Especialista em legislação esportiva acha anulação o mais provável

O árbitro Arilson Bispo da Anunciação, responsável pela condução de Tupi e Aparecidense, no sábado, 7, relatou na súmula a invasão de campo do massagista Romildo Fonseca da Silva, conhecido como “Esquerdinha”, que impediu o gol de Ademilson, aos 44 minutos do segundo tempo, que daria a classificação ao Galo Carijó.

Clique no link abaixo para ver a súmula online de Tupi 2 x 2 Aparecidense:
Súmula – Tupi 2×2 Aparecidense

O advogado, especialista em Legislação Esportiva, Manoel Denezine, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, destacou que ao ver as imagens do ocorrido, concordou com o procurador do STJD, Paulo Schmidt, que disse que o caso pode terminar com a anulação da partida:

“Acompanhei as imagens do lance e também a entrevista com o procurador do STJD, que já demonstrou que vai impetrar uma ação, até terça-feira, contra o massagista da Aparecidense. Eu corroboro com ele naquilo que expressou, porque houve uma evolução da lei. Hoje o CBJD já permite que você anule uma partida pelo artigo 243-A, parágrafo único, que permite a anulação da partida, caso um membro da comissão atue de forma contrária à ética desportiva, com fim de influenciar no resultado da partida”, explicou Manoel.

 De acordo com a Diretoria do Tupi, existe uma imagem que mostra o massagista conversando com o treinador da Aparecidense, Karmino Colombini, minutos antes de Esquerdinha invadir o campo. A sequência mostraria o massagista trocando de camisa e, pouco depois, impedindo o gol de Ademilson. Segundo Manoel, o Tupi tem de ter cuidado ao utilizar essas imagens como prova.

“Se o Tupi conseguir argumentos e provas suficientes para poder mostrar que na sequência das imagens tudo aquilo ocorreu, mas imagens que realmente deixem tudo isso claro, pode ser que o Tribunal reverta o resultado, ou seja, ao invés da anulação, a perda dos pontos. Acho muito arriscado, acho difícil que essa tese possa vingar. Preferia acreditar que ainda estamos salvos pelo 243-A, que anularia a partida e fosse realizada novamente”, disse o advogado.

 

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

Este post tem 2 comentários

  1. marcelo rizzato

    É ISSO.
    DEPOIS QUE O TOQUE DE BOLA DIVULGOU A SÚMULA, FICA COMPROVADO A NECESSIDADE DE SE DAR OS PONTOS DA PARTIDA AO TUPI, POIS O JUIZ DA PARTIDA DECLAROU QUE A BOLA ENTRARIA E FOI IMPEDIDA PELO MASSAGISTA DA APARECDIDENCE.
    VAMOS MORALIZAR AS COISAS, MUITO MAIS DO QUE UMA ATITUDE ANTIESPORTIVA, EXISTE O LADO DO MORAL E DA ÉTICA.
    ” NÃO É POR ISSO QUE ESTAMOS INDO PARA AS RUAS “,O EXEMPLO TEM QUE SER DADO SENÃO……..

Deixe seu comentário