Futsal: Léo Aleixo vibra com títulos e adaptação da família na Bélgica

 

Juiz-forano Léo Aleixo curte títulos e adaptação completa da família na Bélgica

“Nunca poderia imaginar que ficaria tanto tempo e que me sentiria tão bem assim por aqui”.

  É desta forma que o juiz-forano Léo Aleixo, mais um “talento tipo exportação” da modalidade, conta ao Portal Toque de Bola sobre a sua experiência no futsal da Bélgica. 

  “Vim para ficar seis meses. Cheguei em dezembro, numa janela de transferências, e já estou há 11 anos!”, conta, na semana em que comemora o título da Copa da Bélgica pelo Halle-Gooik, conquistado com direito a goleada de 5 a 0 (um gol de Léo) sobre o Proost Lierse, para um público de cerca de 800 torcedores.

  Acompanhe a seguir a trajetória contada pelo próprio Aleixo, que explica como os seis meses inciais se transformaram em onze anos. E mais: com a família adaptada, passa a projetar a permanência no país europeu.

 Em Juiz de Fora, o atleta defendeu no futsal Academia, Sport, Olímpico, Acadêmicos, Clube Bom Pastor e AABB. Sport e AABB também viram Léo vestir suas camisas no futebol de campo.

  Confira o depoimento de Léo Aleixo ao Toque de Bola:

 Foi o meu sexto título da Copa da Bélgica, e pelo terceiro time diferente. Na minha primeira temporada renovei com o Morlanwelz (clube que é inclusive da cidade onde eu moro até hoje) e fiquei nele durante quatro temporadas, sendo campeão uma vez da Copa da Bélgica (perdi duas finais nos pênaltis…).

   Depois me transferi para o Chatelineau, lá jogando cinco temporadas e ganhando muitos títulos (três Copas, três campeonatos e outros de menor expressão). Foi quando tive várias participações na UEFA Futsal, que é o top para um jogador disputar por um clube.

   Hoje estou há três temporadas no Halle-Gooik, e aqui já conquistei duas Copas e dois campeonatos, também com belas participações na UEFA Futsal Cup.”

   Jogar e trabalhar

  Quando chegou à Bélgica, Léo revela que existia a possibilidade de trabalhar como fisioterapeuta e jogar. “O clube me deu essa oportunidade, porém a comunicação impossibilitou que eu desse continuidade. E com o passar dos anos, quis me dedicar exclusivamente ao futsal”, explica.

  Cidadão europeu?

  A adaptação da família é tão boa que o juiz-forano pensa até em  seguir morando na Europa:

  “Hoje eu e minha família estamos super adaptados ao país. Minha esposa, Renata, possui um café (bar, pub) aqui na cidade onde moramos em Morlanwelz, e ela adora trabalhar com isso. Minha filha Luisa, de 12 anos, está mais que adaptada ao país: domina o francês super bem, tem várias amizades, até porque foi alfabetizada aqui. Quando chegamos, ela estava com um ano e meio. Fala o português também perfeitamente. E agora tem o Diego, meu filho que está com oito meses. 

Léo e o filho Diego, de oito meses

  Sempre tive e ainda tenho vontade de, assim que encerrar a carreira, poder voltar. Porém as coisas no Brasil estão super complicadas e ainda não decidimos o que realmente vamos fazer. Normalmente a maioria dos clubes faz contrato com atletas só de uma temporada. Porém esse time em que estou costuma fazer de mais tempo. Hoje tenho um contrato assinado de dois anos, que vence no fim dessa temporada”.

 

Texto: Ivan Elias – Toque de Bola

Fotos: Arquivo Pessoal e Divulgação

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