Fajardo vai buscar acesso!

Fajardo comanda o Manaus há cinco meses

  O técnico sanjoanense, radicado em Juiz de Fora, Welington Fajardo, vai disputar o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro comandando o Manaus, do Amazonas.

  Foi com o coração batendo mais forte nos pênaltis que Fajardo levou sua equipe à classificação nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro diante do São Raimundo, do Pará. Após perder a primeira partida, no dia 30 de junho, em Santarém, por 1 a 0, o Manaus venceu pelo mesmo placar no último sábado, dia 6. A igualdade de marcadores levou a decisão para as penalidades, e o time de Welington se classificou com um 4 a 3.

Cereja do bolo

Para técnico, o acesso seria a cereja no bolo da temporada

  O ex-treinador do Tupi, campeão da Taça Minas 2008 pelo Carijó, quer coroar a temporada com o acesso. “Agora esperamos concretizar esse acesso. Já que a nível estadual conseguimos o título com invencibilidade a partir da minha chegada. É tentar colocar a cereja no bolo da temporada. Voltar a ter um time do Amazonas no cenário da Série C. São 20 anos que eles não conseguem esse acesso. A gente nota que estão todos empolgados pelo público que dobra a cada jogo na Arena Amazônia. Isso é muito bom, sinal de que estão acreditando”, comemora.

  No mata-mata do acesso, o time de Fajardo vai enfrentar o Caxias, do Rio Grande do Sul, que passou pelo paranaense Cianorte, com um empate em 0 a 0 em casa e uma vitória nos domínios do adversário, por 2 a 1. O primeiro jogo está marcado para o domingo, dia 14 de junho, às 16h, no Estádio Centenário, na Serra Gaúcha. Já a partida de volta está prevista para o dia 20 de julho, sábado, às 16h, na Arena da Amazônia, em Manaus.

Dura classificação

Hamilton comemora seu gol na vitória de sábado

  No jogo de volta das oitavas de final, o Manaus o gol do time da capital, no tempo normal, saiu aos 38 minutos do primeiro tempo, com Hamilton cobrando penalidade. Já nas cobranças, o mesmo Hamilton podia ter garantido a classificação, mas parou nas mãos de Bruno Colaço. Sorte dele que, logo após, Mariano, do São Raimundo, chutou por cima do gol de Jonathan, que já havia defendido uma cobrança dos paraenses, e a vaga nas quartas ficou com o Manaus.

  “Foi um jogo no qual começamos bem, mas depois o nervosismo tomou conta. Até o gol sair. Após o gol, no segundo tempo, tivemos um jogo bem abaixo do nosso nível normal. O São Raimundo saiu, tentando empatar e decidir a classificação, mas acabou indo para os pênaltis. Nós treinamos as cobranças desde a passagem paras os mata-mata, todos os dias. Escolhemos os melhores e tivemos sucesso”, comemorou Fajardo.

Revolta e alívio

Fajardo ficou 21 partidas invicto no comando do Manaus

  Segundo o treinador, a partida de volta, mesmo com a vitória, foi mais dura que a primeira. “À medida que o campeonato foi avançando, encontramos adversários mais fortes. O São Raimundo é uma excelente equipe. Foram dois jogos muito difíceis. O segundo até mais que o primeiro, porque eles são um time que joga melhor fora de casa, de forma reativa, e nós jogamos com um nível de ansiedade muito alto”, avalia Welington.

  No mata-mata, Fajardo perdeu sua invencibilidade à frente do Manaus, que durou 21 jogos, o que provocou um misto de revolta e alívio no Manaus. “Com a relação a perda da invencibilidade, tiveram dois sentimentos: a revolta, pelo pênalti muito mal marcado já que a bola bateu na coxa do zagueiro, que ainda foi expulso; e até uma forma de alívio. Porque, queiramos ou não, é um peso e você carregando a sequência invicta, chama mais atenção e motiva o adversário. Lógico que queríamos manter e tentar ainda mais, mas acabou que mesmo assim conseguimos pensar só no segundo jogo, fizemos uma grande partida e saímos com a classificação”, disse.

Mudanças no Manaus

Fajardo mudou filosofia e ganhou moral com resultados

  Segundo Fajardo, a classificação e a boa fase do Manaus veio com trabalho tanto dentro como fora de campo. “Já são cinco meses. Dentro de campo conseguimos fazer o time jogar um futebol competitivo. Logicamente, não foi fácil. Mudar uma filosofia nunca é. Temos também o gerente aqui, Ângelo Marcio, que é de Minas Gerais. Tentamos com os presidentes (Luis) Mitoso e Giovanni (Silva), organizar o fora de campo. Com isso, estamos conseguindo fazer um bom trabalho, realizar todos os treinamentos da forma que a gente gosta”, comemora.

  Para Welington, os resultados foram a prova para todos que o time está no caminho certo. “Houve uma mudança de mentalidade, um nível de exigência maior do que eles estavam acostumados. A aceitação veio, na medida que os resultados também vieram. Foram 21 jogos invictos, com o título amazonense e as fases (de grupos e o primeiro mata-mata) da Série D entre elas. Um futebol com mais intensidade, mais organização tática”, explica.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Divulgação Manaus FC

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