E a volta? Preparador físico carijó prevê dureza

Gustavo (azul) comanda aquecimento do elenco Tupi

  Algumas equipes do futebol mundial já começam a ensaiar uma volta à atividades, mesmo com grande parte do planeta ainda vivendo a pandemia do novo coronavírus.

  Por isso, os clubes juiz-foranos, que já completaram um mês de paralisação, também já estão atentos às possíveis primeiras providências a serem tomadas para o retorno de seus atletas às atividades. No Tupi, o preparador físico Gustavo Prata, acredita que necessite de cerca de duas semanas de trabalho para que os jogadores voltem a ter um mínimo de condicionamento antes de entrarem em campo.

  “Para colocarmos os jogadores em uns 60%, 70% para jogar, creio que necessitemos de 10 a 12 dias. Seria o tempo necessário para dar uma base. Mas só conseguiríamos saber quando estariam completamente recondicionados no dia a dia com eles, tratando de forma individualizada”, explica o preparador.

Não dá para manter

Último jogo do Tupi foi no dia 14 de março, contra o Nacional

  Gustavo sabe que o elenco do Tupi não voltará da mesma maneira que se encontrava após a sexta rodada do Módulo 2 do Campeonato Mineiro. Mesmo que os atletas tenha seguido à risca as recomendações passadas a eles quando o elenco foi liberado para cumprir a quarentena por conta da pandemia.

  “Manter a forma que eles estavam é impossível. Para qualquer atleta de alto rendimento isso não é viável. Orientamos eles a manter uma forma de alimentação balanceada, regrada e sem exageros. E não deixar com que a parte aeróbica e anaeróbica ficarem inertes. Trabalhar todo dia um pouco esses aspectos. Fazendo isso, no retorno de todos, trabalhamos a parte de potência muscular”, conta Prata.

Evitar efeitos negativos

 O preparador considera que a interrupção dos campeonatos prejudicou a todos, e a missão quando os treinos recomeçarem é diminuir a parte negativa dela. “Acredito que para todos os clubes a parada é bem prejudicial. Mas, vida que segue. Vamos tentar fazer nossos trabalhos da melhor maneira possível para poder minimizar a parte negativa dessa paralisação”, pretende Gustavo.  

Prata sabe que terá trabalho redobrado na volta

  Dentro desse contexto, o cuidado com lesões nos treinos e assim que os atletas voltarem aos jogos é redobrado. Ainda mais em uma equipe formada às pressas como foi o Tupi no início desta temporada. “Sendo de uma forma bem feita esse retorno, o risco de lesão já existe. Então, temos que ser bem criteriosos nesses trabalhos. Fizemos uma pré-temporada prejudicada pelo pouco tempo, número de atletas. E com essa volta temos que ser bem cuidadosos em busca de minimizar o perigo de perdermos algum atleta lesionado, já que esta é uma questão presente para qualquer atleta de alto rendimento”, avalia Prata.

Quando volta? 

  Em reunião no fim do mês de março, as equipes do Módulo 2 do Mineiro não chegaram a um consenso sobre encerrar a competição. Assim, a Segunda Divisão do Estadual deve ser retomada quando as atividades esportivas puderem ser retomadas em Minas Gerais. A Federação Mineira de Futebol (FMF) suspendeu todas as partidas até o dia 30 de abril.

  Em dificuldade financeira e ainda sem contar com a ajuda da CBF, que anunciou recursos para times menores que disputa alguma divisão nacional, os clubes do Módulo 2, como o Tupi, buscam alternativas. O Carijó entrou em campo pela última vez na competição no dia 14 de março e esta é a única competição do clube no ano. A FMF marcou um novo encontro virtual com dirigentes da Segundona do Estadual para o dia 22 de abril.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Arthur Abrahão/Tupi FC

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