Tarde do “gol zero” pega Tupi e Caldense

O Tupi Futebol Clube e a Caldense, de Poços de Caldas, fizeram um jogo movimentado no primeiro tempo, com um equilíbrio que refletiu no placar: 0 a 0. A partida,válida pela segunda rodada do Campeonato Mineiro, foi disputada no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, na tarde deste sábado(16/fevereiro). Com o resultado, os Carijós marcaram o segundo ponto na competição e agora enfrentam o Boa Esporte, em partida marcada para o dia 24, domingo, às 10h, no Estádio Dilzon Melo (Melão), em Varginha, sul do Estado.

Foi um sábado de “gol zero” pelo Estadual. Nas duas outras partidas da tarde, Nacional x Villa Nova e América x Boa, as redes permaneceram intactas.

Antes de a bola rolar em Juiz de Fora, o microfone do Toque de Bola/Solar flagrou o choro emocionado de Moacir Toledo, um dos maiores nomes da história do Tupi, diante da expectativa de ver o neto, Rafael Toledo, entrar em campo com a camisa 8 carijó. “Eu  jogava mais com a 11, vamos ver, é um time todo novo, disse, antes de ser vencido pelos olhos marejados.

Diante de um bom público e em clima de festa pelo reencontro entre a torcida e o time, o Galo buscou a vitória desde o início. O primeiro tempo começou e terminou com Ademilson, que retornava ao time: com 30 segundos de jogo ele mergulhou em um cruzamento de Cassiano e quase desvia a bola e aos 40 minutos recebeu livre, avançou, mas bateu para fora.

Entre um lance e outro, outras boas chances, principalmente com Toledo, que acertou o travessão, cabeceando conscientemente. Do outro lado, Jordan, o goleiro Carijó, mostrava firmeza, quando exigido –  fez quatro defesas, sendo duas mais difíceis, em chutes de fora da área.

No segundo tempo, a primeira boa chance real de gol do Galo aconteceu com Hugo,num chute de fora da área. Depois disso, o técnico Felipe Surian ousou ao mandar a campo mais um atacante, Rafael Assis – que foi o responsável pelas melhores iniciativas do período. A bola, entanto, não entrou, nem mesmo numa incrível sequência de três cruzamentos para a área, sem que nenhum Carijó aparecesse para empurrar a bola para a s redes.

Felipe Surian lamentou a perda do ponto em casa mas chamou atenção para o equilíbrio do campeonato. “Tivemos chances e não marcamos, principalmente no primeiro tempo, mas temos que ter paciência. A Caldense veio em busca do empate e foi competente nesse sentido, mas o campeonato está igual, tanto que os empates são a tônica”, disse.

O treinador admitiu que o time praticamente só utilizou as jogadas pelo lado direito do ataque, com Cassiano, no primeiro tempo. “Na etapa final, fizemos o jogo da Caldense e nenhuma das duas equipes apresentou bom futebol”. O setor defensivo foi considerado um ponto positivo pelo treinador: “Gostei muito da defesa na partida”.

Ademilson lamentou as chances que perdeu, embora tenha demonstrado satisfação com seu retorno aos gramados – não atuava desde setembro do ano passado.

O meia Hugo deixou o campo sentindo muitas dores, fruto de torção no joelho esquerdo. Hostilizado por um grupo de torcedores, respondeu com gestos obscenos a caminho do vestiário.

O Tupi jogou com Jordan; Magno (Thiago Ryan), Adriano, Fabrício Soares e Ygor; Genalvo, Toledo, Hugo (Alonso) e Paulinho (Rafael Assis); Ademilson e Cassiano.Técnico Felipe Surian.

Caldense: Glaysson; Jefferson Feijão, Paulão, Júlio César e Cleber Luís; Edmilson,Wellington Simão (Ximba), Rossini (Everton Maradona), Djavan e Maxwell; André Leonel(Nena). Técnico Tarcísio Pugliese.

Árbitro: Renato Cardoso Conceição, auxiliadopor Frederico Soares Vilarinho e Marcelo Francisco dos Reis

Cartões amarelos: Ygor, Genalvo (Tupi), Cleber Luis, Edmilson, Rossini, André Leonel,Nena (Caldense)

Renda: R$ 17.817,50; Público: 1.869 pagantes( 2.359 pessoas presentes no Estádio)

  Texto final do Toque de Bola, com algumas informações da assessoria de imprensa carijó

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