14 abr 2018

Arrancada no Mineiro e base mantida motivam Tupi na estreia pela Série C



Toque de Bola informa o andamento e bastidores do jogo nas redes sociais

  O Tupi estreia na Série C do Campeonato Brasileiro neste sábado, dia 14, 16h, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, diante de um velho conhecido, o Tombense, de Tombos, adversário frequente nos últimos anos nas competições estaduais e nacionais.

 O regulamento é o mesmo dos anos anteriores. Os quatro primeiros colocados de cada chave se classificam e disputam o “mata-mata do acesso” que levará à Série B de 2019.

 Cobertura

  Com apoio de Plasc, Centro de Futebol Zico Juiz de Fora, Faefid-UFJF, Prefeitura de Juiz de Fora e Hiperroll Embalagens, o Toque de Bola informa o andamento e os bastidores da partida nas redes sociais – fanpage Portal de Notícias Toque de Bola, Twitter toquedebolajf e Instagram toquedebolajf.

  Arrancada e base mantida

  A espetacular reação carijó no Campeonato Mineiro, quando saiu das últimas colocações para conquistar vaga na semifinal e disputar duas partidas duras contra o campeão Cruzeiro, e a manutenção da grande maioria dos titulares motivam os torcedores a acreditar em bom papel.

 Quem sai

  Três titulares deixaram o time dirigido por Ricardo Leão, que entrou como interino e foi efetivado na reta final do Estadual – lateral-esquerdo e “coringa” Patrick Brey, o meia Tchô e o atacante Renato Kayzer. Brey e Kayzer foram contratados pelo Cruzeiro e Tchô, que vinha de um tempo inativo quando chegou ao Tupi para o Mineiro, seguiu para o Botafogo de Ribeirão Preto.

Quem chega

Daniel Morais é o jogador mais conhecido entre as contratações para o Brasileiro

Chegaram – e já foram regularizados no BID da CBF – o atacante Daniel Morais (disputou Mineiro pelo Villa Nova) e o meia Diego Luís (estava no Boa, de Varginha), que já vestiram a camisa alvinegra e ainda os meias João William (ex-Tupynambás e Ipatinga), Rodrigo Dantas (ex-Botafogo-RJ) e atacantes Paulinho (ex-Social) e Welington (ex-Hercílio Luz-SC).

 Mais um

  No treinamento da manhã desta sexta-feira, dia 13, no momento liberado para acesso da imprensa, a diretoria informou a chegada de mais um meia. Fábio Henrique, revelado na base do Cruzeiro, e que, segundo os dirigentes, pode exercer funções diferentes no setor de meio-campo. 

 Também foi anunciada a renovação de contrato de Léo Salino, peça fundamental na reação do time no Estadual.

  Daniel feliz

  Daniel Morais disse que está muito feliz em voltar a vestir a camisa 9 do Carijó e destacou a boa receptividade que sua contratação provocou entre os torcedores. Admitiu ainda não estar por cento fisicamente e espera estar “inteiro” até a segunda ou terceira rodada.

 Defesa da “classe” 

  Com a experiência de ter defendido Náutico e Paraná, entende que a Série C exige um time muito competitivo e aproveitou para defender a posição de “nove”. “Tenho reclamado constantemente. Muitas equipes estão abrindo mão de jogar com camisa 9, mais paradão, e camisa 10, mais cadenciado. Tenho que defender a classe. Toda equipe tem que ter um nove, uma referência, e um dez. Espero que voltem a brilhar nas equipes, como nós, que somos um pouquinho mais velhos, já vimos.”

  Sobre Gabriel Jesus ou Firmino na seleção brasileira, lembrou que Gabriel é um falso nove. “Gosto mais daquele pesado, que joga incomodando os dois zagueiros, mas a própria seleção está sem o camisa 10 – três volantes – e um camisa 9. Mas somos brasileiros e vamos torcer sempre”.

Diego Luís em sua primeira entrevista após voltar ao Tupi

Diego à vontade 

Já Diego Luís, também em sua primeira entrevista após a  volta a Santa Terezinha, observou que vai desempenhar sem problemas a função que o técnico achar melhor. “Gosto de fazer o time jogar e alimentar os atacantes”, revela.

 Ricardo Leão e a reação no Estadual

 

Campanha do Tupi na fase de classificação do Campeonato Mineiro. Arrancada com direito a 7 a 1 e vaga na semifinal

Confira análise do treinador Ricardo Leão, que assumiu o Tupi na quinta rodada e comandou a arrancada do time no Campeonato Mineiro (entrevista concedida à Rádio Globo Juiz de Fora)
A gente já sabia que tinha um elenco de qualidade, montamos em outubro do ano passado. Os resultados não estavam vindo no início da competição e naquele momento que eu assumi a equipe a direção me deu toda confiança e felizmente as coisas deram certo. A proposta do jogo, o espírito dos jogadores que eu havia cobrado, as coisas foram acontecendo. Viemos para a semifinal sabendo da grandeza do adversário e acreditando em um bom resultado. Infelizmente o time do Cruzeiro soube aproveitar as oportunidades, fez um gol lá (jogo de ida, em Juiz de Fora) e acabou tendo vantagem. A gente fica feliz. Os jogadores, torcedores, comissão, direção, nos representaram muito bem pela postura nas duas partidas.

O que não deu certo nas cinco primeiras rodadas?
Nós tivemos confrontos muito difíceis, alguns jogadores que não estavam no BID e a gente não tinha um time equilibrado naquele momento, foi uma sequência sem bons resultados. Sabíamos que era preciso vencer. Estávamos incomodados e sabíamos que o time precisava melhorar. As escolhas feitas naquele momento fizeram com que tivéssemos bons resultados.
 A nossa postura contra a Patrocinense (primeiro jogo da reação, vitória de 3 a 0 em casa) foi ir para cima, tentar o gol, se eu não me engano o goleiro deles foi o melhor em campo. A gente querendo e o resultado veio.
Na URT (triunfo de 2 a 0 em Patos de Minas), todo mundo fala que joga com três volantes lá, que se empatar está bom. Eu falei com meus atletas que a gente precisava encarar todos os adversários em qualquer canto buscando vencer. Cada jogo tem uma situação diferenciada pela condição de gramado, do adversário, mas a gente estava encontrando um DNA desse grupo, marcando no campo adversário, tendo ofensividade como nosso ponto forte. Fomos com a proposta de marcar no campo adversário e fomos felizes nos resultados. Eles iam achar que a gente ia ficar acuado e não foi assim. Marcamos em cima, analisamos o adversário, fizemos uma boa proposta para o jogo e acabamos surpreendendo eles. Sabíamos que poderia dar certo e deu.

O jogo das quartas de final (0 a 0 e vaga nos pênaltis), que foi um jogo único, precisava definir. A importância da partida, qualidade do adversário, muito organizado o Tombense, bons jogadores com potenciais de desequilíbrio. A gente manteve o mesmo respeito porque havíamos perdido para eles na fase de grupos. Nós tentamos criar situações, tivemos uma boa postura, tínhamos um jogador a mais em campo, não conseguimos fazer o gol. Mas a confiança prevaleceu nos pênaltis.
Veio a semifinal, tinha um objetivo alcançado que era o de chegar lá, para um time que é do interior de Minas Gerais jogar contra um grande. Sempre buscamos respeitar o adversário, assim como foi com o Democrata e por isso fizemos um placar tão elástico. Buscamos fazer isso contra o Cruzeiro, o nosso melhor, queríamos ter ganhado o jogo em Juiz de Fora para ter uma vantagem A gente sabia que o resultado aqui em Juiz de Fora não foi bom, ia ser complicado fazer dois gols mas fomos com vontade, lutamos mesmo sabendo da dificuldade de fazer dois gols no Mineirão. Poderia ter dado certo porque a postura foi boa.”
   

 Tombense

Série C do Campeonato Brasileiro. Primeira rodada

   Tupi e Tombense já se enfrentaram duas vezes na temporada ambas pelo Campeonato Mineiro. Em Tombos, na fase de classificação, o único revés do Carijó em meio à arrancada – 1 a 0. No Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, pelas quartas-de-final, o Tupi levou a melhor nos pênaltis, depois de jogo bastante equilibrado e pressão alvinegra no segundo tempo, quando o adversário teve jogador expulso.

  No confronto das quartas, o Tombense contou com goleiro Darley, zagueiros Wellington e Victor Oliveira, laterais David, Adriano e Bruninho, no meio de campo PH, Felipe Baiano e Caio Cezar(camisa 10), laterais Everton e Cassio Ortega e centroavante Rubens (Daniel Amorim estava lesionado). 
Reservas Paulo Vitto Secco (goleiro), Breno,Theo, Braga, Natan, Flávio, Mayron, Maycon e Welber.
Técnico: Ramon Menezes
Auxiliar técnico: Fábio Menezes
Preparador físico: Luiz Carlos Souza

Reforços: O zagueiro Matheus Lopes, que já defendeu o clube entre 2015 e 2017, retornou de empréstimo.Aos 33 anos, Matheus acumula passagens pelo futebol de Portugal, Ucrânia e China e mais recentemente estava no Linense, defendendo o time no Campeonato Paulista.

O meia Everton Sena e o lateral-esquerdo Guilherme, que disputaram o Campeonato Carioca pelo Bangu.

Everton Sena, 26 anos, acumula passagens por São Bento, Mogi Mirim, Confiança, Água Santa e Figueirense. Ele assinou vínculo definitivo com o Gavião até o fim da temporada 2019.

Guilherme tem 26 anos e no futebol do Rio de Janeiro, além do Bangu, defendeu Macaé, Barra da Tijuca e Serra Macaense.

Anderson Rosa também é reforço do Tombense para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. O meia de 25 anos, que defendeu a Caldense na última edição do Campeonato Mineiro, estava livre no mercado e jogará a terceira divisão nacional pelo Gavião Carcará. 

Daniel Amorim volta ao time após lesão no tornozelo direito que o tirou dos últimos jogos do Campeonato Mineiro, voltou aos treinos no final de março e está à disposição do técnico Ramon para a disputa do Campeonato Brasileiro.

Saídas

  O lateral-direito Adriano e o atacante Welber deixaram o cube de Tombos. Esses foram as únicas saídas do time.

Texto Toque de Bola, com informações complementares da CBF, do Tombense e das agências

Artes Toque de Bola

Fotos Toque de Bola

 


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