarem sobre a higienização das mãos. O álcool gel está disponível em diversos setores do clube, além de cartazes e orientações visuais sobre o protocolo de retorno e quais áreas disponíveis ou não, conforme decreto municipal.

   AABB JF

  Na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) de Juiz de Fora, a retomada está sendo considerada “muito difícil”. Em entrevista ao Toque de Bola, o presidente da instituição, Edson de Almeida, o Edinho, falou sobre os desafios de funcionar com restrições previstas em lei, mas ressaltou a necessidade de não diminuirmos os cuidados entre nós.

  “Fomos autorizados a funcionar conquanto seguíssemos estritamente o Decreto Municipal 14.068 e o Plano Minas Consciente. Fomos autorizados a reabrir, mas não podemos abrir o ginásio, a sauna e o squash. Não podemos organizar “peladas”, parquinho infantil também fechado. Piscina só com 30% de ocupação da área. Entendemos que a pandemia não acabou e que é preciso nos prevenir”, afirmou Edinho.

  Segundo o presidente, os associados têm questionado a direção sobre as restrições, visto que a várzea de Juiz de Fora vem, constantemente, tendo aglomerações por conta de “peladas”.

AABB ainda não retomou todas as atividades no clube. Foto: AABB

  “Os associados veem outros campos de futebol na cidade com ‘pelada’ normalmente, inclusive alguns até estão alugando esses espaços. Parques públicos estão abertos, bares e restaurantes funcionando quase que “normalmente”, enfim. Os associados questionam se isso não é porque o clube não quer mesmo reabrir. Mas na verdade nós estamos cumprindo à risca os normativos municipais e estaduais para não termos problemas de fechar novamente, enquanto outros setores estão funcionando”, acrescentou.

  Ainda sobre a reabertura, Edinho prezou pela segurança e consciência ao definir, juntamente com a direção do clube, o retorno das atividades. “Por este motivo, aqui na AABB, montamos um plano de reabertura por etapas, abrindo de forma gradual e acompanhando as orientações das autoridades. Acreditamos que com isso iremos atender, apesar da pressão, aos associados de forma segura e consciente”, finalizou.

  Demais agremiações

  O presidente do Sport Club Juiz de Fora, Jorge Ramos, foi procurado pela reportagem. Na resposta, disse apenas que “está muito difícil”. Da mesma forma, o presidente do Sindiclubes, Marcelo Barra, recebeu o contato, mas até o momento não respondeu.

Texto: Toque de Bola – Pedro Sarmento, supervisão  Ivan Elias

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