Tupi lamenta circunstâncias do empate, mas destaca força do elenco adversário

 

Ricardo Oliveira e Sidimar disputam a jogada

  O gol sofrido aos 43 minutos do segundo tempo diante do Atlético provocou não só o empate e decretou o resultado da partida (1 a 1) como impediu que o Tupi alcançasse o terceiro lugar na classificação, a terceira vitória consecutiva e se livrasse de vez do rebaixamento num Campeonato Mineiro que começou de forma preocupante – quatro derrotas em cinco partidas.

  Se as circunstâncias do empate foram duras, o treinador Ricardo Leão e o goleiro Ricardo Vilar, melhor em campo, lamentaram os pontos perdidos, mas destacaram a qualidade do elenco adversário, que iniciou o jogo contra o Carijó com uma formação mista e lançou três titulares na etapa final, buscando o empate.

   Luan, Otero e Cazares (este, o carrasco, com um gute de fora da área) mudaram o jogo em um domingo nublado e com público bem abaixo do esperado no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, pela oitava rodada da fase de classificação do Estadual.

A renda foi de R$ 106.125,00, com público pagante de 3096 e público total de 3.666 torcedores.

  Goleiro cá x goleiro lá

 Ressalte-se que mesmo com menos oportunidades criadas ao longo do jogo, o Tupi exigiu pelo menos duas intervenções muito eficientes do arqueiro adversário. Na segunda etapa, antes do gol de empate, Vítor espalmou um chute forte e cruzado de Reis, que achou espaço na esquerda de ataque e ficou diante do camisa 1, e fez malabarismo quando Léo Costa emendou de fora da área um chute “venenoso”. Vítor trocou de mão e mandou a escanteio.

  Já Vilar levou a melhor sobre Ricardo Oliveira em pelo menos três lances. Logo no início da partida, mostrou reflexo em conclusão muito próxima à meta. Pouco depois, viu o atacante não conseguir desviar passe da direita como queria, para desviar para as redes. Na etapa final, quando Oliveira chutou sem tanta força, mas colocado, da marca do pênalti, Vilar se esticou e mandou para escanteio.

   Veja as principais frases do treinador do Tupi, Ricardo Leão, na entrevista coletiva concedida ainda no Estádio Mário Helênio:

Lance de Tupi x Atlético

“Sairam dois jogadores velocistas e entraram outros dois com a mesma característica, com muita qualidade. Ainda mais com o Elias caindo pelo lado direito, elevando a qualidade daquele lado do campo e tentamos fechar com a entrada de mais um volante, mas com a entrada do Otero e do Cazares sabíamos que não poderiam finalizar, e o Cazares acabou encontrando o gol de empate.”

“Não gostamos de tomar gol, não queremos tomar gol e ficamos muito chateados. Fomos para o vestiário com um resultado bom contra o Atlético e ainda assim todos os atletas lamentaram o gol sofrido aos 43 minutos, mas acabou acontecendo. Apesar disso, esse é o caminho e esperamos estar equilibrados defensivamente para não sofrer mais gols.”

“A gente fecha o jogo de hoje na terça-feira, fazendo uma análise de vídeo, trazendo o que foi positivo e o que foi negativo, o que temos que evoluir. A partir de quarta, começamos a viver o jogo contra o Boa, traçando uma estratégia e sabendo os jogadores que estarão disponíveis para esse duelo.”

Durante a semana surgiram algumas especulações, se você iria trazer o mesmo esquema tático que vinha utilizando, ou uma formação com três volantes. Acabou optando pela solução mais ofensiva. O plano era realmente pegar o Atlético de frente ou sabia que eles iriam poupar alguns jogadores?

Lance de Tupi x Atlético

Ricardo Leão: “Com essa formação dificilmente faremos um jogo de espera, é propor o jogo e marcar de forma intensa, na maioria das vezes no campo do adversário. Conversando com o grupo percebo que eles também entendem que esse é o caminho, e enquanto tivermos perna e disposição, vamos propor o jogo e pressionar o adversário.”

Com esse esquema você teve três partidas difíceis e diferentes. Considera positivo o processo de consolidação desse esquema tático que vem sendo utilizado?

Ricardo Leão: “Como treinador, sempre penso que os atletas que estão no melhor momento devem entrar em campo, dentro de um esquema que seja competitivo, equilibrado defensiva e ofensivamente. Deu certo nas duas últimas, acredito que nessa partida também, fizemos um bom primeiro tempo, com chances de fazer o segundo gol. Inclusive comentei com os atletas que para vencer uma equipe grande temos que fazer mais de um gol, se fez o primeiro, faz o segundo e o terceiro quando tiver oportunidade, senão uma hora ou outa podemos sofrer um gol pela qualidade técnica do adversário.”

O que você destaca entre os pontos positivos?

Marcel entrou no segundo tempo,em sua reestreia pelo Tupi, e teve trabalho na marcação

Ricardo Leão:“A entrega que eles têm demonstrado durante os jogos, com muita disposição, tanto para atacar quanto para defender. É uma equipe que tem entrado nos jogos sabendo o que deve fazer.”

O destaque da partida foi o Vilar. Como você descreve a atuação dele?

Ricardo Leão: “O Vilar é um jogador que a gente conhece, está conosco desde o ano passado, e está numa fase muito boa, sendo muito bem treinado. É o que esperamos dos nossos goleiros, que defendam todas as bolas fáceis, a maioria das difíceis, e que façam uns dois ou três milagres por jogo. Ele está nessa média.”

 

 

Fala, Vilar!

  Confira os principais trechos da entrevista concedida pelo goleiro Ricardo Vilar

Agenda do Tupi no Campeonato Mineiro. Clique sobre a imagem para ampliar

Vilar: “Acredito que depois que o professor Ricardo assumiu tivemos um entendimento maior do que nas últimas partidas, e o comprometimento na marcação tem melhorado. Mas o futebol tem dessas coisas, acho que foi um pecado a gente tomar o gol ali no final mas acredito que apesar desse empate aqui dentro de casa temos muita coisa a ser valorizada.”

A dúvida sobre a ocorrência de um pênalti (no início do lance do gol) acabou  atrapalhando e confundindo a defesa no lance do gol?

Vilar “É uma bola muito rápida. Sabíamos que eles tinham bons finalizadores de média e longa distância. Eu estava perto do lance, mas foi muito rápido, então não sei se houve pênalti ou não. Procuramos nos posicionar rápido, mas houve o mérito do Atlético também.”

Mesmo com esse gol no final, você teve grande atuação. Como avalia o seu desempenho?

Vilar “Saio satisfeito individualmente. Acredito que consegui ajudar dentro da minha função, tendo colocado em prática tudo que eu tenho treinado com o Hugo (preparador de goleiros). Vida de goleiro é isso aí, treinamento, repetição, automatização do movimento para que quando a ação aconteça na partida ela venha de forma natural.”

FICHA TÉCNICA

Jogos da oitava rodada do Campeonato Mineiro. Clique sobre a imagem para ampliar

TUPI 1 x 1 ATLÉTICO
Motivo: 
Campeonato Mineiro – 8ª rodada
Data: 24/2/2018
Hora: 17h
Estádio: Radialista Mário Helênio
Cidade: Juiz de Fora (MG)
Gols: Vitinho (16’ – 1ºT), Cazares (43’ – 2ºT)
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (Avançado CBF)
Assistentes: Sidmar dos Santos Meurer (CBF) e Pedro Araújo Dias Cotta (Especial FMF)  
4º Árbitro: Enivaldo Lopes da Silva (FMF)
Instrutor: Rogério Pereira da Costa
Cartões amarelos: Patric, Róger Guedes (Atlético); Arthur Sanches, Léo Salino, Léo Costa (Tupi)

Tupi
Vilar; Afonso,  Sidimar, Mateus, Patrick Brey, Léo Costa, Léo Salino, Tchô (Marciel), Vitinho (Patrick), Renato Kayser (Diogo) e Reis.
Técnico: 
Ricardo Leão.

Atlético
Victor; Patric, Maidana, Gabriel e Fábio Santos; Arouca, Elias e Tomás Andrade (Otero); Róger Guedes (Luan), Ricardo Oliveira e Erik (Cazares).
Técnico: Thiago Larghi.

 

Texto: Toque de Bola (Bruno Brigatto, estagiário, e Ivan Elias, editor)

Ficha Técnica: site do Atlético

Fotos: Bruno Cantini – Atlético Mineiro

Edição: Toque de Bola

Arte: Toque de Bola, com informações da Federação Mineira de Futebol

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