Morre Chiquinho, ex-presidente do Tupynambás

Chiquinho no lançamento da temporada 2017 do Baeta

  Aos 64 anos, morreu nesta segunda-feira, dia 21, o ex-presidente do Tupynambás Futebol Clube, Francisco Carlos Quirino, o Chiquinho. O corpo do ex-dirigente esportivo do Baeta foi velado durante a tarde desta terça, 22 e cremado no mesmo dia, em Matias Barbosa.

  Mandatário do Leão do Poço Rico no triênio 2015-2017, Chiquinho foi um dos responsáveis por viabilizar o retorno do futebol profissional ao Baeta. Ao lado do empresário Alberto Simão, atualmente à frente do futebol feminino do Palmeiras, e de integrantes da Associação Desportiva Juiz de Fora (ADJF), o ex-presidente possibilitou o início das campanhas que culminaram com a volta do Tupynambás à elite do Campeonato Mineiro em 2019, e ao cenário de torneios nacionais de clubes em 2020, ano para o qual está prevista a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.

  O clube se manifestou oficialmente através de suas redes sociais na tarde desta terça, lamentando o falecimento do ex-presidente. Também foi decretado luto oficial de três dias no Tupynambás, por conta da morte de Chiquinho.

Na Justiça 

Chiquinho ao lado de Danilo em homenagem de 2016

  Após disputas políticas internas no clube, Chiquinho foi derrotado por Jorge Dias na eleição para o triênio 2018-2020, marcada por polêmicas. Após a transição de poder, o ex-dirigente foi denunciado em processo que tramita em segredo de Justiça na 1ª Vara Criminal de Juiz de Fora.

  Quirino é investigado por transferências de valores para sua conta pessoal e de terceiros; além de saques na boca do caixa, dos pouco mais de R$ 720 mil, recebidos pelo Tupynambás pela cláusula de solidariedade por conta de uma das parcelas da venda do lateral-direito Danilo do espanhol Real Madrid para o inglês Manchester City.  

  Chiquinho também é investigado por suspeita de retirada de documentos e valores em espécie dos cofres do Baeta antes da atual gestão do Leão do Poço Rico tomar posse. Segundo informações de fontes ligadas ao clube, os processos seguem mesmo com a morte do ex-mandatário, já que outras pessoas também estão implicadas e são investigadas.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Toque de Bola; Divulgação/Tupynambás FC

 

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