Condé elogia postura do time e quer ao menos seis pontos nos próximos três jogos

Mesmo com o empate na estreia da Série C em 1 a 1, contra o Macaé, em partida realizada no domingo, 27, em Juiz de Fora, o treinador do Tupi, Léo Condé, elogiou a postura da equipe principalmente após levar o gol de empate, quando atuava com um jogador a menos, por conta da polêmica expulsão do atacante Wesley. O gol do Tupi foi marcado por Raphael Toledo, personagem de matéria especial produzida pelo Toque de Bola.

“O que me deixou satisfeito é que a equipe não se abateu com o gol de empate, continuou buscando o resultado mesmo com um jogador a menos. Não tivemos o volume do Macaé na segunda etapa até porque vínhamos de uma partida desgastante contra o Fluminense, mas nos contra-ataques criamos mais dificuldades que eles. O goleiro do Macaé também estava em uma tarde muito feliz, realizou no mínimo duas defesas difíceis e ainda tivemos a bola do jogo, no fim, com o Maranhão”, disse Condé.

Mesmo focando o trabalho jogo a jogo, o treinador deixou clara a projeção da equipe para as próximas três partidas no torneio. O Carijóe visita o Juventude no domingo, 4, no Sul, e depois tem dois confrontos em casa, contra Guaratinguetá e Caxias.

“A proposta era vencer em casa e pontuar fora. Claro que nem sempre vamos conseguir, porque o nível da competição vai ser marcado pelo equilíbrio, assim como, quando sairmos para jogar, dificultaremos a vida do adversário. Nesses cinco jogos restantes, temos que ir passo a passo, focar nessa partida contra o Juventude, depois temos dois jogos seguidos em casa, contra Guaratinguetá e Caxias, mas que é de suma importância a gente fazer pelo menos seis pontos nesses três jogos”.

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Juventude

Próximo adversário do Tupi na Série C, a equipe do Sul estreou com empate diante do rival, Caxias, no Estádio Centenário. O comandante do Alvinegro de Santa Terezinha já vem estudando o alviverde e ressaltou o maior investimento em relação ao do time juiz-forano e outras equipes da divisão.

“Tive a possibilidade de assistir a partida do Juventude, é uma equipe bem arrumada, talvez uma das que mais investiu na competição. Temos que ir para lá bastante atentos, vamos trabalhar durante a semana. A postura tem que ser de jogar de forma equilibrada, se formos com o intuito só de defender, fica complicado, mas também não podemos sair muito e nos expor tanto. É jogar de forma equilibrada e aguerrida, como foi contra o Macaé, e fazer algumas correções, o que é natural, já que estou conhecendo o elenco agora. A tendência da equipe é evoluir e em termos matemáticos, dentro de nossa proposta de vencer dentro de casa, vamos ter que em algum momento buscar esses dois jogos fora”, afirmou Condé.

Substituições após expulsão

Após a partida, Condé ainda justificou a saída de Dieguinho como consequência da expulsão de Wesley, mas lembrou que já trabalhou com o meio-campista e confia em seu crescimento no decorrer da competição.

“Não fez um jogo próximo daquilo que a gente sabe que ele pode render e aí entra a questão do ritmo do jogo. Mas gosto de trabalhar com esse meia de articulação perto dos atacantes e sei que ele pode ajudar na sequencia da competição, só que hoje, com a expulsão do Wesley, teríamos que explorar as laterais nos contra-ataques, por isso tive que tirar o Diego”, explicou Condé.

O treinador realizou mudanças no posicionamento da equipe para possibilitar mais agressividade dos alvinegro nos contra-ataques.

“Fizemos duas linhas de quatro, adiantamos o Toledo para meia e o Henrique pelo lado direito e deixamos o Núbio Flávio enfiado, para apostarmos nos contra-ataques. Tivemos uma boa postura no segundo tempo, no único descuido nosso eles fizeram um gol com o João Carlos, que é um bom cabeceador, um atacante de qualidade que fez um ótimo Campeonato Carioca e que tinha feito a maioria dos gols do Macaé nos amistosos”

Texto de Bruno Kaehler

Foto: Assessor do Macaé, Tiago Ferreira

 

 

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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