Morre, em BH, Bebeto de Freitas. Relembre entrevista ao Toque de Bola

  Morreu na tarde desta terça-feira, dia 13, em Belo Horizonte, o consagrado ex-jogador e treinador de voleibol e dirigente de voleibol e de futebol, Bebeto de Freitas.

  Ele estava com 68 anos e exercia a função de diretor de administração e controle do Atlético Mineiro.

Toque de Bola teve a oportunidade de conversar com Bebeto de Freitas. Na entrevista, colocou alguns pontos de vista importantes sobre o esporte brasileiro

 Entrevista

 No lançamento da Superliga 2015/16, na Fundação Cultural Banco do Brasil, no centro histórico do Rio de Janeiro, em 3 de novembro de 2015, Bebeto  foi homenageado e concedeu uma entrevista ao Toque de Bola.

  Em pouco mais de quatro minutos, ele fala sobre vôlei, futebol, esporte no Brasil e citou o empresário Antônio Carlos de Almeida Braga, o “Braguinha”, que também recebeu homenagem no evento promovido pela Confederação Brasileira de Voleibol, como uma pessoa de visão que o esporte continua necessitando.

  Falou ainda que não basta as seleções de futebol e vôlei estarem bem, sem que os clubes que praticam estas modalidades apresentem a força necessária. E condenou as dependências que os clubes de hoje demonstram junto às Federações.

 Confira, abaixo, a íntegra da entrevista concedida por Bebeto de Freitas ao Portal Toque de Bola em 2015:

 

  Na Cidade do Galo

  O clima festivo que vivia a Cidade do Galo, na tarde desta terça-feira, foi interrompido abruptamente com a informação de que o diretor de administração e controle do Atlético, Bebeto de Freitas, passou mal, minutos após ele ter participado do lançamento oficial do time de futebol americano do Atlético. O gestor  acabou falecendo mesmo após receber atendimento médico. 

  De acordo com informação recebida pelo Super FC, o dirigente sofreu uma parada cardíaca e foi atendido em seguida pelo médico atleticano Marcos Vinícius. Um helicóptero e duas ambulâncias foram acionadas pelo Atlético na Cidade do Galo para fazer atendimento ao dirigente. 

  Bebeto de Freitas estava em um evento no hotel da Cidade do Galo referente a apresentação do time de futebol americano, quando passou mal. O dirigente já caiu desacordado e recebeu os primeiros atendimentos médicos, mas acabou não resistindo.

 Momentos antes do mal súbito, Bebeto participou de entrevista coletiva. Depois, conversou informalmente com os jornalistas, não só sobre o motivo do evento mas de vários temas ligados ao esporte.

 Trajetória no Galo

Bebeto na entrevista coletiva, pouco antes de sentir dores e ser transferido de helicóptero

A primeira passagem de Bebeto de Freitas no Atlético foi em 1999, na gestão de Nélio Brant. Foi ele o responsável por implementar uma gestão mais profissional no clube, voltando pouco depois, em 2001. No período no Galo, ajudou o clube a conquistar o Campeonato Mineiro e ser vice no Brasileirão de 1999. Em 2001, levou o clube alvinegro ao quarto lugar do torneio nacional.

No ano passado, Bebeto assumiu a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer na gestão de Alexandre Kalil na prefeitura de Belo Horizonte, no início de 2017. Com a eleição de Sérgio Sette Câmara para presidente do Atlético-MG, no final do ano passado, retornou ao clube mineiro, desta vez no cargo de diretor de Administração e Controle.

Carreira

Paulo Roberto Freitas, o Bebeto de Freitas, que faleceu nesta terça-feira (13), aos 68 anos, vítima de uma pardada cardíaca, teve uma das carreiras mais respeitadas do mundo esportivo, com títulos e prestígio no vôlei e no futebol.

Após ser jogador de vôlei, assumiu a seleção brasileira da modalidade, sendo treinador da “geração de prata”, que encantou o mundo nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles. Ele também comandou o Brasil na Olimpíada de 1988, em Seul.

Logo após, teve passagem de grande sucesso no voleibol italiano, onde fez o Maxicono Parma ser um dos times dominantes da “Bota”, com cinco títulos entre 1990 e 1995. O bom retrospecto o levou a treinar a seleção italiana entre 1997 e 1998, sendo campeão da Liga Mundial em 1997.

Seus feitos no voleibol o levaram a ser homenageado pelo Hall da Fama da modalidade, em 2015.

No Galo

O sucesso como treinador o levou a ser convidado para ser manager do Atlético em 1999, durante a gestão de Nélio Brant, em parceria com Alexandre Kalil, então presidente do Conselho Deliberativo. Foi ele o responsável por implementar uma gestão mais profissional no clube, voltando pouco depois, em 2001. No período no Galo, ajudou o clube a conquistar o Campeonato Mineiro e ser vice no Brasileirão de 1999. Em 2001, levou o clube alvinegro ao quarto lugar do Nacional.

Seu sucesso no Galo o levou a outro clube alvinegro, o Botafogo, seu clube do coração, que presidiu entre 2003 e 2008. Em General Severiano, foi saudado por devolver o “Time da Estrela Solitária” à elite, em 2003, além de conquistar o Campeonato Carioca de 2006.

 

Texto inicial e vídeo: Toque de Bola

Texto complementar: O Tempo

Fotos: Arquivo Toque de Bola e O Tempo

 

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