Vai pingar na conta do Baeta!

Cláudio trabalha com um orçamento enxuto

  Na próxima quinta, dia 16, a Federação Mineira de Futebol (FMF) vai liberar para os clubes os valores referentes à cota de televisionamento do Campeonato Mineiro 2020. Assim, a entidade repassará a principal verba para as equipes do interior cumprirem seus compromissos financeiros com elencos, comissões técnicas e fornecedores na temporada.

   A detentora dos direitos  de transmissão, TV Globo, não revela os valores das cotas de cada equipe. Mas, o vice-presidente do Tupynambás, Cláudio Dias, trabalha com uma margem de mais de R$ 800 mil de orçamento vindo da televisão após os descontos em 2020. “Pelo que a Federação falou, quinta será liberada a verba. Só então saberemos o valor real. Fala-se em R$ 900 mil, R$ 950 mil, R$ 850 mil. Daí tem os descontos, então trabalhamos com hipóteses. Acredito que fique em torno de R$ 800 mil e R$ 850 mil”, projeta.

Teto 

Imagem do possível uniforme 2 do Baeta

  Segundo reportagem do jornal O Tempo, de Belo Horizonte, na divisão de cotas vigente desde 2017, reajustada anualmente, o valor a ser recebido pelo Baeta é o mesmo que receberão Boa Esporte, Coimbra, Caldense, Tombense, Patrocinense, Uberlândia, URT e Villa Nova. Já o América deve receber R$ 4 milhões brutos. Atlético e Cruzeiro – que já antecipou a cota de 2020, dado informado pelo então diretor de futebol, Zezé Perrella, e busca a antecipação do montante de 2021, segundo veículos de imprensa da capital – farão jus a R$ 14,3 milhões sem os descontos.  

  Buscando permanecer com as contas ajustadas e cumprir seu compromissos sem sustos, o Baeta estabeleceu um máximo a pagar de salário. “Temos um teto de R$ 5 mil tanto para o Mineiro como para a Série D do Campeonato Brasileiro (competição nacional que o Tupynambás disputa pela primeira vez em sua história em 2020). Somente dois atletas do atual elenco ganham acima disso”, explica Dias que, em entrevista à Rádio CBN nesta terça, dia 14, disse que a folha salarial mensal do Leão do Poço Rico deve ficar em torno dos R$ 160 mil.

  Além da cota de televisão, o clube conta com o repasse mensal de R$ 30 mil da Prefeitura de Juiz de Fora, através de Lei municipal, e seus patrocinadores – estampados em uma imagem do possível uniforme número 2 que circulou nas redes sociais na última semana –  para fechar seu orçamento. O Baeta não divulga os valores de suas cotas de patrocínio.

Já vai? 

Marcinho não deve permanecer no baeta

  Enquanto ajusta as finanças, o Baeta também vai afinando o elenco a uma semana da estreia no Mineiro 2020. Anunciado por Dias na última semana ao lado do atacante Michael Tuíque, que já treina com o grupo e disputa uma vaga no ataque titular, o meia Marcinho, de 33 anos, chegou a Juiz de Fora, mas não deve permanecer. O atleta, que estava no Criciúma-SC e tem passagens por Corinthians, Volta Redonda, Bragantino, Noroeste e Guaratinguetá, não foi aprovado nos testes físicos do Tupynambás.

  Após o amistoso do último sábado, dia 11, no qual o Leão do Poço Rico foi derrotado por 2 a 1 pelo Nacional, em Muriaé, o técnico Paulo Campos minimizou o revés. “O resultado é o de menos. Falhas individuais resultaram nos dois gols do adversário, e outras nos tiraram as oportunidades de marcar mais gols. Mas isso acontece pela falta de trabalho – o Tupynambás desde abril, maio do ano passado não tinha atividades – e o tempo curto de treinos, agravado pelas chuvas da tarde desses últimos dias. Utilizamos sistemas diferentes e jogadores fazendo múltiplas funções para treinar. Pudemos observar os pontos positivos e quais devem ser aperfeiçoados”, explicou o treinador que busca um último teste, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, local da estreia no Estadual, dia 22, contra o Tombense, às 20h.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Facebook Tupynambás FC; reprodução Instagram e Tiago Monte/DN     

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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