Entrevista exclusiva: Juninho, candidato à presidência do Tupi

  Na cobertura especial da eleição do Tupi, o Toque de Bola encaminhou aos candidatos a presidente do clube 15 questões. Formuladas para apresentarem os postulantes ao cargo de mandatário do Carijó entre 2020 e 2022, as perguntas procuraram abranger as propostas de cada um em áreas de grande preocupação do torcedor alvinegro.

Juninho concorrerá à presidência do Tupi

  Confira as respostas do candidato José Luiz Mauler Júnior, o Juninho, 52 anos e 49 de Tupi, da chapa JR 2020. 

Por que quer ser o presidente do Carijó no triênio 2020-2022?

Porque entendo que, com minha experiência, posso mudar o destino do clube, e porque os associados me solicitaram essa candidatura.

Após sucessivos rebaixamentos, qual é o plano para recuperar o futebol do Tupi?

Para recuperar o Tupi, precisamos montar uma boa categoria de base como fiz em 1999 e tornar a administração mais profissional e responsável.

Quais ações específicas serão tomadas no sentido de recuperar o futebol do Tupi?

Vou permutar Santa Teresinha com uma construtora por um CT. Caso haja torna para o clube, me darão apartamentos que poderão ser utilizados para moradia de jogadores ou para gerar renda para o clube.

Com relação à gestão do departamento de futebol, quais as ideias?

Temos um patrocinador máster interessado em gerir o futebol, com participação nos lucros de vendas e empréstimos de jogadores, vendas de camisas e exploração de espaços publicitários.

Quem comandará o futebol carijó? Existe a possibilidade de parcerias? Em qual formato?

Quem comandará será Adil Pimenta e as parcerias já existem. Seriam no formato de cogestão.

Já existem investidores interessados em apoiar o projeto? Quais e de que maneira?

Existem investidores, mas não querem divulgar o nome. Mesmo porque, nosso grupo não ganhou a eleição e as negociações são conosco.

Após vários anos, o Tupi retomou o trabalho com o time sub-20. Há planos para sua continuidade? Necessidade de renovação do compromisso? Seria viável formar a base do time para 2020 com esses garotos?

Os investidores querem priorizar o sub-20 e sub-17 para formar a base para 2020 e para captar recursos com esses garotos.

Com sua experiência anterior no futebol do Tupi, o que você não repetiria, faria diferente e manteria?

Claro que, em algumas situações, agiria diferente. Não só porque cometi erros, mas também porque a forma de gerir o futebol mudou. Parece que não, mas o futebol de 1999, quando fui presidente, é bem diferente do atual.

Como seu passado ou de seu grupo no clube pode interferir na futura administração?

Corrigindo erros cometidos por inexperiência e criando novos campos de atuação para sanarmos o clube, coisa que não enxergamos no passado.

Com relação à área social do clube, quais os planos? E em outras modalidades?

Os planos são os de trazer o associado de volta, pois clube sem sócio não passa de um cemitério. Revitalizar a sede como fiz no passado. O Tupi hoje não tem outras modalidades que o represente, exceto a natação e o futebol de mesa, que serão mantidos. Caso apareçam novas modalidades, serão estudadas as possibilidades de viabiliza-las sem onerar o clube.

Recentemente, o clube arrendou parte de sua sede social para a construção de um prédio de escritórios. Como pretende gerir e defender os interesses do Tupi nesse empreendimento? E os recursos que ele pode gerar, como serão aplicados?

A gestão será acompanhada de perto pela diretoria, pois temos salas que serão exclusivamente nossas. Os interesses estão garantidos através de contrato. Os recursos serão aplicados onde foram gerados, ou seja, na sede social.

Existe a possibilidade de, até o pleito, haver uma composição com outro grupo que disputa a presidência do Tupi?

Sempre há interesse em composição. Ainda mais se for beneficiar a instituição, que está acima de todos os candidatos. O que não podemos é entregar o clube a oportunistas que nunca frequentaram a sede social e que têm interesse somente em poder, status e ganância pessoal. Se todos estiverem pensando no Tupi, as prováveis chapas trilharem o caminho de honrar a instituição e recuperar o clube. Quem não estiver interessado em unir forças estará provando que não é Carijó de verdade e não merece ocupar um cargo de tamanha grandeza.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Foto: Júnior Ayupe/Tupi FC

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