23 maio 2018

Jogadores, técnico e diretor repercutem invasão ao gramado



  A invasão de torcedores ao treino do Tupi na quarta, dia 23, e suas formas de cobrança tiveram reações diferentes entre jogadores, treinador e diretor executivo do Carijó, Nicanor Pires. Alvo das mais duras críticas e embate mais tenso, o dirigente foi duro ao comentar o episódio.

  Já os atletas encararam seu papo com os cerca de 30 alvinegros que estiveram reunidos com o elenco de maneira natural. Eugênio Souza lamentou o ocorrido e considera que não era hora e nem local para o torcedor extravasar sua revolta.  

Para a delegacia

  No momento mais tenso do episódio, o grupo de torcedores gritava palavras raivosas em direção ao diretor executivo do Tupi. Os mais exaltados tendo que ser contidos por funcionários e jogadores do Carijó.

  A situação durou alguns minutos, até a chegada da Polícia Militar, que encaminhou o dirigente e dois representantes dos torcedores para a assinatura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). (Leia mais)

  Para Nicanor, a maneira através da qual os alvinegros escolheram para cobrar foi inadequada. “Cobrança do torcedor é natural. Quando o resultado não vem, é normal que aconteça. O que não pode acontecer são ameaças como ocorreram aqui, desrespeito com o profissional, invadiram o campo do Mário Helênio. Foi lamentável”, considera.

  No futuro, o dirigente espera colaboração dos torcedores. “A torcida tem que colaborar. Tem que nos ajudar a criar um ambiente propício para reagirmos. Não é fazendo o que foi feito que nós vamos conseguir reverter esse quadro”, disse.

É do futebol

  Já o capitão do Tupi, Sidimar, dá razão às cobranças feitas ao elenco. “A gente fica chateado não por eles terem vindo ao treino, mas pela situação que a gente vive na competição. Eles têm todo direito de cobrar, faz parte. Mas ficamos chateados por essa pressão, por estar vivendo esse momento por não estar agradando eles também”, reflete.

  Único deixado de fora das críticas dos torcedores, ao que fez questão de renunciar afirmando que o grupo é um só, o volante Léo Salino também encarou o fato com naturalidade. ““É uma situação até normal. O torcedor tem o direito de cobrar, lógico que pacificamente. Conversamos com eles. Escutamos eles e depois eles nos escutaram. Teve aquele episódio ali com a diretoria, mas não acontece somente no Tupi”, avalia.

Primeira vez

  Mesmo no futebol há décadas, o técnico Eugênio Souza, que em nenhum momento foi alvo das cobranças de torcedores e observou tudo do centro do gramado do Mário Helênio, disse ter sido sua primeira experiência do tipo. “Dessa maneira, no centro de treinamento ou no local de treinos, nunca tinha vivido. Após os jogos sim. Nesse nível e como foi hoje, foi a primeira vez”, conta.

  Sidimar também teve a mesma experiência do comandante. “Até então nunca tinha passado por isso. Mas todo dia a gente vai aprendendo alguma coisa no futebol. Que sirva de lição para nós jogadores, para todo mundo da diretoria. Para que esse momento não se repita. Foi válida essa cobrança deles, deixou claro o que eles querem”, disse.

Lugar errado

  Segundo Souza, a cobrança é do futebol, mas não era hora e nem local para isso. “Tudo tem seu lugar. O dia de manifestação, o dia de cobrança, é o dia do jogo. Aqui nós viemos trabalhar e acabou que atrapalhou nosso treinamento. Ficaram conversando muito, deixaram os ânimos à flor da pele, insatisfeitos. Pressão também em relação à direção do clube. Nada que venha a somar. Se é no dia do jogo faz parte”, considera.

Pressão contínua

  Para Sidimar, o episódio não vai influenciar em campo. “Jogando no Tupi sempre vai ter pressão. Lógico que com a cobrança deles vindo no treino a gente fica mais pressionado. Mas nada que vá interferir dentro de campo. Vamos continuar lutando para conseguir as vitórias”, garante.

  Segundo Salino, trabalho não falta. “Não estamos conseguindo os resultados mesmo fazendo bons jogos. Assim eles estão no direito deles de cobrar isso. Mas já deixamos claro que estamos trabalhando forte para mudar essa situação o mais rápido possível”, disse o volante.

  O comandante carijó garante a dedicação de seus atletas. “Espero que as coisas possam melhorar, eles querem melhorar, estão se dedicando para isso. Agora é ter paciência para o resultado acontecer”, pede.


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