Em cena! Dança em Cadeira de Rodas

  Disputado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pela quarta vez, o Campeonato Brasileiro de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas agitou Ginásio da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid).

Atletas de vários estados competiram na Faefid

  O sábado, dia 19, foi de muito ritmo e energia dos competidores, em coreografias bem marcadas e ensaiadas pelor cadeirantes e seus parceiros. Equipes de Minas Gerais, São Paulo, Pará, Rio de Janeiro e Paraíba trouxeram a Juiz de Fora mais de 50 competidores e parceiros para a disputa do evento nacional. Eles buscaram títulos nas categorias freestyle, ritmos latinos e standard, sendo avaliados por três juízes.

Reconhecimento

  Como explica a coordenadora do Núcleo do Grupo de Pesquisa em Inclusão, Movimento e Ensino à Distância (NGIME) da Faefid e organizadora da competição, Luciene Fernandes, o importante é a sintonia entre as duplas e os movimentos precisos dos atletas. “O mais importante é a técnica da dança de salão. São dez ritmos a serem dominados pelos competidores. Os juízes avaliaram a conexão entre os parceiros, a harmonia, a beleza estética. São vários critérios, mas esses são os principais.”

Luciene destacou os critérios de avaliação dos competidores

  Depois de cerca de quatro horas de apresentações, foi a vez de coroar os campeões. Multicampeã na noite, a paulista Ana Patrícia Oliveira resume o sentimento de vencer no Brasileiro de Dança em Cadeira de Rodas. “É muito gratificante você ver seu esforço sendo coroado. Já tenho 10 anos de competição. É muito bom ver que vale à pena se esforçar, treinar, deixar vida social, se envolver com os figurinos e receber esse reconhecimento. Dá trabalho, é difícil se preparar, mas quando você vence, esquece disso tudo”, comemorou.

 

  Inspirar  

Ana Patrícia duranta a coreografia campeã do freestyle

  Sucesso, o Brasileiro de Dança em Cadeira de Rodas é mais do que só uma competição. “É muito bonito ver as pessoas com deficiência protagonizando na arte a no esporte. Fico muito feliz e espero que sirva de inspiração. Que outras pessoas com deficiência venham dançar, venham conhecer a dança esportiva. Saiam de casa, venham para a vida. Sou muito feliz dançando e todos podem ser, se redescobrindo para a vida”, chama Ana Patrícia.

  Agora, a expectativa é pelo esporte se tornar paralímpico oficialmente, como explica a presidente da Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas, Eliana Ferreira. “O Brasileiro de Dança em Cadeiras de Rodas nesse formato deve ser o último. A partir do ano que vem (em Belém do Pará), será uma competição continental. O Brasil assume o papel de desenvolvedor da modalidade na Amárica Latina, ao lado do México. E estamos aguardando a votação para que o esporte se torne olímpico em Tóquio 2020.”

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Toque de Bola

Deixe seu comentário