Romário rouba a cena em JF e Aílton quer “tirar a pressão” sobre Romarinho

 

Aílton, Romário e a presidente do Tupi, Myrian Fortuna, após o empate diante do Botafogo-SP no Estádio Mário Helênio

Mesmo com a ilustre presença do senador Romário nas tribunas, o Tupi não conseguiu sair do zero diante do Botafogo-SP, até então líder do grupo, e o empate ficou de bom tamanho pelo que as duas equipes apresentaram na partida.

O baixinho compareceu ao Mário Helênio na noite do último sábado, 24, para assistir a estreia do filho Romarinho como titular e logo na sua chagada às cabines, foi cercado pelos torcedores, que conseguiram tirar fotos com o “gênio da grande área”. O eterno camisa 11 também parou para falar com a imprensa sobre a estreia do filho como titular vestindo as cores do Carijó.

 VEJA AQUI COMO FORAM OS OUTROS JOGOS DA RODADA E UM PANORAMA COMPLETO DA SÉRIE C

  O pai:  “Agradecer ao treinador”

“Primeiramente agradecer ao treinador Aílton, pela oportunidade que está dando ao Romarinho de jogar, já que eu infelizmente, quase joguei (no Tupi). Apenas treinei e bati foto. E eu acredito que o Tupi vai fazer uma grande campanha”, disse o tetracampeão do mundo em 94 com a seleção brasileira.

“O Romarinho é um atacante nato, gosta de fazer gol, se posiciona bem. Infelizmente nesses últimos meses ele teve essa falta de sorte de ter tido problema com algumas lesões, mas acredito que daqui pra frente as coisas vão melhorar, ele vai engrenar e a gente vai poder ver o Romarinho bastante feliz, podendo fazer o que mais gosta na vida que é jogar futebol. Estou sempre em contato com ele, independente de onde ele joga. Como pai tem que estar acompanhando e sempre que possível opinando e dando conselhos positivos”, completou.

  Depois do jogo, em entrevista concedida ao Esporte Interativo, provocou polêmica quando o repórter perguntou se Messi, argentino do Barcelona que completava 30 anos no sábado, é melhor que Pelé: “Ele primeiro tem que ser melhor que o Romário””, detonou o Baixinho, no estilo franco de sempre.

 

Romarinho deu detalhes de como é a conversa com o pai sobre seu desempenho em campo

O filho: “Fica muito p… porque eu fico acompanhando lateral”

   Após a partida o ex-jogador foi presenteado pela presidente do Tupi com uma camisa do clube e pousou também ao lado do treinador Aílton.

  Sendo prestigiado pelo pai, Romarinho correu, batalhou e fez uma atuação boa, sendo aplaudido pela torcida no momento em que foi substituído. Posteriormente ele falou sobre como é jogar sob os olhares de um dos maiores jogadores de todos os tempos e da sua família que também compareceu ao jogo. “Eu jogo do mesmo jeito se ele estiver ou não (assistindo), mas claro que é importante ele estar, minha mãe e minha irmã. Ele fica muito p… porque eu fico acompanhando lateral (risos), mas eu não tenho o faro de gol que ele teve, não jogo do jeito dele, são tempos diferentes, estilos diferentes. Gosto de jogar do jeito que joguei hoje, estou me adaptando de novo à série C, um campeonato bem corrido onde todos os jogos são parecidos” afirma.

Em seguida foi questionado sobre um possível puxão de orelha do pai por não ter feito gol. “Ele chegou ali no vestiário e me deu parabéns, ainda não tomei a rasgada, por enquanto está tranquilo. Vamos ver no jantar se ele vai falar alguma gracinha”, brincou o atacante.

   

Treinador carijó quer tirar peso da pressão sobre filho do Baixinho no Tupi

O treinador: “Se vocês puderem me ajudar…”

Na coletiva pós-jogo, Aílton disse que gostou da atuação de Romarinho, mas pediu para que a imprensa evite as comparações com o pai do jogador, e segundo treinador isso é uma pressão desnecessária.

“Existe um grande erro de querer criar uma comparação em cima de um jovem. O pai dele é um fenômeno, foi um fenômeno e está provando na política que é um cara totalmente diferenciado. Isso às vezes atrapalha. No meu modo de ver o Romarinho é muito bom jogador, ele vai crescer ainda, precisa de ritmo de jogo, estava um tempo parado. Me agradou muito por prender bem a bola, ir pra cima e eu sei que ele vai ajudar muito ainda a equipe. Se vocês (imprensa) puderem me ajudar a tirar essa pressão de cima do menino, iria ajudar muito não só a mim como o Tupi. Por que eu sei, tive um filho que jogou também, e eu via como ele chegava em casa às vezes abatido pela cobrança. Então acho que seria bom a gente deixar ele desenvolver o que tem de melhor que é o futebol. E quanto menos comparação, tenho certeza que ele vai ajudar a gente demais ainda”, enfatiza.

Confira outros trechos da entrevista do treinador após o empate em 0 a 0 contra o Botafogo-SP:

Desfalques

“Pegamos o time que estava em primeiro lugar, uma equipe muito bem montada e experiente. O time no meu modo de ver suportou bem, estávamos com dois desfalques, mas quem entrou bem”.

Atuação

“Gostei do que eu vi, principalmente no segundo tempo, um time com posse de bola, agredindo, criamos duas situações claras de gol e eu acho que num todo o resultado em si foi ruim porque precisávamos dos três pontos, mas pelo menos pontuamos”.

Próximo adversário

“Outro adversário difícil, sabemos que na competição a gente via São Bento, Botafogo e Volta Redonda como os times mais fortes da chave. Mas está vendo um equilíbrio muito grande. É um grupo que está muito parelho e você não pode deixar de pontuar. Ficamos felizes e ao mesmo tempo tristes, por não conseguir ganhar. Agora é descansar e na semana trabalhar forte para que a gente possa vencer o Volta Redonda”.

Ritmo de jogo

“Meu grupo hoje tem 30 atletas, 30 titulares. A gente costuma pegar quem está bem e de acordo com o adversário encaixar a equipe. Lógico que sabemos que a sequência de jogos é muito boa para o atleta, então estamos tentando modificar o menos possível para que o time não sofra tanto no ritmo de jogo. Nós demos uma chance só no segundo tempo para eles”.

 O jogo

  Tupi e Botafogo fizeram uma partida bastante equilibrada no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, mas não balançaram as redes. Mesmo com jogadores mais experientes e com passagens por clubes da Série A, como o zagueiro Gladstone, o meia Morais e o atacante Edno, a equipe paulista não apresentou grande volume de jogo.

  A principal oportunidade do time de Ribeirão Preto ocorreu no início do segundo tempo, quando o goleiro Paulo Henrique evitou duas vezes consecutivas o gol. Na terceira oportunidade, quem salvou em cima da linha foi Patrick. O Carijó não conseguiu penetrar muito na área adversária. Ainda assim, o goleiro Neneca trabalhou em chutes de fora da área. Bruno Santos, também na etapa final, acertaria o ângulo superior esquerdo, mas o experiente camisa 1 espalmou para escanteio.

  Romarinho quase não teve oportunidades. Na chance mais clara, Lucas cruzou da direita, mas o atacante não chegou a tempo de concluir, na pequena área.

 Com os demais resultados pelo Grupo B, o Carijó caiu da sexta para a sétima colocação, com nove pontos conquistados em sete rodadas – duas vitórias, três empates e duas derrotas. O jogo contra o Volta Redonda, no sábado, dia 1º, passou de 16h para 21h, em Juiz de Fora

FICHA TÉCNICA

Tupi 0 x 0 Botafogo-SP

Tupi: Paulo Henrique, Lucas (Johnatan), Patrick, Fernando e Bruno Santos, Kalu e Bonilha, Andrey, Diego Luis e Romarinho (Rafael Teixeira), Flávio Carvalho (Italo). Técnico: Aílton Ferraz

Botafogo-SP: Neneca, Samuel Santos, Caio Ruan, Gladstone e Gerley, Rodrigo Thiesen, Murillo (Alex), Mateus Cancian e Morais (Carlos Henrique), Vitinho (Paulinho) e Edno. Técnico: Rodrigo Fonseca

Cartões amarelos: Fernando, Bonilha e Bruno Santos (Tupi); Neneca, Murillo, Mateus Cancian, Vitinho e Rodrigo Thiesen (Botafogo-SP).

Cartões vermelhos: Nenhum

7ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C 2017

Local: Estádio Mário Helênio (Juiz de Fora)

Data: 24/06/2017

Horário: 20h

Público: 236 pagantes, 492 presentes. Renda: R$ 4.440,00

Arbitragem: Mayron dos Reis Novais (MA), auxiliado por Carlos André Pereira Sousa (MA) e Adriano de Oliveira (MA).

 

 

 

Texto: Patrick Alves, estagiário do Toque de Bola, com supervisão de Ivan Elias, Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola, Tupi e Rogério Moroti – Agência Botafogo

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