Tradição, retomada e vocação!

   Motivos não faltam para acreditar que vai dar certo.  

   É assim que o presidente do Clube Bom Pastor, Catgut Bandeira, está avaliando a incorporação de profissionais experientes para atuarem nas escolinhas e equipes de base do voleibol do clube.

Catgut (ao centro) com Muzzi e Tdinho

  Além do aspecto esportivo, da volta de equipes do “Bompas” às competições estaduais e do aumento do número de pequenos grandes atletas no dia-a-dia do clube, o dirigente destaca outros pontos que vão além das quadras. “É importante que o esporte motive as pessoas a estudar, a progredir.  Já temos exemplos de atletas do Bom Pastor, de outras modalidades, como futebol e natação, indo para as high schools nos Estados Unidos. A meta é aumentar isso, com a tradição que nós já temos no esporte”, revela o presidente, citando Júlio Rangel (futebol), Thiago Ferreira (natação) e Giulia Fazza (natação) que fazem universidade na Terra do Tio Sam, além de Arthur Moraes (natação) que cursa o hi-school norte-americano.

Referência

   O fato de ele mesmo ter sido orientado pelo agora coordenador do voleibol de base do Clube, André Muzzi, quando atleta, serve como uma referência. “O trabalho em equipe e as relações interpessoais contam muito para o crescimento da pessoa. Tive esse exemplo quando treinei com o André. Mesmo se por algum motivo o aluno, atleta não se tornar profissional, com certeza o aprendizado valerá. Se eu cheguei a ser comandante de avião, com certeza é em função dessa oportunidade que eu tive lá atrás.”

  Sobre o resgate na formação de equipes fortes em competições estaduais, Catgut demonstra confiança nas leis de incentivo ao esporte: “Já temos a Medquímica e a Unida e contamos com o apoio do empresariado da cidade. Não é patrocínio, é renúncia fiscal”, lembra.

Micherif (4º da esquerda para a direita) com o timaço do CBP

Base forte

  Segundo o diretor de vôlei do Bom Pastor, Luiz Gustavo Micherif, diversas categorias estarão contempladas no novo projeto do clube. “Estão nele todas as categorias masculinas e femininas, do sub-12 ao sub-18. Vamos voltar a participar com força total. É um projeto de longo prazo, como uma iniciativa de base deve ser. Muito bem estruturado, com muitos profissionais gabaritados. Queremos formar atletas para seguirem carreira. Seguir nossa vocação de formador e ver esses jogadores brilharem. Vamos voltar a ser um dos maiores clubes de formação no cenário nacional, além de buscar títulos. Essa é a melhor projeção que um jogador pode mostrar”, destaca.

  Como ex-atleta de vôlei do clube, Micherif sabe bem como o esporte pode fazer a diferença para quem se engaja nele. “Só tenho a agradecer o que o esporte fez na minha vida. É um alicerce para qualquer jovem. Me formei no Bom Pastor, onde joguei quase dez anos, com passagens pela Seleção Mineira. Joguei profissionalmente em Goiás, depois no Rio de Janeiro, onde me formei na profissão por conta de bolsa-atleta. Atualmente, temos um atleta, o Gabriel Spinelli, que esteve esse ano com a Seleção em Saquarema. Foi vice-campeão brasileiro de seleções com Minas Gerais. E nosso treinador, o Mandela (Marcus Vinícius), foi campeão desta competição com a equipe do Rio de Janeiro. Ou seja, já estamos a todo vapor, esse é só um incremento do que já está em curso no clube”, explica.

Clube espera seguir revelando talentos

Grandes nomes

  O diretor destaca que o Bom Pastor sempre foi referência no esporte, e o novo projeto só é uma evolução do estágio atual do clube. “A procura pelo Bom Pastor sempre existiu. Já estamos garimpando os colégios, através de projetos de Lei de Incentivo ao esporte. Creio que a iniciativa vai mexer em muito com o vôlei da cidade e região. Visto que o Bom Pastor é um dos maiores em termos de projeção de atletas no estado, com dois campeões olímpicos formados na base (Giovane Gávio e André Nascimento) e um jogador atualmente servindo à Seleção, o Felipe Roque. Uma história de diversos jogadores que já serviram às seleções mineiras. É uma força exponencial, e o projeto só tem a acrescentar nesse cenário”, considera Luiz Gustavo.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Toque de Bola

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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