CBV anuncia tecnologia “sem interferência humana” para bola dentro ou fora

O teste já foi feito na Copa Banco do Brasil, em janeiro deste ano e, após aprovação de jogadores e árbitros, o Sistema Penalty D-Tech será utilizado, também, na fase final da Superliga masculina e feminina de vôlei 14/15. As semifinais e os jogos que decidirão os próximos campeões da principal competição do calendário brasileiro contarão com o auxílio da tecnologia.

CBV anuncia uso de tecnologia para decidir lances polêmicos nos jogos semifinais e finais da Superliga masculina e feminina 2014/15
CBV anuncia uso de tecnologia para decidir lances polêmicos nos jogos semifinais e finais da Superliga masculina e feminina 2014/15

Dentro ou fora?

O sistema ajuda na definição de bola dentro ou fora, já que acusa a definição, em tempo real, através de cálculos matemáticos e da captura de imagens em frames de segundos através de câmeras instaladas em diferentes pontos da quadra.

Sem brecha para discussões

Um dos árbitros presente na Copa Banco do Brasil, Paulo Turci elogiou o sistema. “Nos lances mais polêmicos, a utilização do aparelho foi fundamental para minha tomada de decisão e não deu brecha para discussões”, comentou Turci.

Presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (Cobrav), Carlos Rios também ressaltou as vantagens do sistema desenvolvido pela Penalty.

“Diferentemente de softwares da Polônia, Itália, Rússia e Japão, que são baseados apenas em imagens, o sistema que testamos funciona também com cálculos matemáticos, se mostrando mais eficiente e assertivo que os demais”, disse Carlos Rios.

Como funciona

O Sistema Penalty conta com seis câmeras nas laterais e nos fundos de quadra e um monitor, que fica preso ao poste da rede, onde o árbitro recebe a informação de bola dentro ou fora. O estudo foi desenvolvido ao longo de oito anos e teve um investimento de 5 milhões de dólares.

  Sem “interferência humana”

O gerente de inovação e tecnologia da Penalty, Emerson Shiromaru, explica um pouco mais sobre a tecnologia que será usada na Superliga.
“É o único sistema no mundo que isenta a decisão do ser humano, mantendo um padrão superior e único. Para chegarmos a essa conclusão, submetemos o sistema a um parecer técnico e que foi aprovado através de um órgão científico de renome internacional”, esclareceu Shiromaru.

O sistema brasileiro não possui interferência humana na decisão. Ao contrário dos demais onde o árbitro visualiza uma imagem e interpreta a informação visual, no Penalty D-Tech as imagens são processadas por computador e a decisão só é feita depois de vários cálculos matemáticos pré-programados. Além da informação de bola dentro e bola fora, a velocidade da bola no ataque e no momento em que toca o chão também são disponibilizadas.

 

Texto publicado no site da Confederação Brasileira de Vôlei

Foto: Arquivo Toque de Bola

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