Interdição do estádio do Baeta expõe “racha” entre dirigentes e ADJF. Eleições e cota de Danilo Luiz geram polêmica

 

Estádio José Paiz Soares: jogos transferidos na Copa Prefeitura Bahamas de Futebol Amador

   A conturbada relação entre dirigentes do Tupynambás e ADJF, que em maio de 2015 anunciaram um contrato com duração de 25 anos, está sendo apontada como a causa da interdição do estádio e qualquer dependência do clube para eventos internos.

   A primeira consequência da determinação foi a impossibilidade de sediar duas partidas pela Copa Prefeitura Bahamas de Futebol Amador, que estavam programadas para domingo, dia 22.

   A tabela chegou a ser divulgada com as partidas pela Zona Rural no tradicional estádio do Leão do Poço Rico. Quando o clube foi notificado, a coordenação da Copa decidiu transferir a rodada dupla para o estádio Salles Oliveira, do Tupi, no bairro Santa Terezinha.

  As divergências entre as partes são muitas.

Presidente do Conselho Deliberativo do Tupynambás, Gil Carlos Ferreira Júnior, e candidato Francisco Carlos Quirino

   O Toque de Bola conversou na tarde desta sexta-feira, dia 20, com Francisco Carlos Quirino e o presidente do Conselho Deliberativo, Gil Carlos Ferreira Júnior.

Com as declarações dos dirigentes em mãos, a reportagem entrou em contato com Cláudio Dias, da chapa de oposição, que acionou o presidente da ADJF, Pompílio Gonçalves.

  As eleições do clube estão marcadas para o próximo dia 12, também cercadas de bastante polêmica. Houve alterações no estatuto, e a oposição contesta essas mudanças, enquanto a diretoria garante que tudo passou pelos processos normais, primeiro a reunião do Conselho Deliberativo e depois aprovação em assembléia.

Cópia da ata da assembléia em 7 de agosto

  Gil e Francisco mostraram ao Toque de Bola atas da reunião do Conselho Deliberativo, ocorrida em 21 de fevereiro deste ano, e da assembléia, em 7 de agosto.

  O dinheiro a que o clube tem direito, relativo a transferência de Danilo Luiz, que iniciou a carreira no clube, do Rael Madrid para o Manchester City, é outro ponto de discórdia.

  O Toque de Bola apresenta a seguir o vídeo com a entrevista feita com Francisco Carlos Quirino.

 Logo depois, as perguntas encaminhadas a ADJF e as respostas do presidente, Pompílio, e também um posicionamento de Cláudio Dias, da chapa de oposição.

Toque de Bola: O presidente licenciado e candidato à presidência do Tupynamnbás, Francisco Carlos Quirino, disse ao Toque de Bola que a interdição do campo e outras dependências do clube pelo Ministério Público é fruto de um não cumprimento de providências por parte da ADJF, e que estas providências constam em contrato, e que as obras já estariam autorizadas pelo Corpo de Bombeiros. O que a ADJF tem a dizer?

Pompílio Gonçalves, presidente da ADJF: A ADJF esclarece que não é verdadeira a afirmação do senhor Francisco Carlos.
O Tupynambás assinou um Termo de Ajustamento de Conduta -TAC com o Ministério Público em 25/05/2012, onde tinha o prazo de 180 dias para exibir o AVCB. Ou seja, o prazo do Tupinambás venceu em 25/11/2012 e a ADJF só assinou o contrato com o clube em 14/04/2015.

  Esta obrigação já vencida foi repassada para a ADJF pelo nosso contato, que depois de muitas idas e vindas, conseguiu aprovar o projeto junto ao Corpo de Bombeiros em 31/03/2017.

  Depois disso, fizemos uma pesquisa no mercado e apresentamos os 3 orçamentos ao clube, que até o momento não nos deu uma resposta formal sobre os mesmos.

  Em 06/09/17, informamos que a empresa com menores orçamento seria contratada. E para nossa surpresa, 22 dias depois, recebemos um ofício pedindo os orçamentos novamente. Não sabemos o que aconteceu com estes documentos dentro do clube.
Aperar de já termos assinado o contrato para início das obras, continuamos aguardando a posição/aprovação do clube.

Toque de Bola:  O impasse compromete o acordo anunciado há dois anos entre o Tupynambás e a ADJF, um contrato de 25 anos entre as partes?

Pompílio Gonçalves, presidente da ADJF: Não, de forma alguma.

Toque de Bola: A informação sobre as eleições é que só haverá uma chapa, uma vez que a outra teria sido impugnada em função do novo estatuto. É verdade que a ADJF vai tentar na Justiça concorrer às eleições do dia 12 de novembro?

Pompílio Gonçalves, presidente da ADJF: Tentamos inscrever uma chapa e nos foi negado, erroneamente pela secretaria do clube, visto que quem aprova ou não a chapa é o conselho deliberativo. Em relação ao novo estatuto, o mesmo foi alterado meses antes da eleição, contendo diversas irregularidades. Portanto, todo o processo eleitoral é questionável.

Toque de Bola: A ADJF teria um candidato na eleição? Qual o nome?

Pompílio Gonçalves, presidente da ADJF: A ADJF não, pessoas que possuem títulos de sócio proprietário adquiridos através da ADJF sim.

Toque de Bola: Outro argumento levantado pelo candidato Francisco, ao lado do presidente do Conselho do clube, é que a quantia a ser arrecadada pelo clube com a transferência do Danilo Luiz é que também está provocando essa turbulência nos bastidores:

Pompílio Gonçalves, presidente da ADJF: Não temos conhecimento deste fato. Em uma única oportunidade solicitamos informações a respeito da utilização desta verba e não tivemos resposta.

  Depois de nos encaminhar as respostas do presidente da ADJF, Cláudio Dias também se manifestou ao Toque de Bola. Ele confirmou que “os sócios do Tupynambás entraram na Justiça para tentar anular as eleições” e acrescentou: “O que está acontecendo é uma clara tentativa do presidente licenciado e candidato a reeleição de acabar com a concorrência, pois independente de sócios que adquiriram títulos via ADJF ou qualquer outro sócio que tenha 4 anos, 11 meses e 29 dias no quadro social está proibido em se candidatar, sendo prejudicado pela reforma irregular do estatuto, que passou de um para cinco anos o período mínimo.”

 

Texto: Ivan Elias – Toque de Bola

Fotos e vídeo: Toque de Bola

 

 

 

 

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