Toque entrevista: presidente do Sport diz que futebol só volta “com responsabilidade” e traça metas no centenário

Durante as comemorações do centenário do Sport Club Juiz de Fora no último sábado, 24, o presidente Jorge Ramos falou ao Toque de Bola sobre o patrimônio do clube, uma possível volta ao futebol profissional e a obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros): “Esse era o grande compromisso que a gente tinha com o patrimônio do Sport, com seus sócios e com a própria cidade”, disse. Ele também antecipou que será candidato à reeleição.

Presidente Jorge Ramos conversou com o Toque de Bola
Presidente Jorge Ramos conversou com o Toque de Bola

Obtenção do AVCB

É o grande desafio. Nós já estamos numa fase bem adiantada para poder iniciar já a parte de obra civil, de serralheria, a própria parte da tubulação, da linha de prevenção de incêndios, hidrantes, equipamentos, a bomba de recalque. Esse era o grande compromisso que a gente tinha com o patrimônio do Sport, com seus sócios e com a própria cidade. Como é que você traz, para dentro do Sport, as pessoas para participar de algum evento, alguma coisa, se você não tem a segurança que elas necessitam? A nossa preocupação é com o sócio, com o patrimônio, mas também com as pessoas que vão estar aqui conosco em algum evento. Estamos caminhando, cem anos de Sport. Estou fazendo parte desse momento. Quis o destino que o Jorge Ramos estivesse hoje frente à presidência dos cem anos do Sport. Isso não me deixa nem menor nem maior envaidecido, mas de qualquer maneira mexe com a gente. Cem anos são cem anos.

Área social

Nós temos hoje aproximadamente entre 1.000 e 1.100 associados. Em termos de sócio-proprietário, 511. Tirando sócio-convênio e individual. O que nós pretendemos fazer: se reeleito for, porque vamos disputar com uma outra chapa, quem sabe uma, duas ou três. É bom, é saudável, desde que o processo seja ético. Nós pretendemos dar mais um upgrade nesses departamentos. Estamos com uma experiência nova. O Zé Luiz está até aqui ao meu lado, a gente está iniciando um projeto do Sub-23. O Sport está disputando a Liga de Ubá e os resultados são mais ou menos favoráveis: uma hora você empata, outra hora você perde, outra hora você ganha. Isso para mim já é um piloto da pressão que nós estamos sofrendo da volta do Tupynambás. Quero deixar meu abraço carinhoso ao Chiquinho (presidente do Tupnambás), que me ligou hoje me cumprimentando. E o próprio Tupi. Então o Sport automaticamente começa a sofrer uma pressão externa e do seu próprio quadro, de voltar ou não ao futebol, mas com responsabilidade. Se houver um grande parceiro, um grande patrocinador, não temos problema de voltar com o futebol. Só que temos que ter responsabilidade.

Patrimônio

Existiu realmente essa discussão. Há um processo correndo com relação ao destombamento, à desconstituição do tombamento. Mas quando assumimos em janeiro de 2015 nós começamos a ver que o Sport, mesmo sendo um Sport basicamente vivendo do seu quadro de sócios, era viável financeiramente. E assim o fizemos. Nós conseguimos sanear financeiramente o Sport, tirando uma complicação que existe junto à Fazenda Nacional de INSS que não foram recolhidos. Mas se você me perguntar hoje, os compromissos com os nossos funcionários, com os nossos fornecedores, com a própria prefeitura que deu a remissão do IPT, nós mantivemos e estamos em dia. Enfim, nós conseguimos mostrar que, tratando de um clube social, com seu quadro de sócios no sentido geral, o clube é viável. Hoje, tudo que estamos fazendo a gente parcela, divide em três vezes, mas pagamos os nossos fornecedores. Eu não coloquei um centavo do meu patrimônio dentro do Sport Club Juiz de Fora como fizeram os outros. Mas eu não coloquei, assim como a diretoria não colocou. Mas muito pelo contrário: saldamos inclusive dívidas que haviam dentro do clube. Foi citado o nome do Jorge Elias: foi uma pessoa que, por um bom tempo, manteve o Sport emprestando dinheiro para o Sport. E ali, num determinado momento, não se conseguia pagar mais. E hoje com o Jorge Elias a dívida era aproximadamente de 300 e poucos mil reais. E num determinado momento parou de pagar. Quando eu assumi, fui procurado pela família. E a família falou “vamos fazer o seguinte: o que está aqui atrasado, joga para frente”. Mas eu me comprometo que todo dia 20, todo mês o dinheiro vai estar na conta de vocês. E assim estamos fazendo. E o compromisso que assumimos com todos estamos honrando.

Mensagem ao Toque de Bola, único veículo de comunicação presente ao evento do centenário

Só tenho agradecer ao Toque de Bola, queremos que vocês estejam conosco no dia-a-dia. Porque às vezes é muito comum a gente estar num momento solene, mas é importante que vocês vivam conosco e as portas do Sport estão abertas para toda a imprensa.

 

Texto: Toque de Bola

Foto: Toque de Bola

O Toque de Bola é administrado pela www.mistoquentecomunicacao.com.br

Este post tem um comentário

  1. AMARILIO GONÇALVES C

    É com imenso orgulho que apresentamos a Equipe Sub 23 do Sport Club JF. Eu, como coordenador, Gerente de Futebol Sub 23, Zé Luis, o Aloisio e o Tecnico Paulo Sérgio. Procuramos fazer uma equipe competitiva, com jogadores renomados da cidade e da zona da mata, que vieram atras da grande vitrine que é o Sport, com todo este imponente Estádio plantado no centro de JF. Em busca de afirmação e de patrocinadores esperamos voltar com o futebol profissional do Sport já no ano de 2017, com os pés no chão, sabendo da enorme responsabilidade que é estar no Sport mas prontos a encarar este desafio.

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