Marcel define roteiro para jogar às 11h: “Acordar cedo, levantar da cama, lavar o rosto e ir para o trabalho”

Marcel: “Esse frio aí está bom para ficar na cama (risos), mas temos que fazer um esforço, e buscar a nossa meta

   Se vai jogar pela manhã, que se treine também pela manhã. O Tupi trabalhou nesta quarta-feira nos mesmos horário (11h) e local (Estádio Municipal Radialista Mário Helênio) que irá receber o Tombense, pela décima rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, primeira do segundo turno (o jogo, anteriormente estava marcado para as 16h, foi antecipado pela CBF a pedido da diretoria do clube Carijó).

  O experiente volante Marcel, que vem recebendo elogios da Comissão Técnica, comentou com bom humor as dificuldades que os jogadores encontrarão atuando às 11h. “Tem que acostumar. O professor já mudou a programação da semana, estamos acordando mais cedo. Tem que se alimentar bem no café da manhã porque não terá almoço, para chegar forte no jogo e dar o melhor de cada um e conseguir o objetivo. Esse frio aí está bom para ficar na cama (risos), mas temos que fazer um esforço, e buscar a nossa meta, o que pode valorizar todos no grupo. Então vamos acordar cedo, levantar da cama, lavar o rosto e ir para o trabalho”, ressalta.

   Nesse segundo turno o Tupi tem cinco jogos em Juiz de Fora e, se fizer o dever de casa em todos, consegue a pontuação necessária para se classificar, o que era raro antes do início da série C, uma vez que o time não era um dos cotados para o G-4. “O professor Aílton vem falando com a gente, o nosso time era desacreditado na competição. O turno acabou, e se você olhar a tabela agora, estaríamos classificados. Agora nosso grupo gostou desse sentimento de vitória e o professor mostrou que podemos chegar. Então o foco dele é trabalhar forte, manter a mesma marcação que fazemos, dentro e fora de casa, para conseguir o resultado positivo contra a Tombense e continuar sonhando com a classificação, que essa é uma realidade possível para o Tupi”, completou Marcel.

   Nesta quarta-feira, 12, o treinador Aílton Ferraz comandou um treinamento coletivo, além trabalhar também as jogadas de bola aérea, tanto ofensivas quanto defensivas. Ele não poderá contar com o zagueiro Edmário, que cumpre mais um jogo de suspensão pela expulsão sofrida na sexta rodada contra o Mogi Mirim.

 Romarinho em duas posições

   

Romarinho: “Do jeito que o Aílton preferir o time, se eu estiver dentro, está bom”

O time titular iniciou o coletivo com Paulo Henrique, Lucas, Patrick, Fernando e Bruno Santos, Marcel, Leandro Brasília e Diego Luis, Andrey, Romarinho e Ítalo. Na segunda parte da atividade, Marcinho entrou na vaga de Ítalo e, com isso, Romarinho foi deslocado para o comando de ataque. “Gosto de jogar aberto, mas também sei jogar como centroavante. Do jeito que o Aílton preferir o time, se eu estiver dentro, está bom. Vou fazer o meu máximo”.

   Como a última partida terminou sem gols, o jejum dos atacantes continua, mas segundo Romarinho, isso não é tão relevante. “A gente com certeza quer fazer gol, atacante vive de gol, mas a equipe obtendo o resultado positivo é o mais importante. Isso mostra que o pessoal da defesa está marcando, o time não está tomando gol e na frente fazendo. Acho que nesse segundo turno só vai melhorar”, acrescenta.

   Com Marcinho, o time teve mais mobilidade no ataque e criou muitas oportunidades pelo lado esquerdo. Mesmo jogando mais avançado, Romarinho mostrou bastante entrosamento Andrey, coisa que não acontece apenas no campo. “O Andrey é um cara muito gente boa, nos entendemos muito bem dentro e fora de campo. É importante a amizade. Eu falo que eu sou o pai dele (risos), porque é mais novo. Mas está sendo bem bacana essa amizade”.

   O atacante ainda aproveitou a partida pela manhã para pedir o apoio da torcida no Mário Helênio. “Acho que é um horário bom para os pais trazerem seus filhos, os avôs trazerem seus netos, e eu conto com a torcida do Tupi. Já vi fotos e vídeos disso aqui (Estádio Municipal) muito cheio. Espero um dia ver o estádio desse jeito”, finaliza o atleta.

 

Texto e reportagem: Patrick Alves e Ayupe Júnior, estagiários do Toque de Bola, com supervisão de Ivan Elias, Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola

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