Alívio e lamento alvinegro

  A vitória do Tupi, por 2 a 0, sobre o Hercílio Luz, na última rodada da primeira fase da Série D do Brasileiro não foi motivo de comemoração, mas sim de um sentimento de alívio para atletas alvinegros.

  Apesar de não ter conquistado a classificação, o fim do jejum de 10 meses sem um resultado positivo foi destacado. Mas o clima de insatisfação era comum entre os jogadores ao final da participação na Série D.  O Toque de Bola conversou com os principais nomes do elenco Carijó logo após a partida de domingo, dia 9, e traz o clima da despedida do Tupi da temporada de 2019 em campo (clique e confira as análises em vídeo).

Gosto amargo

Ademilson voltou, mas não conseguiu evitar o vexame

  Ainda na saída de campo, o atacante e ídolo da torcida, Ademilson, lamenta e considera a situação oportunidade de aprendizado. “Uma pena que essa vitória veio na última partida. Se tivéssemos um pouco mais da vontade que demonstramos contra o Hercílio, acho que seria diferente. Fica a lição para as próximas competições. Se corrermos um pelo outro e darmos o máximo de nós, a gente consegue nosso objetivo”, avalia.

  Adê deu razão às cobranças vindas da arquibancada. “A torcida tem razão. É direito deles e, realmente, nós deixamos a desejar. Nós jogadores tínhamos que nos cobrar também. Saio daqui com a cabeça erguida, porque sei que eu dei o meu máximo. Infelizmente, não consegui o que eu queria, que era a classificação, mas o grupo está de parabéns por esse último jogo”, finaliza.

No sacrifício

Hugo não conseguiu desempenhar um bom futebol no Tupi

  A equipe que entrou em campo para defender o Tupi na vitória diante do Hercílio Luz foi o que, de fato, restou em Santa Terezinha. A diretoria avisou aos atletas ainda na segunda-feira, dia 3, que o time seria alternativo no último jogo e deu passe livre aos que não quisessem participar da partida, mediante a um acordo financeiro.

  Contratado para ser referência do meio-campo Carijó durante a temporada, Hugo Rodrigues foi um dos que permaneceram. Ele se lesionou antes do Campeonato Mineiro e não participou do Estadual. Na Série D, mesmo no sacrifício, o meia não conseguiu ajudar a livrar o Tupi do vexame em 2019.

  “Tive a infelicidade de ter uma lesão no Mineiro e não consegui participar de nenhum jogo. Fiquei muito triste com o rebaixamento, ainda mais tendo a certeza de que se eu estivesse em algum jogo eu poderia ter mudado essa situação. Na Série D, fiz um esforço grande. Minha perna ainda não está 100%, estou jogando no sacrifício. O Tarso me perguntou se eu aguentaria. Disse que sim, mas foi na luta. O que nós queríamos fazer para tirar o Tupi dessa situação a gente tentou. Mas infelizmente só conseguimos vencer na última rodada”, lamenta o meia.

Quis ficar

Vilar teve proposta do Tombense, mas ficou

  Um dos atletas mais identificados com a torcida, Ricardo Vilar quis defender o Galo. No início da temporada, o goleiro teve uma boa proposta para deixar o Tupi. A informação foi mencionada durante a apresentação do elenco, no Estádio Salles Oliveira. O Toque de Bola apurou que o clube a procurar o goleiro foi o Tombense, com um salário consideravelmente maior do que o recebido no Carijó, bem como o tempo de contrato oferecido. Durante a conversa com equipe do Toque, ele citou as oportunidades de sair do Galo.

  “Eu fui um cara que acreditei em um projeto, permaneci para o Campeonato Mineiro mesmo tendo outras propostas, tive outras situações para sair após o Mineiro, mas honrei minha palavra e fiquei até o final”, pontuou.

  Ao final da entrevista, Vilar falou em fim de ciclo, despediu-se do clube e tratou sua passagem como motivo de orgulho. “Cara, para mim foi um orgulho muito grande vestir essa camisa. É um ciclo que se encerra, não sei o que vai acontecer daqui pra frente, principalmente pelo fato de o Tupi não ter calendário. Cumpri meu contrato, honrei a camisa, independente de resultados eu sempre procurei ser profissional e fiquei até o final. Quero agradecer ao clube por ter me dado a oportunidade de criar uma identidade e vestir a camisa de uma instituição tão tradicional. Eu saio com o sentimento que eu fiz o meu melhor.”

Texto: Toque de Bola

Fotos: divulgação Tupi FC; e Toque de Bola

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