25 set 2018

Crônica: Premiação da Fifa ou “saber sofrer”? 



Modrik

  Não conseguimos nos empolgar com essa eleição de melhores do mundo da FIFA. Pelo contrário.

  Admiramos, claro, jogadores diferenciados como Cristiano Ronaldo e Messi, porque gostamos de futebol. Mas daí a torcer por um ganhar mais taças que o outro?

  Ah, mas quem ganhou agora foi o croata Modrik, quebrou a sequência. E o que muda em nossa vida de torcedor?

  Já  pensou?

  O brasileiro que pode um dia vir a ganhar, Neymar, também tem um talento inegável, mas não demonstra  estar interessado em cativar pessoas.

   Um eventual futuro título de melhor do mundo de Neymar, no cenário atual, só serviria para aumentar a empáfia e a arrogância de um craque mimado e bajulado por alguns treinadores. E, talvez até, para ampliar a distância dele para quem admira seu talento, mas não tem paciência para seus beicinhos.

 Lamber com a testa

  Quando há essa premiação da FIFA, só aumenta o nosso saudosismo de quando tínhamos clubes mais fortes, com jogadores de talento, que permaneciam por mais tempo, tornavam-se ídolos e consolidavam a identidade de agremiações tão tradicionais.

  Numa cerimônia como essa, até mesmo o fato de jogadores brasileiros subirem ao palco eleitos na simbólica “seleção do mundo” reforça a nossa tristeza. Traduzindo num dito popular? “É ver com os olhos e lamber com a testa”. Quem voltaria ao Brasil, a não ser para encerrar a carreira (mesmo assim é fato raro)?

Brilha muito não, “fio”…

  Quando desponta um jogador minimamente acima da média em nossos clubes de coração, ficamos torcendo – olha que paradoxo – para ele não brilhar tão rapidamente, porque se ficar muito em evidência, num F5 poderá estar sendo negociado, às vezes a preço de chuchu (só para sair do clichê da banana).

Marta: orgulho hipócrita?

 

Marta

   Como temos, mesmo em situações adversas, algo para procurar como positivo, olha aí a eleição da Marta, do futebol feminino, como a melhor jogadora do mundo pela sexta vez.

    Super merecido? É o que repetimos, quase todos, manifestando nosso orgulho. Cá entre nós: alguém de fato acompanha os passos da Marta fora do período em que ela pode conquistar essa taça? Quem sabia que ela estava atuando, por exemplo, no Orlando Pride, dos Estados Unidos?

Exceção gremista

   Aí o presidente da CBF abraça a Marta, o Galvão grita “Esse é o futebol brasileiro” e daqui a pouco, no sofá, temos partidas quase sempre medíocres dos times nacionais, cuja grata exceção é o Grêmio (uma equipe que, ganhando ou perdendo, joga bola, troca passes e corre em direção ao gol adversário sem se saciar com um a zero e como se marcar um gol fosse obra do outro mundo).

  Aliás, a expressão da vez dos treinadores no Brasil é que os times hoje precisam “saber sofrer”. Nós, os resistentes e renitentes torcedores de “grandes clubes” nacionais, estamos à disposição para prestar consultoria sobre este tema.

 

Texto: Ivan Elias

Fotos: divulgação FIFA

 

 


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