Vôlei da Federal anuncia novidades no elenco e na Comissão Técnica para Mineiro e Superliga

A temporada 2014/2015 do vôlei da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) já começou. Nesta quinta-feira, 10, os nomes que irão compor a delegação juiz-forana para a disputa do Campeonato Mineiro e Superliga Masculina foram anunciados oficialmente pelo diretor técnico da Federal, Maurício Bara Filho, em coletiva na sala de multimeios da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) da UFJF. A lista apresentou novidades tanto nos nomes de jogadores, como da comissão técnica. Os representantes do vôlei de Juiz de Fora se apresentam na próxima terça-feira, 15, às 17h, também na sala de multimeios da Faefid.

Os participantes da coletiva, da esquerda para a direita: o novo consultor esportivo da equipe, Renato Miranda, o diretor técnico, Maurício Bara, e o representante do time inglês de futebol Exeter, Ricardo Calçado
Os participantes da coletiva, da esquerda para a direita: o novo consultor esportivo da equipe, Renato Miranda, o diretor técnico, Maurício Bara, e o representante do time inglês de futebol Exeter City, Ricardo Calçado

 

Confira o elenco da UFJF para a temporada 2014/2015, com comentários de Bara sobre alguns jogadores: 

Levantadores:

Rodrigo (ex-São Bernardo)

Vitor Gelli (continua na UFJF)

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Líberos:

Fábio Paes (ex-Taubaté) – “Volta para este ano, gostaríamos que tivesse ficado na temporada passada, mas teve uma proposta maior. De qualquer forma, pelo seu envolvimento com a cidade, quem acompanhou nosso jogo contra o Taubaté pode ver a felicidade do Fábio em estar de volta ao ginásio, o que é muito legal”.

Tatinho (continua na UFJF)

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Centrais:

Victor Hugo (continua na UFJF) – “Foi um dos jogadores mais estáveis da equipe na temporada passada e teve uma das melhores estatísticas no bloqueio”.

Ninão (continua na UFJF) – “O Ninão chegou no final da temporada, em dezembro, jogou algumas partidas e foi muito bem, é um menino novo com um potencial muito grande”.

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Ialisson (ex-Volta Redonda) – “Não apareceu muito no ano passado porque torceu o tornozelo no meio da temporada e teve problemas, mas é um central de muita experiência, já foi campeão da Superliga, é um cara trabalhador, já queríamos trazê-lo há um tempo para a equipe e esse ano finalmente concretizamos”.

Tarcísio (ex-SESI) – “Era juvenil do SESI, o quarto central do time. É uma criança de 2m11, um dos maiores centrais que o vôlei brasileiro tem, com boas características para o bloqueio também”.

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Ponteiros:

Daivisson (continua na UFJF) – “Optamos pela manutenção do Daivisson, que foi um dos jogadores que mais cresceu durante a temporada passada”.

Manius (ex-SESI) – “Quem iria ocupar a vaga do Manius seria o Bob, mas fomos comunicados, de uma maneira muito ética pelo jogador e seu procurador que ele teria de fazer uma operação no ombro, o que custaria ao menos quatro meses de recuperação. Como nossa filosofia era a de trabalhar com um elenco reduzido, fica complicado ficarmos com menos um jogador por esse tempo. Logicamente, optamos por um ponteiro passador, um dos mais experientes no mercado, e tivemos a felicidade de repor com um jogador da posição”.

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Batagim (ex-SESI)

Sérgio (ex-Taubaté) – “Ponteiro de força, que juntamente com o Henrique Batagim, que veio do SESI, e foi da seleção sub-23, vem buscando seu espaço”.

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Opostos:

Alexandre Bérgamo (ex-Campinas)

Alemão (ex-Rio) – “Dois reforços (Alemão e Bérgamo) experientes e de muita qualidade para uma posição em que sofremos um pouco no ano passado”.

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O número de atletas no elenco, menor que o de temporadas anteriores, é novidade na equipe. Com cerca de 17 atletas em outros anos, a UFJF tem para esta temporada, a princípio, 14 jogadores na equipe. Em caso de desfalques, jovens do Clube Bom Pastor deverão compor a equipe.

“Temos três ou quatro jogadores das categorias de base, de um convênio com o Bom Pastor, que inclusive estão disputando os Jogos de Minas e que pretendemos inserir nos treinamentos, para que, quando necessário, estejam preparados. Esse é o caminho, não tem como ser diferente”, acrescentou Bara, finalizando a análise dos jogadores.

A comissão técnica sofreu poucos ajustes. Os destaques ficam para a criação do cargo de consultor esportivo, que será ocupado pelo doutor em Psicologia do Esporte, Renato Miranda, e do novo auxiliar técnico de Chiquita, o ex-comandante do Volta Redonda, Alessandro Fadul.

Confira os profissionais que integrarão a comissão técnica da Federal:

Diretor Técnico – Maurício Bara

Consultor Esportivo: Renato Miranda

Supervisor: Heglison Toledo

Treinador: Carlos Augusto (Chiquita)

Auxiliar Técnico: Alessandro Fadul

Preparadores Físicos: Bernardo Miloski/Daniel Schimitz

Fisioterapia: Rodrigo Soares

Médico: Oséas Oliveira

Para Renato Miranda, a função que continuará desempenhando na equipe, voltada ao suporte e aconselhamento psicológico dos atletas, é uma das maiores lacunas no País. O doutor em Psicologia do Esporte foi fundamental na reação da UFJF nas últimas rodadas da temporada passada, tendo perdido apenas uma partida nos últimos sete jogos.

“O que a gente desenvolve aqui é o que percebemos que, em outros esportes, no Brasil, há uma lacuna, uma falha, que é no desenvolvimento da consciência do atleta da importância da equipe e o entrelaçamento dos aspectos de treinamento técnico, tático e físicos com as questões psicológicas, desde o relacionamento com o grupo, até a capacidade de controlar a ansiedade, o stress. A minha função é justamente harmonizar a estrutura de treinamento”, analisa.

Visando exemplificar o que irá realizar na temporada, ele abordou um tema recorrente em mesas de debate esportivas no país: a reação dos brasileiros na Copa do Mundo.

“Vou tocar em um assunto que será falado entre os atletas. Não dá para um jogador ficar em prantos no campo. Isso é desequilíbrio. Tanto é que, quando começaram a apontar várias críticas deste comportamento, acabou o choro? Acabou a emoção? Por que eles pararam de chorar? E isso passa para as crianças, tanto que, antes do jogo com a Alemanha, elas estavam gritando no hino, com os jogadores, quer dizer, isso está errado. Aquela energia, eu falei com os atletas na temporada passada, tem que colocar em quadra. Então queremos fazer de Juiz de Fora o melhor modelo possível, realizar um trabalho que possa ser inovador”, projeta Renato.

Outra novidade na lista de profissionais que representarão a equipe juizforana de vôlei é o nome de Alessandro Fadul. Bara afirma que sua contratação segue a ideologia da diretoria da Federal.

“A UFJF hoje tem três membros na comissão de trabalho que são ou foram treinadores na Superliga, o Chiquita, Fadul e eu. Volta à nossa filosofia, um auxiliar vindo para agregar e trazer conhecimento. Foi assim comigo e assim vai ser com o Fadul”, diz Bara.

André Nascimento

O nome do campeão olímpico de 2004, em Atenas, André Nascimento, quase esteve presente na lista de jogadores da Federal para esta temporada. De acordo com Bara, a contratação esteve quase fechada, mas por motivos do atleta, em cima da hora, o reforço não foi concretizado.

“Ficamos muito próximos de um acordo com o André Nascimento, muito mesmo. No entanto, por motivos pessoais, ele não pode concretizar o acerto”, conta Bara.

Amistosos

“Antes de três, quatro semanas de treino, evitamos jogar. Temos um pré-convite, já que fizeram contato conosco, do PCN, da Argentina, de que querem voltar à Juiz de Fora. Não temos calendário ainda, mas também não posso perder a oportunidade”.

”Time melhor no papel” e objetivos

“Acho que viemos aprimorando o sistema. No papel, este time é melhor, mas temos que provar na prática. O foco continua sendo o das duas últimas temporadas. Temos que procurar fazer a final do Campeonato Mineiro e ficar entre os oito na Superliga. Estamos batendo na trave, ano passado ficamos em nono, mas não estava só em nossas mãos, já que precisávamos de outro resultado na última rodada da Superliga passada. Temos que entrar com autoridade, independente do lugar que vamos ficar”, finaliza Bara.

 

Texto: Bruno Kaehler

Fotos: Toque de Bola

 

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