Acabou o amor? Torcedor cobra reforços e qualidade em derrota do Tupi

 

Tupi foi derrotado pelo Luverdense, no domingo, por 1 a 0

  A lua de mel vivida entre a torcida do Tupi e o time parece ter acabado por enquanto. O afeto conquistado com a arrancada até a semifinal do Campeonato Mineiro não resistiu à sequência de cinco jogos sem vitória – quatro derrotas, sendo duas em casa, e um empate – na Série C do Brasileirão.

  Durante o revés por 1 a 0 para o Luverdense-MT, no domingo, dia 20, pela sexta rodada do grupo B da Série C, diversos dos 820 presentes ao Estádio Mário Helênio vaiaram o desempenho dos jogadores. Muitos também soltaram da garganta gritos de cobrança.

  O grupo carijó reconhece a situação ruim, e o capitão Sidimar se disse frustrado como os torcedores. Já o técnico Eugênio Souza, recém-chegado, fez coro com as arquibancadas e disse que pedirá reforços para a sequência da competição nacional.

“Queremos jogador”

  O antigo mas sempre utilizado grito “ô, ô, ô, queremos jogador!” foi entoado pelos torcedores antes de o jogo acabar. E não deixou de ser notado pelo técnico Eugênio Souza. No que depender do comandante carijó, a voz da arquibancada será atendida.

  Segundo Souza, a busca por reforços já foi assunto entre ele e a diretoria. “É necessário. Independente do grupo que temos. Os jogadores têm que estar conscientes disso. O Tupi tem a necessidade de trazer três ou quatro reforços. Já conversei com a direção sobre isso”, garante.

Técnico Eugênio Souza pediu reforços para a diretoria

  Mas o técnico não quer atletas que tenha q esperar para contar. Para Eugênio, a utilização de quem o clube contratar tem que ser imediata. “Nesse momento, para trazer tem que ser contratações pontuais. Jogador que já está jogando, com ritmo de jogo para chegar e vestir a camisa”, deseja.

“Time sem vergonha”

  Em uma alusão direta ao desempenho do time em campo, o coro de “vergonha, vergonha, vergonha, time sem vergonha”, também muito ouvido pelas arquibancadas brasileiras, esteve presente no Mário Helênio. A demonstração clara de insatisfação do torcedor chegou ao campo.

  O zagueiro Sidimar, que carregou a braçadeira de capitão no domingo, garantiu que os jogadores também estão incomodados com seu desempenho como a torcida. “Sentimos dentro do campo a insatisfação do torcedor. E a nossa também. Mas não podemos abaixar a cabeça. É lutar e trabalhar para reverter isso”, pretende.

Pouco efetivo

  Segundo o capitão, não esta faltando tranquilidade e nem vontade aos atletas. “Intranquilos não estamos. A gente fica chateado, com espírito de querer mais, batalhar porque os resultados não estão vindo. Criamos várias chances, mas não conseguimos transformar em gol”, identifica.

Sobre Reis

  A revolta da torcida era com o desempenho geral. Mas a situação acabou personificada no centroavante Reis que, ao deixar o campo, discutiu com alguns torcedores enquanto se dirigia ao banco de reservas.

  Para Eugênio, isso não vai abalar o atleta. “Reis é um jogador maduro e sabe que isso vai acontecer. Não vai se abater. No meu ponto de vista, fez um primeiro tempo bom, mas precisa de mais ritmo de jogo para suportar os 90 minutos de uma maneira que vai agradar todo mundo”, avalia.

Cobrança local

  O treinador considera normal a situação pelo jogador ser da cidade. “A torcida pegou no pé do Reis, assim como fez com o Marcel, o Léo Salino. Eles sabem que vai sobrar para eles nesse sentido de cobrança porque são de Juiz de Fora. Mas eles sabem que entre nós é um todo. O que eles passam nós passamos com eles. Estamos juntos”, garante Souza.

 

Texto: Toque de Bola- Wallace Mattos

Fotos: fanpage do Luverdense e Nina Proton/Tupi F.C.

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