Comentaristas do Toque analisam playoffs da Superliga e elogiam Minas: “Maior surpresa”

Após passarem das quartas de final da Superliga Masculina de Vôlei, Sada Cruzeiro, Minas Tênis Clube, Taubaté Funvic e Sesi-SP se preparam para emocionantes clássicos pelas semifinais do maior torneio nacional da modalidade, com início na noite desta sexta-feira, 20. Comentaristas do Toque de Bola nas transmissões das partidas do Vôlei UFJF, o ex-jogador do Minas e da seleção brasileira, hoje professor de vôlei no Sesi Juiz de Fora, José Eduardo Bara, e o criador do sistema estatístico utilizado pela equipe da Federal na competição, o engenheiro de software Eugênio Gomes, analisaram os primeiros confrontos do mata-mata da Superliga e projetaram os duelos que definirão os finalistas da edição 2014/2015 do campeonato.

Na cabine do Toque, os comentaristas convidados José Eduardo Bara e Eugênio Gomes e o técnico de som Webert Britto
Na cabine do Toque, os comentaristas convidados do Toque, José Eduardo Bara e Eugênio Gomes, e o técnico de som Webert Britto

Quartas de finais: “Minas é surpresa”

Os quatro primeiros colocados na tabela da fase classificatória da Superliga passaram para as semifinais. Em duas partidas, Sada e Minas avançaram sobre Montes Claros e Vôlei Brasil Kirin, nesta ordem. Já os paulistas Taubaté e Sesi precisaram de três jogos para eliminar Canoas e Maringá, respectivamente. Tendo acompanhado os embates, Bara e Gomes destacaram a força do Minas nos primeiros jogos do mata-mata.

“Não houve muitas surpresas, os quatro primeiros ficaram. Apesar da vitória do Canoas e do Maringá em um dos jogos, no final prevaleceram os favoritos. Acho que os investimentos falaram mais alto. Sou suspeito para falar, mas a grande surpresa para mim é o Minas, que não tinha um investimento tão grande quanto outros”, avaliou Bara. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Gomes creditou os resultados do Minas ao trabalho da comissão:

“O Minas foi a grande surpresa, porque é um time que perdeu um grande patrocinador, montou um elenco sem grandes estrelas praticamente, um time de base, e vai mostrando a força da tradição e do trabalho do Nery (Nery Tambeiro, técnico do Minas), que foi muito bom, usando ainda o trabalho nas estatísticas desenvolvido pelo Guilherme, que já foi de Juiz de Fora. Nos outros confrontos, o Sada passar já era esperado, assim como Taubaté pelo investimento e o Sesi pela tradição”, destacou.

 

Semifinais: mando de quadra

Com o direito de escolha do mando de quadra pelo melhor posicionamento na primeira fase da Superliga, Sada e Taubaté optaram por realizar o jogo de ida em casa. Para Eugênio Gomes, fatores psicológicos justificam estas decisões.

“Escolher o primeiro jogo em casa é melhor porque você tem uma probabilidade de vitória maior. Se vencer, ganha motivação no segundo jogo e a pressão é um pouco menor”, explicou. Já Bara lembrou a importância do apoio vindo das arquibancadas: “O voleibol, por ser um esporte muito emocional, tem na torcida bastante peso. Ela pode ajudar, atrapalhar o outro time. Você jogar com a torcida também pode te dar obrigação de ganhar e estando um ponto na frente chega no próximo jogo mais tranquilo”, ressaltou.

Clássicos com favoritos?

Os duelos regionais levam a certeza de que serão marcados por grande equilíbrio. Na sexta, Sada x Minas abre as semifinais da Superliga, seguido por Taubate x Sesi, no sábado. Para o ex-atleta do Minas e seleção brasileira, não há favoritismo nos confrontos, mas o Sada sai na frente pela bagagem e entrosamento: “São as quatro equipes que se mantiveram lá em cima. Não tem favorito. O Cruzeiro leva uma vantagem por ser um time que joga junto há mais tempo e está mais acostumado a decisões. No duelo paulista o confronto será muito equilibrado, também não tem como apontar um favorito”.

Para Gomes, o Sada é favorito não apenas no duelo contra o Minas, mas também para o título: “Ficamos muito felizes com o que o Minas vem apresentando, mas sabendo da qualidade do Sada, é um time que dá gosto de ver jogar, acredito que o Sada leva a melhor não apenas no confronto, mas também na final. Já o clássico paulista vai ser um jogo bem apertado. Dois times muito experientes, com grandes estrelas e um certo nivelamento. O Sesi demorou um pouco para entrar em uma linha mais estável, mas no fim do segundo turno estabilizou bem, assim como o Taubaté, e será uma grande partida. O Taubaté leva uma certa vantagem, mas o confronto será muito equilibrado”, finalizou a análise.

Confira os jogos de ida das semifinais da Superliga Masculina de Vôlei 2014/2015 (CBV):

SUPERLIGA MASCULINA 14/15

PRIMEIRA RODADA DA SEMIFINAL

20.03 (SEXTA-FEIRA) – Sada Cruzeiro (MG) x Minas Tênis Clube (MG)
LOCAL/HORÁRIO: Ginásio do Riacho, em Contagem (MG), às 19h

21.02 (SÁBADO) – Taubaté/Funvic (SP) x Sesi-SP
LOCAL/HORÁRIO: Ginásio do Abaeté, em Taubaté, às 21h30

 

Texto: Bruno Kaehler com informações da CBV

Foto: Toque de Bola

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