Nilton Santos, jovens da base e regatas no nome: as curiosidades do Palmas-TO

Estádio de Palmas recebeu o nome do bicampeão mundial Nilton Santos. Imagem: reprodução/TV Anhanguera

Um grupo jovem, com média de idade de 18 anos, representa o Palmas, clube sete vezes campeão estadual, na Série D do Brasileiro. Uma equipe com regatas no nome e remos no escudo, mas que se dedica mesmo ao futebol.

O jogo contra o Tupynambás no sábado às 16h, no estádio com nome de bicampeão mundial, será o primeiro confronto na história entre os donos da casa e uma equipe de Juiz de Fora.

E por isso, além do Raios X, o Toque de Bola pesquisou algumas curiosidades sobre o Palmas.

Nilton Santos

O Baeta vai jogar no Estádio Nilton Santos. A casa do Palmas foi a primeira no Brasil a ter o nome da Enciclopédia do Futebol e um dos grandes jogadores da história do Botafogo.

A princípio, o local se chamaria Estádio Estadual de Palmas. Três dias antes do lançamento da pedra fundamental da obra, o então governador Siqueira Campos mudou o nome ao assinar o decreto levado pelo então secretário estadual de esportes, Jaime Lourenço.

Na época, Nilton Santos implantou um projeto social, uma escolinha de futebol que também recebeu o nome dele. Ele soube da homenagem ao ver a placa ser descoberta no evento e, segundo relatos feitos ao GE.com do Tocantins, se emocionou ao lado da esposa, Célia. Nilton Santos trabalhou por 1 ano e meio na cidade.

Imagem aérea do estádio. Foto: Rafael Felipe

Esta escolinha revelou o atacante Lucca, que passou pela base e pelo profissional do Palmas. Também defendeu Criciúma, Chapecoense, Cruzeiro, foi campeão Brasileiro no Corinthians em 2015. Atualmente, aos 30 anos, joga no Al-Khor, no Catar e está sendo especulado como possível reforço do Fluminense.

O maior estádio do Tocantins está perto de completar 20 anos – foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Construído pelo governo Estadual, foi cedido à Prefeitura e se tornou a casa dos times da capital.

O recorde de público é do Palmas: 11.167 pagantes na partida contra o Atlético-MG pela Copa do Brasil em 2008. Os mineiros venceram por 7 a 0.

Remos e regatas? Futebol!

Um dos “caçulas” do grupo A6, com 23 anos de existência, o Palmas possui Regatas no nome e remos no escudo, mas não tem equipe de regatas.

Surgiu a partir de outro clube, a Sociedade Esportiva Canelas e foi batizado em homenagem à capital do Tocantins.  Na cidade, há um lago no Rio Tocantins, mas sem atividades de regatas até o momento.

Chance para os jovens

Foto: assessoria Palmas-TO

O jogador mais novo do Palmas tem 16 anos e o mais velho, 23. De acordo com a assessoria, o clube optou por dar oportunidade aos atletas da base.

“É um time essencialmente tocantinense que já joga junto há um tempo e que foi reforçado para a disputa da competição. Eles já têm experiência profissional tanto na Série D do ano passado quanto nos estaduais. Foram campeões sub-19 em 2019 e vão disputar a Copa São Paulo em 2021”.

E mesmo com desfalques por causa de oito diagnósticos positivos de Covid-19, a avaliação do desempenho dos jogadores na derrota para o Villa Nova foi positiva e as expectativas para a série D seguem “as melhores possíveis”.

Texto: Toque de Bola – Roberta Oliveira com informações da assessoria e do site oficial do Palmas e do GE.globo.

Foto: assessoria do Palmas-TO e reprodução TV Anhanguera

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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