Acredite: Tupi mantém interesse em Bruno

O último clube de Bruno foi o Poços de Caldas

  Nem os protestos de torcedores e torcedoras ou mesmo as recentes desistências de outros clubes por conta da repercussão negativa das negociações com o atleta diminuíram o interesse do Tupi em contratar o goleiro Bruno, ex-Flamengo e Atlético.

  Preso em 2010 e condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio e sequestro e cárcere privado do filho, Bruninho, em 2013, o jogador cumpre pena de 20 anos e 9 meses em regime semiaberto desde julho de 2019. De acordo com o presidente do Carijó, José Luiz Mauler Júnior, o Juninho, o clube ainda quer contar com o atleta, se possível.

  Questionado pela reportagem do Toque nesta quarta, dia 8, sobre se a agremiação ainda mantinha o interesse no jogador, o mandatário carijó foi direto. “Sim. É um grande goleiro”, respondeu o cartola.

Sem preocupação 

  Desde que as especulações, depois confirmadas pelo próprio Juninho, sobre as conversas com Bruno surgiram, diversas publicações nas redes sociais oficias do clube, além de grupos e perfis de torcedores do Tupi têm recebido reclamações de aficionados pelo Carijó. Mas a repercussão ruim das tratativas com o goleiro não afetaram o que o presidente do Carijó pensa sobre trazer o arqueiro para Juiz de Fora.  

Juninho não teme repercussão ruim

  Nesta quarta, Juninho não se disse preocupado com uma possível onda de críticas com relação à contratação. Para o dirigente, o Tupi pode proporcionar uma outra oportunidade na vida do goleiro. “Não tenho receio da repercussão, pois, se fosse um filho nosso que cometesse um erro, gostaríamos que dessem uma segunda chance a ele. Então, por que não para o Bruno?”

Questão judicial

  Advogado de formação, Juninho explica que, no momento, o goleiro consulta sua assessoria jurídica particular para saber ser poderá ou não atuar longe de Varginha, onde cumpre sua pena em regime semiaberto. “O Bruno está conversando com a advogada dele que consultará sobre a possibilidade de transferência de pena. Ela ainda não se manifestou”, revela o presidente do Tupi.

Bruno mora em Varginha, onde jogou pelo Boa

  A questão de Bruno sobre a possibilidade de cumprimento da pena de regime semiaberto enquanto, possivelmente, atuaria pelo Tupi em Juiz de Fora só deve ser apreciada após o dia 20 de janeiro, quando termina o recesso do Judiciário. Por enquanto, estão suspensos atos processuais exceto os considerados urgentes e que envolvam réus presos.

  O jogador, solto por conta da progressão de regime no dia 19 de julho de 2019, precisa de autorização judicial para atuar fora de Varginha, onde vive e chegou a atuar pelo Boa Esporte, em 2017. No ano passado, o atleta vestiu por pouco tempo a camisa do Poços de Caldas.      

Interesse e desistências

Nota oficial do Flu de Feira

  A principal concorrência do Tupi para a contratação de Bruno seria o interesse do Operário-MT. Os dirigentes do clube do Mato Grosso dizem ter tudo acertado com o jogador, faltando apenas o aval da Justiça.

  Na última terça, dia 9, o Fluminense de Feira de Santana, da Bahia, anunciou a desistência da contratação do goleiro Bruno por conta da repercussão ruim das negociações com o atleta. Torcedores, grupos organizados da sociedade civil e jornalistas repudiaram a possível contratação do arqueiro pela equipe que disputa a elite do Campeonato Baiano. Em nota nas redes sociais, os dirigentes tricolores anunciaram a desistência.

  Outra equipe chegou a ter tratativas com Bruno para a temporada 2020, mas também desistiu. Ainda em novembro  2019, após negociar e acertar as bases de contrato com o Barbalha, do Ceará, o goleiro teve sua contratação vetada pelo prefeito do município do interior cearense, Argemiro Sampaio, também patrocinador do clube. O principal argumento, segundo e imprensa cearense, foi o histórico do jogador. 

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Facebook Poços de Caldas; divulgação Boa Esporte; e Toque de Bola

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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