Eleição no Tupi: chapas ainda sem registro

  A disputa pela presidência do Tupi no triênio 2020/2022 está chegando em sua reta decisiva, e as campanhas ficam mais intensas. Mas, curiosamente, nenhuma das duas candidaturas já colocadas sequer registou-se na secretaria do clube.

  Para disputar o pleito, agendado para o dia 5 de outubro segundo edital publicado no fim do último mês, os interessados devem registrar as candidaturas até o dia 23 de setembro na secretaria do Tupi. Para homologar a chapa é necessária a reunião de 80 assinaturas de sócios do Carijó. Estes podem assinar para mais de um candidato, ou seja, o compromisso não é necessariamente uma garantia de voto neste ou naquele concorrente à presidência.  

Quem quer?

  Na chapa JR 2020, José Luiz Mauler Júnior, o Juninho, atual presidente do conselho deliberativo do Carijó, é o candidato a presidente, cargo que já ocupou entre 1999 e 2004. Na oposição, a chapa SOS Tupi, é comandada pelo ex-vice de futebol do Alvinegro de Santa Terezinha, Cloves Santos, que fez parte da diretoria entre 2008 e 2016, com afastamento no primeiro semestre de 2013 e retorno na segunda metade do mesmo ano.

  Ambos os grupos pretendem deixar para os últimos instantes seu registro. “Ainda não registramos. Temos tempo”, diz Juninho. “Vamos apresentar no dia 23, que é a data limite”, marca Cloves. Em maio, tanto Mauler quanto Santos deram entrevistas exclusivas ao Toque de Bola, abordando suas principais propostas.

  A Comissão de Fiscalização Eleitoral (Cofel) para o pleito de 5 de outubro foi escolhida pelo conselho deliberativo do clube no último mês e será composta por  cinco integrantes. O presidente é Jarbas Raphael da Cruz e, além dele, Sebastião Domingos Pipa, Eray Ferreira, Edson Silvério Ribeiro e Bernardo Ramos Fortuna são os responsáveis pelo monitoramento do processo eleitoral.

Desistência?

  Assim, até a próxima segunda, podem ocorrer mudanças. Até mesmo o surgimento de uma terceira chapa é possível – há alguns meses já foi especulada nos bastidores do clube uma possível candidatura ligada à atual diretoria alvinegra, o que perdeu força nas últimas semanas. Mas, segundo os concorrentes colocados, desistências não estão no horizonte. 

  Segundo Cloves, também está descartada qualquer composição com a chapa adversária no pleito. “Desistência e composição nem pensar. Nossas propostas são completamente diferentes e distintas, então não há essa possibilidade. Não é nenhum tipo de caça às bruxas ou condenação prévia, são projetos muito diferentes”, avalia o ex-vice de futebol.

  Já Juninho também afirma que não abandonará o pleito, mas não fecha as portas para uma improvável união com os adversários atualmente colocado. “Desistência nunca, não há possibilidade. Sobre composição, nunca devemos estar fechados para ideias para o bem do Tupi”, diz o atual presidente do conselho deliberativo.

Como vencer?

  Segundo Juninho, sua busca de momento é conquistar o associado carijó. O candidato também faz as contas para vencer a disputa. “A campanha está direcionada para o sócio, que é o dono do clube. Acredito que, em média, votarão 500 pessoas. Para vencer, é metade mais um. Então, com esse número, 251 votos. Claro que eleição é sempre uma incógnita”, considera.

  Santos busca mesclar tradição e inovação na campanha. “Fazer com que o associado mais antigo nos dê um voto de confiança, e unamos a experiência com a juventude para oxigenar o clube. Saber quantos sócios votarão é difícil, porque as listas nunca condizem com quem está apto. São anos e anos sem atualização. Tomando como base a última eleição, 370 ou 380 pessoas. Assim, trabalhamos com o número de 250 votos. Mas é impossível prever”, afirma.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Artes: Toque de Bola

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