Ancorado na experiência, Baeta reage. Futebol do Tupi segue sem rumo

 

Hidratação no primeiro tempo de Tupynambás x Tombense: jogo às 11h no verão é mais um obstáculo

  Depois da terceira rodada do Campeonato Mineiro, “perguntamos” aqui à dupla Tu-Tu, diante de um duplo 5 a 0, onde estavam os “argumentos” das duas equipes em campo para evitar  ou diminuir aqueles resultados vexatórios.

   Mais duas partidas se passaram, novamente sem muito tempo para treinos entre elas, e percebemos que aquele trágico ”dez a zero” teve significados e consequências diferentes.

   O Tupynambás reconheceu o vexame e se aprumou. Trouxe um ponto de Patrocínio, tendo até aberto vantagem no marcador. Pelo relato dos companheiros que lá estiveram, foi um encontro de duas equipes praticantes do chamado futebol competitivo.

  No domingo, no criminoso (para os atletas) horário de 11h no verão, o Baeta, sem dúvida, criou muito mais oportunidades que o bem montado Tombense de Ricardo Drubscky, apesar do empate sem gols. Foi um desempenho até surpreendente, considerando o volume de jogo e os veteranos do time naqueles sol e calor.

 

Ademilson dá início ao contra-ataque do Tupynambás contra o Tombense

Adê: a ser estudado

  (Parênteses para o Ademilson. Como já disse o treinador Surian, “é um caso que tem que ser estudado”. Em campo desde o início, dava impressão que correria, fácil, mais uns 15 minutos depois dos quase 100, entre 11h e 13h).

  Dois jogos depois, e quase já na metade da fase de classificação, podemos afirmar que o Tupynambás tem uma equipe equilibrada, ancorada nas peças experientes, que só se perdeu, de fato, nos 90 minutos diante do Boa. Foi depois da goleada, por exemplo, que Ademilson passou a atuar desde o início.

   

Já o Tupi…

  Impressionante como o Tupi começou a temporada com uma equipe tão instável, irregular, mal técnica, física e taticamente. O jogo contra o Villa, na quarta-feira passada, foi uma radiografia dura e estarrecedora do panorama.

Contusão de Leandro Brasília: nova baixa no Tupi

   Nas cinco partidas disputadas, exceto raros momentos contra Tombense, Tupynambás e Caldense – aqui, quando conseguiu virar o placar no início da segunda etapa, a equipe foi inconsistente, sem padrão (observe-se: em nenhum momento vimos falta de empenho, mas um time desestruturado).

    Mais que o drama gerado por não ter feito o “dever de casa” ante adversários do mesmo tamanho e a reconhecida dificuldade de pontuar diante de Cruzeiro e Atlético, por exemplo, por motivos óbvios, a questão, ao se deparar com os seis compromissos restantes, é: seja qual for o adversário, o que a equipe alvinegra ainda pode render?

   A troca de treinador em meio ao Estadual (rotina, aliás, em quase todo o futebol brasileiro) soa muito mais como uma ligação para o 193 que qualquer ideia de projeto a médio ou longo prazo. É o típico “vamos ver no que vai dar agora e, lá na frente, saindo do sufoco, a gente conversa melhor”.

 

Do alambrado, Ailton conversa com torcedores no intervalo e Tupi x Villa Nova

 Terceiro preparador físico

Nos Mineiros mais recentes, a troca de treinador funcionou. Dá tempo? Claro. São 18 pontos a disputar. O cenário de agora preocupa mais que nos anos mais recentes? Sim.     

  E o que dizer da chegada do terceiro preparador físico para o futebol do clube, em 4 de fevereiro?

  Resposta urgente

   Depois da improvável –  e excepcional – arrancada no Estadual do ano passado, o departamento do futebol errou muito na fatídica Série C e, embora depois da queda tenha definido o treinador com antecedência, só o que conseguiu nos proporcionar foi esse terrível pesadelo de verão.

   É urgente que esse departamento de futebol apresente trabalho mais eficiente.     

Ivan Elias

Editor Portal Toque de Bola 

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