SOS Tupi! Grupo se reúne com cartolas e protesta no Mário Helênio

Guilherme e Fabrício relataram encontro com a diretora

  A partida que sacramentou o rebaixamento do Tupi para o Módulo 2 do Mineiro foi marcada pelo posicionamento e expressão da revolta dos torcedores com a atual situação do clube.

  Na chegada ao Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, torcedores tradicionais do Alvinegro de Santa Terezinha estavam reunidos ao lado do portão principal na primeira ação do movimento SOS Tupi ao lado da campanha “público zero”, da Tribo Carijó.

  Representantes do SOS Tupi, os torcedores Guilherme Aníbal e Fabrício Camilo conversaram com o Toque de Bola, que vem acompanhando os desdobramentos do movimento. Na sexta, dia 15, a dupla esteve reunida com a diretoria do alvinegra, representada pelo consultor de futebol, André Luiz; o diretor administrativo, Bernardo Fortuna; o diretor financeiro, Jarbas Cruz; e a presidente Myriam Fortuna. 

Leve

Apesar do “público zero”, torcedores compareceram

  Segundo os representantes do SOS Tupi, o encontro com a diretoria transcorreu em clima leve. Além da atual situação do clube, foram tema de conversas a formação do time para a Série D 2019, que começa em maio, e as próximas eleições no clube.

   Por enquanto, o único pré-candidato anunciado é o ex-presidente (e atual presidente do Conselho Deliberativo) José Luiz Mauler Júnior, cuja confirmação da candidatura se deu novamente em entrevista à Rádio CBN Juiz de Fora, na manhã desta segunda.

  Já o SOS Tupi disse ter procurado o grupo político ligado ao ex-vice de futebol, Cloves Santos. Confira abaixo o relato completo dos torcedores sobre o encontro.

Com público

Técnico e diretor destacaram o jogo sem vaias ao time

  Paralelamente ao ato do SOS Tupi na porta do estádio, a principal torcida organizada do clube, Tribo Carijó, lançou o a iniciativa “público zero” e não compareceu às arquibancadas do Mário Helênio. Mas, quem esteve na arena local pôde perceber que os torcedores compareceram aos jogo, até mesmo em maior número do que a média do Tupi no Estadual.

  O fato do comparecimento de torcedores e de não terem ouvido vaias à equipe durante ou depois da partida foi destacado tanto pelo técnico do Carijó, Beto Sousa, como por André Luiz em coletivas após a derrota para o Cruzeiro.   

Torcedores relatam o encontro entre representantes do SOS Tupi e a diretoria do clube:

Clima da reunião 

  “Foi uma reunião bem leve, onde a gente expôs toda a dificuldade que temos tido em formação de elenco, jogadores sem responsabilidade no clube. É um problema recorrente, são dois campeonatos e duas quedas, vemos uma corda muito frouxa correndo dentro do clube. Cobramos uma posição de diretoria, um compromisso com o torcedor Carijó que não está tendo. Ela (Myrian Fortuna, presidente do clube) expôs as situações que o clube passa, mas não podemos deixar que isso vire uma colônia de férias para atletas. O Tupi hoje se tornou um retiro, onde eles vêm, fazem o que quiserem, vão para balada e vêm jogar bola. Virou um time de pelada. Nossa proposta é dar um apoio, fazer uma parceria com ela e ter a antecipação das eleições. Só que isso ainda não foi discutido, nós devemos propor a ela uma nova reunião e tentar fazer alguma articulação para antecipar as eleições”, Guilherme Aníbal.

Time para Série D 

  “Dentro disso eu acho que fica até difícil a gente dar uma resposta sobre o assunto porque teria que ser uma resposta deles. Nós somos até oposição à atual gestão. O feedback foi que eles vão formar um time, dentro de uma consciência orçamentária, e que eles não vão fazer nenhuma loucura. Nossa preocupação é, além de poder ficar sem divisão nacional, o modelo de gestão. Queremos a mudança desse modelo de gestão e pessoas diferentes, gás novo. Tudo nessa vida tem que ter uma renovação, então hoje é isso que queremos. Essa questão de futebol nós não entramos muito, porque somos uma oposição à atual gestão”, Fabrício Camilo.

Chapa para presidente

  “Ainda não temos uma escolha. Fizemos uma busca pelo Cloves (Santos), alguns outros associados e eles receberam isso muito bem, gostaram e falaram que vão comprar a ideia. Nós não votamos, mas somos torcedores. Reivindicamos muito isso, porque o sócio-torcedor do Tupi já tem muito tempo que não é renovado. Nada contra a idade das pessoas que estão lá, mas tudo tem que ser renovado no processo político, no processo eleitoral e no processo de um clube como o Tupi, que quer crescer, que quer ter novos torcedores, que quer trazer crianças e jovens para poder participar do Tupi. Então, nós queremos que o Tupi abra as portas para a torcida. A torcida precisa disso”, Fabrício.

Nova reunião

  “Fizemos o pedido através da assessora solicitando uma nova reunião com ela. O intuito da SOS e de todos os movimentos é ajudar o Tupi. A gente não tem problemas pessoais, o que preocupa é a situação que o nosso clube se encontra. Não tem credibilidade nenhuma. Temos um desenho de proposta a fazer, um desenho de trabalho. Assim como o Fabrício ressaltou, não somos associados, mas estamos respaldados por associados que querem fazer esse trabalho. Não dá mais. Se não me engano é um legado de quase dez anos com esse tipo de gestão e o Tupi precisa de algo novo. Precisa trazer aqueles torcedores que vinham e lotavam o Mário Helênio, podia ser um jogo de Módulo 2. Hoje não temos mais isso devido a essa queda de credibilidade. Já anunciamos o Cloves, que aceitou participar desse desafio com a gente e através dele vão vir outras pessoas do bem que querem fazer o melhor para o Tupi”, Guilherme. 

 

Texto: Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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