Memória! ‘Época de ouro’ do futebol de salão local é retratada em livro

Lançamento da obra será nesta quinta

  Uma resenha impressa para boleiro e quem se lembra de como era o futebol de salão. Assim pode ser definido o livro “Dentro da área Não Vale”.

  Idealizada e organizada pelos médicos Márcio Itaboray e Carlos Salomão Musse, a obra será lançada oficialmente nesta quinta, às 18h, no Clube Bom Pastor.

  Com uma coleção de depoimentos de 18 personagens ligados ao futebol de salão, o livro resgata algumas histórias e curiosidades do esporte nas décadas de 1960 e 1970, considerada a época de ouro da modalidade em JF pelo autores.

Importante

  “Na verdade é uma resenha. Um livro para quem gosta de futebol. Em Juiz de Fora existia um movimento muito grande de futebol de salão nas Olimpíadas Universitárias e na Liga. Foi um momento muito importante. Existiam poucas quadras, mas era a época de ouro do futebol de salão na cidade”, explica Márcio.

Márcio (agachado ao centro) no Bandeirantes Bom Pastor

  Segundo Itaboray, a ideia foi de resgatar histórias contadas e vividas entre amigos. “Surgiu de uma conversa minha com pessoas que atuaram no futebol de salão nesse tempo. Sempre gostei muito de memória, dessa história. Joguei futebol de salão pelo Bom Pastor, fui sócio-atleta do clube durante seis anos. Disputei campeonatos municipais, regionais e estaduais. O pessoal daquela época sempre que se encontra, puxa na lembrança quem jogava, quem fez o gol, os jogos, etc”, lembra o organizador.

Outro esporte

  No próprio título do livro, os autores destacam uma peculiaridade do futebol de salão: a regra que não permitia gol dentro da área. Para Márcio, essa não é a única diferença entre o futebol de salão e seu sucessor, o futsal. De acordo com o organizador, a versão antiga é uma modalidade extinta, e o que existe atualmente é outro esporte.

  “Por todos os depoimentos do livro, você percebe que era outro esporte. Então, a gente encara o futebol de salão como um esporte que acabou. Na obra, há comparações entre futsal e futebol de salão. É muito diferente. A única coincidência praticamente são os cinco jogadores. A bola é diferente, a quadra é diferente, as regras muito diferentes, tudo é diferente”, considera Itaboray.

Documentado

Livro ter registros como esse de Tupi (branco) x Heliar

  Para a execução da obra, Márcio e Musse contaram com o apoio do Fórum da Cultura, ada UFJF, e de familiares. “O livro é baseado em depoimentos. São 18 entrevistados. Fizemos no Fórum da Cultura e produzimos um documento audiovisual muito interessante, juntamente com a Christina Musse, esposa do Carlos e professora de jornalismo, e meus filhos, um jornalista e outro estudante da área”, conta Itaboray, falando sobre os herdeiros Renato e Pedro.

Jaiminho, uma referência

  Mas mesmo assim, teve gente que ficou de fora, que sabe para uma nova obra. “Quem eu queria ter entrevistado foi o Jaiminho. Ele era considerado o melhor jogador de Juiz de Fora. Mas, por alguns problemas particulares, não conseguimos. Outras pessoas não quiseram gravar, como o Gaguinho (Adonise José Ribeiro, lendário técnico e árbitro de futebol de salão e futsal juiz-forano), mas me passou todas as informações. Há histórias boas aos montes”, garante Márcio.

Texto: Toque de Bola – Wallace Mattos

Artes: divulgação

Fotos: Facebook Márcio Itaboray; reprodução da página 145 do livro “Dentro da Área Não Vale” 

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