Júlio César ‘Imperador’ é novo técnico do Tupi!

Júnio César foi dirigente do goiano Itaberaí

  Contrariando suas próprias intenções, de contratar um treinador experiente para o lugar do demitido Alex Nascif, o presidente do Tupi, José Luís Mauler Júnior, o Juninho, anunciou na tarde desta terça, dia 3, Júlio César Garcias, de 53 anos, mais conhecido como Júlio César “Imperador”, ex-atacante do Flamengo, como novo comandante carijó.

  “O novo treinador do Tupi é o Júlio César, que jogou no Flamengo e que tem o apelido de ‘Imperador’. Ele já chega nesta quarta (dia 4) e começa a comandar os treinos. Obviamente ele vai se reunir com a comissão técnica para saber detalhes dos jogadores e a forma de o time jogar. Já separamos os vídeos para ele dos jogos para ele se inteirar o mais rápido possível e poder implantar a filosofia de jogo dele”, disse Juninho ao anunciar o novo treinador.

 Júlio César já fica no banco na partida deste domingo, dia 8, contra o Atlhetic, às 10h, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. A partida é válida pela quinta rodada do Módulo 2 do Campeonato Mineiro.

Juninho comunica o grupo sobre o novo treinador

Sem dinheiro

  A reportagem do Toque indagou Juninho sobre não ter buscado, como disse que pretendia, um treinador mais experiente, contrariando o perfil imaginado por quem cobre o dia a dia do clube. O presidente alvinegro justificou a escolha na falta de recursos. 

  “Esse conceito de imaginar as coisas é um pouco complicado. Desde quando eu assumi o Tupi eu falei que, hoje, o clube está se reestruturando. Não temos condições de ficar fazendo mágica e não tem como trazer um treinador de ponta. Por isso, inclusive, nós tivemos a vontade de dar oportunidade ao Alex, que estava iniciando a carreira. Tivemos que mudar devido aos resultados e ao baixo rendimento do time. Não tinha como manter isso, mas não podemos sonhar com o que não podemos alcançar”, disse o mandatário carijó.

Treino foi em campo alagado, com Juninho apitando

Reações

  Mesmo antes de saberem quem seria o novo técnico, os jogadores do Carijó, que realizaram atividade debaixo de chuva torrencial e arbitrada por Juninho na tarde desta terça, em Santa Terezinha, encaravam como natural a troca. Segundo o lateral-direito Arilton, um dos mais experientes do grupo, a pressão por vencer continua. “Nós já vivenciamos o futebol há muito tempo. Sabemos que, quando o resultado não vem, sobra para o treinador. O Alex deixou um legado aqui. Foi um super pai para nós, um treinador super bacana. Futebol é isso, é dinâmico. Todos estão pressionados ainda pela vitória e vamos em busca.”

  O jovem Matheus Campos também encarou a mudança com naturalidade. “Em relação à troca de comando, é algo que acontece no mundo do futebol. Nós, desde a base, nos preparamos para esse tipo de situação. Assim como eu batalhei para ser titular com o Alex, vou batalhar para conquistar meu espaço com o novo treinador. Estou aqui para isso, jogar e dar meu melhor para o Tupi. Não sabemos como será o nosso estilo de jogo. Isso vai ser montado de acordo com o que ele pedir. No dia a dia nós vamos nos adaptar. O grupo é muito inteligente, tem qualidade, acho que não teremos problemas com isso.”

Júlio César com a camisa do Flamengo em 1992

Por onde andou

  Nascido em Itapirapuã, em Goiás, e revelado como jogador pelo Atlético-GO, Júlio César teve sua grande chance no futebol no Flamengo, em 1992, onde foi campeão brasileiro marcando o segundo gol do empate em 2 a 2 com o Botafogo, resultado que levou o título para a Gávea. Teve passagens também por Guarani-SP, Ituano-SP, Atlético-MG, Paysandu-PA, Figueirense-SC, Vila Nova-GO, Remo-PA, Araçatuba-SP, Anapolina-GO, União Barbarense-SP e Imperatriz-MA. Encerrou a carreira em 2005, na Anapolina.

  Como dirigente, foi coordenador da Anapolina e do Itumbiara, ambos de Goiás, além de ter ocupado o cargo no também goiano Itaberaí. Treinou o Real Ariquemes-RO, Paraupebas-PA e Tupy-GO, além de equipes de base de seu estado natal. Juninho espera que este seja o perfil que o Carijó necessita para ganhar fôlego no Módulo 2. “Espero que ele dê mais ânimo ao time e que ele mude a característica da equipe para uma mais ofensiva. O time precisa matar o jogo na hora que pode matar, assim como foi no jogo diante do Democrata”, deseja o presidente.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Fernando Vasconcelos/Globoesporte.com; Toque de Bola; e reprodução Placar

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