Exclusivo: Diogo Giacomini, campeão do Módulo 2

Giacomini orienta de perto seus atletas em campo

  Em uma campanha de seis vitórias e sete empates, o técnico Diogo Giacomini levou o Coimbra ao título invicto do Módulo 2 do Campeonato Mineiro este ano. Após sua segunda conquista como treinador profissional, o treinador falou com exclusividade ao Portal Toque de Bola.

  O comandante do time de Contagem deu dicas sobre o Módulo 2 atual para o Tupi, que jogará a competição no próximo ano, além falar sobre o futuro do time de Contagem. Depois de passagens pelos times de base de América-MG, Cruzeiro, Palmeiras e Atlético, onde também foi auxiliar e treinador interino do profissional, Diogo quer cumprir e, se possível, renovar seu contrato para estar na elite do Mineiro em 2020. 

  Aos 39 anos, Giacomini já comanda os treinos do time B do Coimbra. A equipe de Contagem se prepara para a disputa da Segunda Divisão do Mineiro, a partir de 10 de agosto.

Coimbra se sagrou campeão invicto na final com o Uberlândia

Campeão  

  “Uma conquista incontestável, de forma invicta, com a melhor defesa da competição. Não levamos nenhum gol como mandante. Fizemos a melhor campanha da primeira fase e, nos mata-mata, confirmamos essa primeira colocação. Um trabalho completo, com início meio e fim. Estou muito feliz com a forma que conseguimos fazer a equipe jogar, mesmo no Módulo 2. Um futebol bonito, com a bola no chão e propondo jogo a todo momento, sem deixar de ter um equilíbrio defensivo muito bom. Estão de parabéns todos os atletas, diretoria e comissão do Coimbra.”

O que o Tupi vai encarar

  “O Tupi vai encontrar no Módulo 2 um campeonato muito competitivo, muito parelho. Composto por equipes de tradição e times que frequentaram a Primeira Divisão do Mineiro há pouco tempo. Clubes tradicionais no estado. Prevejo uma competição dura na próxima temporada, mas na qual o Tupi tem total condição de retornar à elite em 2021.”  

Coimbra B

  “O Coimbra B (projeto lançado pelo time de Contagem e confirmado no arbitral da Segunda Divisão do Mineiro) será comandado por mim na competição. É uma ideia de colocar os jogadores sub-23 do clube para jogar. Alguns que ficaram no banco, foram reservas no último Módulo 2. Dar rodagem para o elenco, revesar o time titular. Utilizar a competição também para avaliar jogadores.”

Torcida do Coimbra ainda é pequena 

Falta o torcedor

  “Nós ainda não temos uma torcida expressiva. Até pelo fato de sermos um clube empresa, nos moldes de outros como Red Bull, Audax e Desportivo Brasil. E a gente sentiu isso nos mata-mata, principalmente quando fomos jogar o jogo de ida da semifinal, contra o Nacional, em Muriaé. Estádio cheio, torcida pressionando arbitragem, incentivando o time deles.

  Na decisão também, no Parque do Sabia, em Uberlândia, estava bonito. Eles empurraram o time durante o jogo. Nos nossos mandos, tínhamos apoios mais de alguns familiares dos jogadores e algumas pessoas da comunidade de Contagem que fica próxima ao nosso CT. Realmente esse é um desafio que nós temos. De saber que ainda vai demorar um tempo para que o Coimbra tenha uma torcida mais expressiva. Sem dúvida é um desafio a mais para a gente.”

Giacomini (centro) quer comandar o time na elite em 2020

Fica no Coimbra?

  “Tenho contrato em vigência com o Coimbra até 31 de dezembro de 2019. Pretendo cumpri-lo, e penso que, nos próximos dias, a diretoria deve me chamar para conversar sobre 2020, propondo uma renovação. A ideia é permanecer. No Brasil a gente reclama muito, principalmente os treinadores, que são mandados embora pelos clubes, fazendo trabalho de dois ou três meses.

  Então, quando encontramos um lugar com estrutura física, segurança por trás em termos de respaldo da diretoria, deixando desenvolver trabalho de médio e longo prazo, temos que continuar esse trabalho. Sei que, com dois acessos consecutivos, o mercado se movimenta bastante, existem sondagens e procuras. Mas a minha intenção inicial é permanecer no Coimbra para a disputa do Módulo I.”

Para técnico, gestão profissional é necessária nos clubes

Gestão profissional é o futuro

  “Os casos de sucesso mostram que um clube empresa pode chegar muito longe. Tenho certeza que, em médio ou longo prazo, o Coimbra vai atingir uma competição nacional. Terá consistência para continuar buscando acessos e ir subindo de divisão. Porque a gestão do clube é profissional. Então, não acho que, necessariamente, os clubes tenham que virar ‘SA’. Mas a gestão precisa se profissionalizar. De todos eles. Se não, estão fadados ao insucesso. Vemos atualmente o rombo existente nos cofres dos grandes clubes, pois não são geridos de forma profissional.”

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Fotos: Facebook Coimbra Sports

    

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